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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 791 / 2014

08/10/2014 - 18:46:00

Acusado de crimes, pastor Valdemiro Santiago apoia Arthur Lira e Sextafeira

Trio acusado de corrupção e esquemas milionários continua na impunidade

Da Redação

O apóstolo Valdemiro Santiago que detém o comando da Igreja Mundial do Poder de Deus apoia em Alagoas a reeleição do deputado federal Arthur Lira (PP) e a eleição de Alberto Sextafeira (PSB) para a Assembleia Legislativa.  Inúmeros panfletos estão sendo distribuídos em toda capital alagoana onde há um grande número de fiéis. No interior do Estado o trio aparece de forma mais discreta.

O material é oficial de campanha, pois demonstra o número da tiragem dos panfletos, 100 mil, e o nome da coligação: “Coligação juntos com o povo pela melhoria de Alagoas I (PP, PSB, PPS, PR, Solidariedade, PSL, Democrata, PRP e PSDC)”.Valdomiro é acusado de comprar fazendas milionárias com dinheiro doado pelos fiéis.

Documentos divulgados no “Domingo Espetacular”, da Rede Record, comprovam que Valdemiro comprou fazendas no Mato Grosso com dinheiro da igreja. São terras de perder de vista e milhares de cabeças de gado, pista de pouso e mansão com piscinas.São fazendas riquíssimas encravadas no coração do Pantanal.

Elas foram compradas à vista, com dinheiro dos fiéis da Igreja Mundial do Poder de Deus. Segundo a Justiça, a Igreja Mundial tem dezenas de templos ameaçados de fechar por ordens de despejo.Segundo a TV Record, o apóstolo comprou duas grandes fazendas, uma ao lado da outra, no município de Santo Antônio de Leverger, em Mato Grosso.

Uma delas está em nome do próprio Valdemiro e a outra em nome da igreja. Juntas, elas formam uma imensa propriedade, de dar inveja aos homens mais ricos do país. São mais de 26 mil hectares.Somando tudo, gado, terras e benfeitorias, o investimento total de Valdemiro chega a R$ 50 milhões em dinheiro vivo.


ArthurAssim como Valdemiro, Arthur Lira é acusado de corrupção. O então deputado estadual fez parte do esquema de desvios milionários da Assembleia Legislativa. A máfia da Taturana foi investigada pela pela Polícia Federal que apurou um rombo de mais de R$ 300 milhões nos cofres públicos.Em 2007 Arthur Lira era primeiro secretário da Mesa Diretora e teria manipulado a folha de pagamento, fazendo descontos indevidos de cheques da ALE e obtendo, de forma fraudulenta, os empréstimos embutidos em sua conta bancária e de laranjas. Entre 2001 e 2006, o desvio teria atingido mais de R$ 13 milhões.

O panfleto que estampa a foto do apóstolo Valdemiro ladeado por Arthur Lira e Sextafeira tem os seguintes dizeres: “Apóstolo Valdemiro Santiago pede seu voto e de sua família para os seus candidatos”. 


Sextafeira 

Alberto Sextafeira é acusado de uma série de improbidades administrativas e denúncias do Ministério Público Federal (MPF), na época em que comandava o antigo Cefet, hoje Instituto Federal de Alagoas (Ifal).  O grupo liderado por Alberto José Mendonça Cavalcanti (seu nome de batismo) foi denunciado por crime de formação de quadrilha, previsto no artigo 288 do Código Penal. 

Na acusação, o Ministério relata que Márcio César Jucá, no exercício do cargo de diretor-geral da Cefet firmou entre maio de 1998 e junho de 2004 diversos contratos com dispensa irregular de licitação, constatado em auditorias feitas pela Secretária Federal de Controle Interno, realizado pela Controladoria da União, Tribunal de Contas da União e Ministério da Fazenda.

A Fundação Alagoana de Amparo à pesquisa e à Cultura (Fapec) é uma das favorecidas pelas contratações sem licitações.“As dispensas de licitação ou ajustes firmados entre empresas tiveram o propósito de permitir a contratação das empresas titularizadas por ‘laranjas’ que servissem de instrumento para beneficiar, de forma indireta, o deputado Sextafeira”, diz a denúncia do MPF. Ainda segundo o documento, em razão das diversas contratações irregulares, a soma de R$ 5.950.169,13, foi obtida durante o superfaturamento dos contratos.

As empresas de prestação de serviço Dinâmica Serviços Gerais e Reluzir Serviços Terceirizados receberam da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) cerca de R$ 13,5 milhões sem qualquer tipo de licitação.As duas empresas pertencem a Marcos Antônio Mendonça Cavalcanti, mesmo laranja, irmão do ex-deputado Alberto Sextafeira usado em outros esquemas. O montante teria sido utilizado na contratação de funcionários para a rede pública estadual de Saúde e foi repassado entre janeiro de 2007 e março de 2010, nas gestões dos ex-secretários André Valente e Herbert Motta.

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