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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 792 / 2014

14/10/2014 - 21:40:00

Alea Iacta Est

Cláudio Vieira Advogado e escritor membro da Academia Maceioense de Letras

A frase latina que serve de título a esta crônica, conta a História, foi proferida pelo General Romano (depois Imperador) Júlio Cesar, ao decidir atravessar o Rio Rubicão, que separava a Itália da Gália Cisalpina. A SORTE ESTÁ LANÇADA, como quis dizer aquele grande soldado, é de aplicação generalizada, e pode muito bem servir à situação de Alagoas após as recentes eleições.Através das redes sociais, chegaram-me informações sobre críticas a Alagoas e aos alagoanos, por eleger Renan Filho e Collor para o Governo do Estado e para o Senado, respectivamente.

Ora, os alagoanos, como todo e qualquer brasileiro, temos o direito de eleger nossos representantes, votemos certo ou errado. Faz parte do jogo democrático e perfaz aquele aforismo que proclama ter cada povo o governo que merece. Por outro lado, cada um tem o direito de ter e manifestar opiniões, embora tal não autorize o deboche, ou o achincalhe, ou qualquer manifestação de preconceito. Pessoalmente acredito que as escolhas não foram as melhores, mas respeito-as. De qualquer sorte, Alagoas atravessou o seu Rubicão e se obterá sucesso ou não, se será bem governada e representada ou não, o futuro dirá.  

Os erros, porém, do eleitor brasileiro - e o alagoano médio não foge ao mal – são, dentre outros, a memória curta, o voto útil, a paixão do momento, a teimosia, alguma ingenuidade política, às vezes acertando, outras errando fragorosamente, fatos e circunstâncias certamente normais em toda sociedade democrática. 

Cruzado, então, o nosso Rubicão, cumpre agora fiscalizar e exigir de todos os eleitos (a) o cumprimento das promessas e propostas de campanha; (b) a presença assídua de todos em Alagoas, e não apenas às vésperas das eleições, como sói acontecer com alguns dos representantes com assento em Brasília; (c) o dar-de-mãos em favor do crescimento do Estado, independentemente de partidos políticos, e mesmo das sequelas de campanha; (d) a crítica construtiva aos governantes e, em consequência, a renúncia ao lamentável oportunismo de só manifestarem-se críticos quando pretendem anular os eventuais opositores, ainda que durante boa parte do  mandato hajam recebido benesses do poder, delas usufruindo “caradepaumente”.

A nível nacional o eleitor brasileiro deu belo recado à Presidente-candidata, ao seu partido, o PT, e aos demais que a apóiam, demonstrando majoritariamente a sua insatisfação. Regionalmente, porém, é necessário que nos curemos dos efeitos desse Alzheimer político, e durante os mandatos dos agora eleitos acompanhemos os seus desempenhos, mantendo acesas as nossas memórias para os futuros pleitos eleitorais, quando devemos, se temos amadurecimento político, banir os enganadores, elegendo ou reelegendo aqueles que efetivamente honraram o voto recebido. Afinal, somos nós, os eleitores, os principais responsáveis pelo bem ou pelo mal que acometerá o nosso Estado.          

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