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Edição nº 792 / 2014

15/10/2014 - 20:27:00

Reeleito, Arthur Lira pode perder mandato

Filho de Biu está na lista dos parlamentares com candidatura questionada mesmo após aprovação da Justiça Eleitoral

Vera Alves [email protected]

O deputado federal Arthur Lira (PP) figura entre os parlamentares reeleitos no dia 5 para a Câmara Federal que corre o risco de perder o mandato. A informação, oficial, consta do próprio site da Casa, segundo o qual outros oito deputados federais estão na mesma condição do alagoano.

Todos tiveram suas candidaturas questionadas mesmo após terem sido deferidas pela Justiça Eleitoral.Filho do candidato derrotado ao governo Benedito de Lira, também do PP, Arthur Lira tenta manter sua condição de “intocável” aos olhos da lei e não é para menos. Condenado em dezembro de 2012 pelo Tribunal de Justiça de Alagoas no processo da Operação Taturana, esquema de empréstimos consignados na Assembleia Legislativa, da qual recorreu e que se encontra no Supremo Tribunal Federal (STF), ele ainda enfrenta outros dois processos, um deles por agressão à ex-esposa, Jullyene Cristine Santos Lins, cuja denúncia foi acatada pelo STF em dezembro do ano passado.

Os inquéritos 3156 (agressão e ameaça), 3515 e 36 20 (lavagem de dinheiro, corrupção passiva, formação de quadrilha e peculato) que tramitam no Supremo são todos referentes a períodos em que Arthur Lira era deputado estadual. Foram três mandatos consecutivos na Assembleia (1999-2003, pelo PSDB; 2003-2007, pelo PTB; e, 2007-2011, pelo PTB), até ele ser eleito deputado federal, em 2010, pelo PP, com 84.876 votos. No domingo, foi reeleito com o voto de 98.231 eleitores, aos quais fez questão de agradecer com uma postagem em seu perfil do Facebook.

Discreto em suas aparições públicas, o filho de Biu chegou a ser líder do PP na Câmara, mas foi afastado do cargo quando pipocaram na imprensa nacional as informações sobre os inquéritos aos quais responde. Já acostumada com as denúncias de improbidade administrativa envolvendo políticos em todas as esferas de poder, a opinião pública, contudo, reagiu de forma contundente ao saber que o alagoano respondia a processo dentro da Lei Maria da Penha, denunciado por agredir a ex-esposa quando dela estava separado há sete meses.O processo, aliás, gerou polêmica entre os próprios ministros do Supremo quando da discussão sobre a denúncia ofertada pelo Ministério Público Federal.

E não era para menos: foram seis anos entre a data da agressão, em 2006, e o abertura do inquérito pela Corte Suprema, período no qual houve até declaração da vítima desmentindoa agressão, testemunhas que também recuaram de depoimentos dados à Justiça e questionamentos quanto ao exame de corpo delito feito pelo Instituto Médico Legal Estácio de Lima, em Maceió. Os detalhes constam do acórdão da decisão do STF de abertura de inquérito contra Arthur Lira, que pode ser lido em sua íntegra no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=4058944.


OUTROS

Além de Arthur Lira, os demais deputados federais que estão com candidaturas questionadas e cuja decisão deve ser anunciada antes de 19 de dezembro, prazo final para diplomação dos eleitos este ano, são Beto Mansur (PRB-SP), Caetano (PT-BA), Capitão Augusto (PR-SP), Carlos Andrade (PHS-RR), Carlos Gaguim (PMDB-TO), João Rodrigues (PSD-SC), Moema Gramacho (PT-BA) e Roberto Góes (PDT-AP). Os processos, inclusive o do alagoano, correm sob segredo de justiça.

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