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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 790 / 2014

30/09/2014 - 19:06:00

Reta final

JORGE MORAIS Jornalista

Estamos entrando na reta final de mais uma campanha eleitoral. Restam, exatamente, dez dias para que o eleitor exerça o seu direito democrático de escolher seus futuros representantes, no dia 5 de outubro. Cada eleitor vai digitar ou não por cinco vezes os números de seus candidatos na urna eletrônica e confirmar suas escolhas. Vai existir também aquele que vai votar em branco ou anular o seu voto, pois tudo isso faz parte do processo eleitoral.

A propaganda gratuita no rádio e na televisão vai se encerrar na quinta-feira (2), e o último dia para propaganda paga é na sexta-feira (3). Pergunto: O que você viu até agora foi o suficiente para sua escolha? Vai interferir alguma coisa na sua decisão se os programas eleitorais vão até o dia 2 de outubro? Você gostou do que viu até agora? Foram levantadas mais acusações ou apresentadas propostas de governo?Faço todas essas indagações porque julgo necessárias do ponto de vista do dinheiro gasto com os programas de rádio e televisão.

Nada aborrece mais do que ouvir os espaços reservados as coligações que não apresentam propostas ou com o direito de resposta concedido pela justiça, fruto de denúncias que eles consideram vazias e não interessam ao eleitor que ainda esteja indeciso ou que já tenha se decidido por um ou outro determinado candidato.Dada essa explicação, vamos a um segundo assunto que interessa bastante aos eleitores e, principalmente, aos candidatos.

Na edição da semana passada, este semanário trouxe uma matéria onde aponta os prováveis deputados federais e estaduais eleitos pelo Estado de Alagoas, num estudo elaborado pelo professor e analista político Marcelo Bastos.Diante de sua análise, baseado numa série de situações vividas por candidatos e coligações na campanha, arrisco a apostar que das 9 vagas disponibilizadas para a Câmara dos Deputados, oito candidatos já estão com seus mandatos garantidos: Ronaldo Lessa, Marx Beltrão, Givaldo Carimbão, Paulão, Cícero Almeida, Artur Lira, Maurício Quintela e Pedro Vilela.

A ordem dos nomes não significa, necessariamente, que a votação seja nessa ordem entre eles.A outra vaga será disputada pela sobra de votos das coligações, brigando por ela: João Henrique Caldas (JHC), Rosinha da Adefal, Val Amélio e Rogério Teófilo, com o primeiro da lista levando vantagem sobre os demais não só por sua votação pessoal, mas também pela votação do candidato Artur Lira que deverá ser o puxador de votos da sua coligação, formada por PP, PPS, PSDC, PRP, PR, PSL, PSB, SD e DEM.Quanto à análise sobre os candidatos a deputado estadual, o quadro é mais complexo.

Nos seus estudos, o professor Marcelo aponta 39 candidatos para as 27 vagas da Assembleia Legislativa. Arrisco apontar os campeões de votos de cada coligação: PRTB, PPL e PMN (Antônio Albuquerque) e mais três eleitos; PSB, SD, DEM, PP, PPS, PRP, PR e PSDC (Jó Pereira) e mais 5 eleitos; PDT, PMDB, PSC, PTB, PSD (Olavo Calheiros) e mais nove eleitos; PROS, PT do B, PHS, PC do B e PV (Marcelo Victor) e mais um eleito; PT (Judson Cabral) e mais um eleito; PSDB e PRP (Rodrigo Cunha) e mais dois eleitos. 

Nesse momento, muitos candidatos estão fazendo figa para o comentário e, ainda, dizendo um monte de desaforos. Com quem você conversa nessa campanha se considera eleito. Se a nossa Assembleia Legislativa tivesse cinquenta vagas, mesmo, assim, ainda seria pouco para o desejo de cada um.

Nesses cálculos estamos fazendo uma conta de chegada levando em consideração quem já tem mandato; tem mais dinheiro para gastar na campanha; tem reduto fechado; tem serviço prestado; e que tem um número bom de votos para fechar um coeficiente suficiente para a garantia do resultado eleitoral final.Portanto, ficar com raiva, não vai resolver muita coisa não...

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