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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 790 / 2014

30/09/2014 - 19:11:00

PEDRO OLIVEIRA

Resposta ao PT

Perguntou-me uma jovem leitora por e-mail “por que tenho tanto ódio ao PT?” Então resolvi dar a resposta aqui na coluna, preservando sua identidade uma vez se tratar de pessoa conhecida e o faço também em função de não ser a primeira vez que sou abordado sobre o assunto. Os que me conhecem sabem que não sou de carregar ódio ou rancor, não tenho vinculação política de qualquer espécie e minha última filiação partidária ficou há mais de trinta anos atrás, quando comecei a me decepcionar com os políticos.

Gosto da Ciência Política o que me fez fazer uma pós-graduação na Universidade de Brasília (UnB) tendo grandes mestres em minha formação e sobre política escrevo faz bastante tempo. Que não se confunda ódio com indignação, pois é isto o que sinto como cidadão, como brasileiro e sob a responsabilidade de profissional da escrita.

Quem acompanha minhas publicações ou leu meu livro “Arquivo Aberto – Crônica de um Brasil Corrupto”, pode ter uma visão de minha isenção. Tenho muitos amigos em todas as vertentes políticas e em cargos no governo, mas sou intolerante com a desonestidade e a afronta ao interesse público, cometeu delito, praticou improbidade publico sem o menor constrangimento.O PT no entanto é um caso à parte. Em minha opinião é um partido nacionalmente comandado por marginais. Um bando que há quase doze anos assalta os cofres públicos e pratica a maior corrupção da história política brasileira.

Os petistas buscam e têm feito com o maior cinismo, a continuidade do poder com o objetivo de se locupletarem, a continuação do saque imoral do erário, o controle da liberdade de expressão e a reprodução de regimes de “falsas democracias” , praticados em republiquetas da América Latina. Tenho amigos dentro do PT com os quais convivo civilizadamente com nossas diferenças, mas até porque estes também são diferentes.

Sempre fui eleitor do digno deputado Judson Cabral, que por sua ética é perseguido e chantageado dentro do próprio partido. Respeito o deputado Paulão, o melhor da bancada federal alagoana e com o qual fui injusto em determinadas críticas. Merece voltar à Câmara.Sei o quanto será difícil desbancar o PT do poder, e aí estão as pesquisas demonstrando o fato, mas farei o que estiver ao meu alcance para que Dilma Rousseff seja derrotada e leve com ela o seu partido bandido. Reafirmando que isto não é ódio. É indignação.

O meu voto 

Voto para presidente em Aécio Neves no cumprimento de um dever de consciência e na esperança de um Brasil que desejamos. Em Dilma jamais votaria por todos os motivos expostos no comentário desta coluna e por todos os mil outros que não citei. Não voto em Marina Silva, pois com toda certeza não está preparada para governar o Brasil. Mas se der segundo turno com ela isto serei obrigado, votando na menos pior. Por aqui vivo uma situação complicada: sou amigo dos três principais postulantes ao governo, os admiro e sei do interesse de cada um em fazer uma Alagoas melhor. Ainda não me decidi. Para o Senado vou com o voto da dignidade, da decência e da honra alagoana. Voto em Heloisa Helena. Os demais depois revelo, pois voto de jornalista não deve ser secreto. 

Um corrupto a menos

Por pouco o deputado federal Paulo Maluf  escapa  da condenação onde agora é considerado ficha suja. Esta semanapor 4 votos a 3 o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o  considerou   culpado e negou  seu registro de candidatura. Maluf havia sido condenado por improbidade administrativa. Roubou e muito.Foi um julgamento acalorado entre os ministros.  O presidente da corte, Dias Toffoli, e os ministros Gilmar Mendes e João Otávio Noronha votaram favorável a Maluf.O outro lado de ministros que votaram pela cassação,   entenderam que apesar da decisão fazer referências a uma condenação culposa, em nenhum momento ficou completamente afastada a possibilidade de dolo. Com isso, entendeu-se  que o espírito da Lei da Ficha Limpa deveria prevalecer no caso. Ou seja, alguém condenado por improbidade e que está impossibilitado de viajar ao exterior por estar na lista da Interpol não poderia se candidatar. A relatora e primeira a votar para impedir a candidatura de Maluf foi a ministra Luciana Lóssio. Ela foi seguida pelos ministros Luiz Fux, Admar Gonzaga e Maria Thereza de Assis Moura. Fez-se justiça e um corrupto a menos disputa eleição.

Requentadas e vendidas

A grande imprensa nacional (jornais e revistas) comete levianamente o pecado da ética ferida sem a menor cerimônia em épocas eleitorais. É vergonhoso que espaços “nobres” sejam negociados abertamente com facções políticas trazendo matérias “requentadas” ou “fabricadas” com o intuito de desconstruir candidaturas ou macular imagens de políticos influentes cujo prestígio esteja em jogo na disputa.E o mais grave é que instituições da Justiça e do Ministério Público Federaltambém se envolvam nesses negócios sujos. É a guerra suja do vale tudo na disputa eleitoral.

A PALAVRA DOS CANDIDATOS

BENEDITO DE LIRA“Alagoas possui o melhor pedaço de terra do nordeste. Como governador, irei transformar o cenário econômico do nosso Estado com um projeto de incentivo à agricultura familiar com ações imediatas de políticas públicas. Porque os nossos agricultores precisam de: um, crédito mais barato; dois, sementes de boa qualidade; três, acesso à água; quatro, assistência técnica; e cinco, garantia de sua safra.E como vamos fazer isso? O Governo de Alagoas vai disponibilizar uma linha de crédito especial para pequenos e médios produtores; dois, a Secretaria de Agricultura vai oferecer sementes selecionadas de acordo com o potencial de cada região; três, o canal do sertão, que já é o maior rio perene de Alagoas, será ampliado, levando água para todo o agreste; quatro, o Governo de Alagoas voltará a desenvolver a extensão rural em parceria com a Embrapa; e cinco, daremos suporte para a comercialização dos produtos para todos os pequenos e médios agricultores.Tenho certeza de que com essas políticas públicas, faremos as grandes transformações no cenário sócio econômico de Alagoas”.

JÚLIO CEZAR

Em 2006, o governo investia na saúde menos que o percentual mínimo exigido pela Constituição. Faltavam profissionais e leitos hospitalares e o atendimento no interior não existia. Hoje, Alagoas é o 6º estado que mais investe em saúde. O orçamento da saúde mais que dobrou. Em parceria com as prefeituras, o Governo investiu no Programa Saúde da Família, e construiu 8 novas UPAs e mais de 50 postos de saúde por todo o estado. Reestruturou o SAMU, que hoje conta com uma base a cada 30 km, mais as ambulâncias cidadãs, helicópteros e motolâncias.E para melhorar o atendimento de urgência, o governo inaugurou e ampliou o HGE na capital, a Unidade de Emergência do Agreste em Arapiraca e o Hospital de Santana do Ipanema. Ao todo, 711 novos leitos foram criados em todo estado. Mas a maior conquista foi, sem dúvidas, a redução da mortalidade infantil em 36%.É verdade que a saúde ainda precisa melhorar em Alagoas. Tem candidato que promete uma mudança rápida, mas está mentindo. O trabalho tem que ser feito um passo de cada vez, respeitando o orçamento do estado.

RENAN FILHO

“Caro Pedro Oliveira, estamos a praticamente uma semana das eleições e percorri todo Estado de Alagoas, região a região, revendo municípios e povoados, para conversar novamente com os moradores e as moradoras, ouvir as reivindicações de nosso povo e apresentar nosso programa de governo. E continuamos nessa caminhada cidadã. E apresento aqui, em sua coluna, algo sobre os nossos municípios, pois temos que descentralizar não apenas serviços, mas os projetos de desenvolvimento, de crescimento econômico e geração de emprego e renda para todas as cidades alagoanas. Cada município tem sua particularidade, seus pontos fortes. Definir, ou confirmar, as vocações é algo essencial para que as estratégias venham a dar certo. Só para citar um exemplo, vejamos os casos dos sítios históricos. Cidades como Penedo e Marechal Deodoro, áreas inteiras como o perímetro no qual existiu o Quilombo dos Palmares, as regiões nas quais os holandeses se fixaram - todos são locais de grande importância para a história brasileira e não apenas para Alagoas, todos merecem estar incluídos nos roteiros do turismo cultural brasileiro, mas para viabilizarem todo esse potencial são necessários projetos e obras que possibilitem restaurações, a conservação e as condições adequadas para o acolhimento de visitantes. Isto será uma prioridade em nosso governo”

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