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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 790 / 2014

30/09/2014 - 18:44:00

Maceió - A capital dos meus sonhos

José Arnaldo Lisboa - [email protected]

Sonho é sonho e, por isso mesmo, os historiadores não podem me acusar de estar deturpando a História, pois, todos podem sonhar como eu sonhei. Eu sonhei, estar diante de um lindo céu azul, emoldurado por um imenso oceano de águas límpidas, que banhavam praias paradisíacas, em abraços com buliçosos e verdejantes coqueirais.

Diante de tanta beleza, eu vi uma grande embarcação se aproximando das praias, como se os seus navegadores estivessem à cata aquele tesouro natural. Logo no início do meu sonho, eu me deparei com uma linda e grande praia que, por isso mesmo, batizada com o nome em Tupy, de PAJUÇARA.

Nela, eu pude ver uma PONTA DA TERRA, bem destacada através de uma PONTA VERDE, onde ficavam barras, para a formação das LAGOA MUNDAU e da LAGOA MANGUABA, vizinhas e muito amigas, devido um PONTAL DA BARRA ali existente. Depois dessas descobertas, o meu sonho mostrou navegadores chegando a um TRAPICHE DA BARRA, no qual usavam uma embarcação, conhecida como JATIÚCA, para melhor conhecimento da região, em passeios que davam no PRATAGI.

No sonho, tudo era muito bonito e, eu ficava extasiado, com um grande lago, arrodeado por um imenso VERGEL DO LAGO. A cada dia, eram encontradas novas paisagens, onde num PRADO, pastavam bois e vacas, de uma raça estranha que se caracterizavam por possuírem a PONTA GROSSA e se alimentarem com um capim de origem africana, conhecido como JARAGUÁ.

No sonho, eu vi uma LEVADA, repleta de pés de OURICURI que frutificavam, até nas areias da PRAIA DO SOBRAL. Na região, não faltava água boa para se beber, pois, existia um BEBEDOURO, próximo de duas chãs, a CHÃ DE BEBEDOURO e a CHÃ DA JAQUEIRA. Também, um POÇO atendia a todos, embora a água tivesse o gosto adstringente da JACARECICA, diferente da água que ficava às margens do RIACHO DOCE.

No sonho, eu assisti quando uma senhora mandou colocar uma CRUZ DAS ALMAS, como promessa por ter conseguido alcançar duas graças, uma depois de um BOM PARTO acontecido e o outro milagre, quando um dos seus filhos foi curado, depois de ter caído de cima de um pé de MANGABEIRAS.  

 Na parte alta da região, havia um FAROL que dominava a paisagem, bem como um frondoso pé de PINHEIRO, com um florido jardim repleto de acácias, conhecido como JARDIM DAS ACÁCIAS, onde podia ser visto o ALTO DO CÉU. Um pé de pitanga nasceu e floresceu, numa região que ficou conhecida como PITANGUINHA, embora o chão dali não fosse propício para plantações de fruteiras, por causa do BARRO DURO existente.

No sonho, eu via nitidamente o CANAÃ, a GRUTA DE LOURDES, um tabuleiro imenso, onde a Família Martins residia, por isso mesmo, chamado de TABULEIRO DOS MARTINS.

No meu longo sonho, eu vi outras pessoas se apossando das terras encontradas, muitos da família do sr. FEITOSA, cujo caçula era muito querido, chamado carinhosamente de JACINTINHO, principalmente, pela sua mãe. A região progrediu, novos Conjuntos Residenciais foram formados e inaugurados e, meu sonho aos poucos foi se realizando, mas, faltava eu ver, novamente, toda aquela beleza e maravilha nas quais eu sonhei. Ao me acordar, eu estava diante de MACEÍO- A CAPITAL DO MEU SONHO.             

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