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Edição nº 792 / 2014

14/10/2014 - 21:00:00

Os eleitos

JORGE MORAIS Jornalista

Sem nenhum interesse em discutir se é ciência política, análise pessoal ou até mesmo um chute bem dado, pois nada disso é mais ou menos importante, o artigo publicado no Extra, do dia 26 de setembro, destacou a matéria relacionada à entrevista com o cientista político e professor Marcelo Bastos, e tive a ousadia de trazer, também, a minha opinião em relação aos nossos, na época, prováveis candidatos eleitos no pleito de 2014, em Alagoas, para deputados estaduais e federais.Em relação aos nomes apresentados para a Câmara Federal fui mais claro ao dizer que, oito nomes estavam confirmados e que a última vaga a chance maior era para João Henrique Caldas – o JHC. Na ocasião disse que os nomes apresentados não representavam a ordem de mais ou menos votados no pleito, mas que seriam aqueles os prováveis eleitos no pleito do último dia 05.

No entanto, o que mais me surpreendeu não foi à eleição do JHC, mas o número de votos obtidos, chegando aos 135.929 votos, se colocando em primeiro lugar entre os eleitos. Entre os demais, na minha modesta opinião, não houve nenhuma surpresa a eleição de Marx Beltrão, Pedro Vilela, Arthur Lira, Ronaldo Lessa, Givaldo Carimbão, Maurício Quintela, Cícero Almeida e Paulão.De se estranhar mesmo foi à votação obtida por Ronaldo Lessa (88.125 votos) e Cícero Almeida (64.435 votos), menos até do que o 10º colocado Nivaldo Albuquerque (66.910).

Quem apostou perdeu, porque todo mundo, inclusive o próprio candidato, acreditava numa eleição de 130 mil a 150 mil votos, o que puxaria para Brasília o candidato Val Amélio, o que não aconteceu. Acho até que o Val e seu pai, conselheiro-presidente do Tribunal de Contas, Cícero Amélio, fizeram a sua parte no processo.

O que aconteceu com Cícero Almeida? Acho que nem ele sabe explicar e será que esse resultado vai influenciar nas eleições de 2016 para prefeito? Se Almeida tivesse obtido uma votação expressiva agora, o colocaria numa situação bem favorável para enfrentar Rui Palmeira, candidato a reeleição, hoje, muito bem avaliado pela população de Maceió.

E o que aconteceu com Ronaldo Lessa? Foi prefeito de Maceió e por duas vezes governador de Alagoas, tendo enfrentado outras candidaturas majoritárias, mas os números finais não representaram a força política que ostenta no Estado.

Será que os últimos acontecimentos, inclusive com afastamentos pela justiça, foram problemas para ele? Acho que só o tempo dirá, porque tanto um como o outro, eram apontados como candidatos com potencial para a maior votação no Estado de Alagoas em todos os tempos, e não foi isso o que aconteceu.

Em relação à Assembleia Legislativa Estadual, nossos cálculos apontaram números bem parecidos entre os eleitos. Por exemplo, que a coligação PRTB, PPL e PMN elegeria Antônio Albuquerque e mais três candidatos, o que ocorreu com João Beltrão, Jairzinho Lira e Francisco Tenório.

Que a coligação PSB, SD, DEM, PP, PPS, PRP, PR e PSDC elegeria 6 candidatos: Jó Pereira, Inácio Loiola, Severino Pessoa, Marcos Barbosa, Davi Davino e Pastor João Luiz.Primeiro erro quando apontamos 10 eleitos para a coligação PDT, PMDB, PSC, PTB e PSD, a mais forte. Só foram eleitos 8. Acertamos nas duas vagas para PROS, PT do B, PHS, PC do B, e PV, eleitos Marcelo Victor e Carimbão Junior. Duas vagas para o PT, entrando Ronaldo do INSS e Marcos Madeira.

E, finalmente, PSDB e PRP que elegeram 5 nomes, o campeão de votos, Rodrigo Cunha, Gilvan Barros, Bruno Toledo, Galba Novaes e Edval Gaia.Surpresas da eleição: a maior votação de JHC, os baixos números de Cícero Almeida e a derrota de Judson Cabral.  O que esperamos mesmo é que tanto da Câmara dos Deputados como da Assembleia Legislativa eles façam mais pelo estado, mesmo que em alguns casos passando de pai para filho.

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