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Edição nº 791 / 2014

08/10/2014 - 19:03:00

Força feminina deu novo colorido à campanha eleitoral em Alagoas

Arquiteta Caroline Collor foi peça chave na campanha do marido à reeleição para o Senado

POR FÁTIMA ALMEIDA

“Por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher”. A frase popular, dita como um elogio à força da mulher, até pode parecer lisonjeira para algumas. Mas num lampejo de quem não deixa nada passar despercebido, mesmo em meio ao corre-corre de uma campanha eleitoral, a arquiteta Caroline Medeiros Collor de Mello, 37 anos, casada há 9 com o senador Fernando Collor, franze a testa e corrige: “Junto; a mulher tem que estar junto”.E se ‘junto’, em algum momento possa significar à frente ou um passo atrás, para ela não parece importar. “Prefiro estar ao lado.

Mas sempre estou onde posso somar mais”, afirma. E é ao lado do marido, candidato à reeleição para o Senado da República, que Caroline apareceu, sempre, em todas as situações – seja nas caminhadas, nas reuniões políticas, nas visitas aos bairros e às cidades ou no comando da equipe que atuou na campanha. Sim. Foi à esposa Caroline que o ex-presidente Fernando Collor confiou a coordenação geral da sua campanha, este ano. Um enorme desafio para quem, até uma década atrás, não entendia nada de política, segundo ela mesma afirma.

“Antes do Fernando, eu nunca tinha ido a um comício. Política era uma área totalmente fora do meu interesse. Minha formação é Arquitetura, e eu vivia envolta em projetos”, confessa.O ‘estágio intensivo’ na arte de fazer política, ela fez em 2006, quando Collor conquistou o mandato de senador, numa memorável campanha de 28 dias.

Estavam juntos há pouco mais de um ano. As meninas Cecile e Celine, filhas gêmeas do casal, tinham apenas 4 meses de vida. Hoje têm 8 anos. “Não foi fácil. Ele dizia que não tinha planos de retornar à política. Mas havia um apelo popular. Um dia ele chegou em casa e disse: há uma possibilidade de eu me candidatar, o que você acha? Eu respondi: É bom pra você? É bom pra Alagoas? Então vamos juntos.

E desde então tenho-o acompanhado em todas as atividades políticas”, conta Caroline.Ela parece ter tomado gosto. “Passei a ver política como um instrumento para ajudar as pessoas mais humildes. O contato direto com as necessidades do povo mais carente nos faz ver a vida por outro ângulo. E é muito gratificante ter a oportunidade, através do Fernando, de fazer algo para melhorar a vida das pessoas, das comunidades”.

E se alguém duvida que hoje Caroline é o braço direito de Collor, é só esperar até ver eles chegarem juntos, em algum lugar, sempre de mãos dadas, compartilhando opiniões, decisões e afagos. Há quem diga que Collor tornou-se outro homem: mais sensível, mais ponderado, mais sensato, mais família.

É isso mesmo Caroline? “Sim. Na política, ele continua muito atento ao que Alagoas precisa, procurando ajudar o Estado. Em família, ele é um marido companheiro e um pai muito presente. Gosta de estar com a família, de cuidar das filhas, participa das atividades na escola, leva ao médico, lê com elas na hora de dormir”.E foi assim, nessa via de mão dupla, que o ex-presidente Fernando Collor tornou-se mais caseiro e Caroline tornou-se mais política.

Nesta eleição ela foi o principal ponto de apoio de sua campanha – a peça chave - e sabe do peso da missão. “Preciso dar conta de tudo. A responsabilidade é grande”, confessa.Caroline admite que tremeu nas bases quando, durante uma reunião política, Fernando Collor lhe apresentou como coordenadora-geral de sua campanha. “No começo tive medo, perdi o sono pensando se daria conta da missão”. Não é pra menos. Ativa, ansiosa, atenta, Caroline está longe – muito longe – de ser uma peça meramente figurativa nas campanhas do marido.  

Muito pelo contrário. Não há uma só decisão relacionada à campanha que não passe pelo seu crivo; pelo seu olhar crítico e cuidadoso – desde a agenda do candidato, reuniões políticas, aprovação de jingles, avaliação de peças publicitárias, acompanhamento de gravações para o Guia Eleitoral, pitaco na edição dos programas de rádio e de televisão... 

“Sei que estamos cercados de profissionais competentes, do que há de melhor e mais respeitado no mercado de comunicação - mas gosto de ver tudo, ouvir, opinar, e se não tá bom, a gente discute, dá sugestões, melhora. Temos uma equipe muito harmoniosa.

O Fernando também gosta de ver, de opinar, mas, se não dá, eu mesma proponho as mudanças necessárias e quando ele chega, mostro como estava e como ficou. Geralmente ele diz: era exatamente isso que eu queria. Temos uma afinidade muito forte; eu sei o que o incomoda e o que ele gosta, sei da grande confiança que tem em mim, e isso me deu segurança pra conduzir o trabalho”, diz Caroline.E nessa tarefa, ela parece se multiplicar e se superar.

A impressão que se tem é que ela tem fôlego de gata - ou desprogramou o botão ‘off’ de sua vida. À meia noite está no ar, respondendo às perguntas da entrevista; às 7 da manhã já está acordada.

Acompanhou o noticiário, comentou alguma reportagem, postou mensagens de incentivo para o grupo, agendou gravação, olhou as postagens e os comentários do facebook do candidato, que tem cerca de 80 mil seguidores. “Temos que estar sempre atentos a tudo. Tenho dormido muito tarde, e sempre acordo no meio da madrugada, pensando em alguma coisa da campanha”, diz ela.

Rendeu-se, também ao istagram e ao whatsapp, que usa como instrumentos poderosos para encurtar distâncias e multiplicar tempo e ação ao seu trabalho e de toda equipe, cujos membros ela conhece praticamente a todos pelo nome e função, e alguns até por apelidos mais engraçados.

É por meio dessas mídias que Caroline se mantém em comunicação permanentemente com a equipe; comenta os acontecimentos políticos; manda as novidades sobre pesquisas; posta fotos de eventos de campanha no interior do Estado; dá sugestões e programa o dia seguinte, mesmo em plena madrugada...  Desliga não, é? Pelo visto o botão de Caroline está programado pra só entrar em off depois do dia 5 de outubro. 

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