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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 790 / 2014

01/10/2014 - 20:09:00

Projeto Arte no Canteiro diverte e informa trabalhadores em Alagoas

Patrocinado pelo Sesi, serão 100 apresentações teatrais no estado; lançamento teve como palco obra da Construtora Sauer

O canteiro de obras da Construtora Sauer, no Bairro da Forene, em Maceió, foi palco na terça-feira, 23, da primeira apresentação do Projeto Arte no Canteiro em Alagoas, promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi/AL). A peça teatral, apresentada de forma lúdica, mostra o uso correto do EPI (Equipamento de Proteção Individual), os riscos de acidente de trabalho no dia a dia de um canteiro de obras e como evitar desperdício de tempo e materiais. Além disso, foram disponibilizados DVDs e cartilhas educativas sobre os temas.

 Iniciativa pioneira no Estado, a meta é contemplar 15 mil trabalhadores da construção civil em 100 apresentações teatrais, em empresas filiadas ao Sinduscon/AL e Ademi/AL.

E foi pensando no bem estar da categoria, que além do teatro, o Sesi montou no entorno da obra várias unidades com serviços de saúde ocupacional, radiologia, educação, cozinha Brasil, audiometria ocupacional, odontologia, entre outros.   O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), industrial José Carlos Lyra de Andrade, disse da importância da iniciativa pioneira em Alagoas, e apresentou dados preocupantes quando se trata de acidentes de trabalho na construção civil.

“A cada hora uma pessoa morre no Brasil vítima de acidentes de trabalho em canteiro de obras. É preciso mais atenção à saúde e segurança do trabalhador”, alertou ao acrescentar que esta ação trará grande resultados, pois, através da arte, irá divertir, sensibilizar, informar, educar e conscientizar os trabalhadores da indústria da construção civil no Estado.

Para o vice-presidente da Fiea, José da Silva Nogueira, o Sesi é um grande parceiro da construção civil e está sempre inovando. Segundo ele, esta iniciativa mostra a força que o Sesi Alagoas tem em todo o país. Prova disso é que o projeto foi implantado apenas em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, e Paraíba e agora, no Estado. “Temos 17 mil trabalhadores na construção civil e apenas em 2014 foram 96 construtoras atendidas pelo Sesi. A tendência é este número aumentar e assim só temos que parabenizar a iniciativa e agradecer a parceria”, comemorou Nogueira.

 Para o gerente de comunicação da Construtora Sauer, Nelson Ferreira, a iniciativa é fantástica e diz que é preciso investir na área de prevenção para que esses dados sejam reduzidos. “A certeza de sair e chegar em casa bem faz toda a diferença. São 1.300 trabalhadores conscientes de que a prevenção é fundamental para a qualidade de vida deles”, salientou Ferreira se referindo aos colaboradores  dos canteiros de obras da construtora.O

operário Henrique Oliveira, 23 anos, ressaltaou a importância do projeto e disse curioso para assistir a apresentação. Ele afirmou que é rotina da construtora promover momentos de aprendizado para os colaboradores, mas dessa vez será diferente por se tratar de uma peça teatral. “É sempre bom saber um pouco mais sobre como agir no trabalho e adquirir  conhecimento através da arte é bastante interessante”, comparou.


ENREDO

Embora seja rotina no canteiro de obras da Sauer palestras e outras iniciativas, a expectativa dos trabalhadores era grande para conhecer a novidade. E quando as cortinas se abriram, ou melhor, os atores apareceram no palco diferenciado composto por uma estrutura metálica em formato de andaimes, com cinco tablados, foi só emoção e olhares de surpresa. No centro da estrutura, um guindaste de construção transportou os atores suspensos por cabos de aço, em performances que circulou por todo o espaço cênico- tudo com total controle de qualidade, conteúdo, estética, sonora, segurança e design de luz. Outro diferencial é que os operários assistem às apresentações sentados em tonéis. 

Com duração de 45 minutos, os atores conseguem prender a atenção do público do começo ao fim. É que equipamentos de trabalho ganham vida e “Pedrita Brito”, a “Pá Tricia” e o “Carrinho” se tornaram os personagens principais da história. Também apareceram os co-adjuvantes como: as luvas, os capacetes, as botas, os óculos de proteção, os cintos de segurança, as furadeiras, as britadeiras, as pás, os caixotes e os tonéis.No final do espetáculo, o trabalhador é convidado a retirar as luvas para aplaudir, mas advertido para  em seguida colocá-las de volta. Questão de segurança.

Participaram da solenidade de lançamento do projeto, na terça, diretores da Fiea; Sinduscon/AL; Ademi/AL; Sebrae/AL; o procurador-geral de Justiça, Sergio Jucá; a juíza do Trabalho e gestora regional do Programa Trabalho Seguro, Carolina Bertrand; o reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Eurico Lôbo; e, o superintendente Regional do Trabalho e Emprego, Israel Lessa; entre outras autoridades.

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