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Edição nº 789 / 2014

24/09/2014 - 15:00:00

Estudo aponta nomes dos candidatos com maiores chances de chegar à ALE e Câmara

Analista político, o professor Marcelo Bastos faz radiografia da disputa proporcional no Estado

João Mousinho [email protected]

Política não é uma ciência exata. Para um candidato ser eleito vários fatores são levados em conta, desde a básica estrutura financeira até o carisma do concorrente, esse por sua vez intransponível. As eleições proporcionais deste ano em Alagoas refletem um cenário de uma renovação branca, onde muitos dos que serão eleitos mudam apenas de posição no assento, mas continuam com mandato eletivo  e outros que recebem a herança política do pai.  

O professor Marcelo Bastos, diretor geral do Marcelo Cursos e do Colégio Pontual, estudioso e pesquisador do sistema político brasileiro, traçou um estudo com base em inúmeras informações para discorrer os nomes dos futuros deputados federais e estaduais de Alagoas. “Na minha análise eu levo em consideração fatores relevantes, como: pesquisa de consumo interno dos partidos e candidatos, às quais tenho acesso, estrutura financeira de cada concorrente, o que ele vem realizando de atividades de campanha através das redes sociais, se é político de vários mandatos, sua notoriedade e aceitação popular e por fim o sentimento popular por onde tenho andado, em dezenas de bairros de Maceió e cidades do Estado”. 

Marcelo enfatizou que a bancada federal, segundo seu prognóstico, tem nomes certos, assim como os representantes da Casa de Tavares Bastos. “Alguns candidatos a deputado, seja federal ou estadual, possuem estruturas para concorrer a cargos majoritários. A eleição em Alagoas é uma das mais caras do país, mas essa relação econômica está intimamente ligada com miséria e os currais eleitorais em cada região do Estado”. 

A coligação PRTB, PPL e PMN para deputado federal por exemplo, tem o ex-prefeito da capital,  Cícero Almeida, como um dos favoritos para chegar à Câmara Federal. O quociente eleitoral para eleger o primeiro de cada bloco deve ser de 158 a 163 mil votos. Quem pode se beneficiar com a votação expressiva de Almeida é Val Amélio, filho do presidente do Tribunal de Contas do Estado, Cícero Amélio. Na coligação PP, PPS, PSDC,PRP,PR,PSL,PSB, SD e DEM os principais expoentes são Arthur Lira, filho do candidato ao governo Benedito de Lira, e Maurício Quintella.  

João Henrique Caldas, Nivaldo Albuquerque, Régis Cavalcante e Fátima Santiago devem ter uma relevante quantidade de votos, o que pode gerar uma terceira vaga. PV, PT do B, PMDB, PROS, PC do B, PSC, PHS, PTB, PSD, PDT e PT, segundo o professor Marcelo Bastos, pode conquistar de 3 a 4 vagas na Câmara Federal.  Givaldo Carimbão, deputado de inúmeros mandatos, Marx Beltrão, uma das maiores estruturas de campanha, e Ronaldo Lessa, que conta com a massa de eleitores da capital devem ser três nomes certos na Câmara Federal em 2015.

Devem brigar pela quarta e remota quinta vagas: Paulão e Rosinha da Adefal. João Lyra, deputado federal de mandato, seria o nome que alavancaria a quinta vaga devido sua expressiva votação, mas o   parlamentar se afastou do pleito. O PSDB em parceria com o PRB luta para eleger Pedro Vilela, o sobrinho do governador Teotonio Vilela.

O esforço para o êxito do candidato a deputado federal é realizado do mais simples tucano até o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, que tem insistentemente pedido votos para Pedro no guia eleitoral da TV e rádio. 


Assembleia Legislativa 

PRTB, PPL e PMN tenta emplacar o trio Antônio Albuquerque, João Beltrão e Cícero Ferro novamente na Casa de Tavares Bastos. Mas dessa vez o trio tem a companhia de Francisco Tenório, que não disputa a reeleição a deputado federal e quer retornar à Assembleia Legislativa. Essa coligação ainda conta com dois concorrentes com grande estrutura: Léo Loureiro e Jairzinho Lira.

Dos citados, apenas três ou quatro devem ser eleitos. Jó Pereira, Inácio Loiola, Jeferson Morais, Marcos Barbosa, João Caldas, Chico Holanda, Severino Pessoa, Alberto Sextafeira estão na coligação PSB, SD, DEM, PP, PPS, PRP, PR, PSDC e desse quadro devem ser eleitos de quatro a seis deputados.

Correm por fora nesse grupo: Ângela Garrote, ex-prefeita de Estrela de Alagoas, e o Pastor João Luiz, que é vereador por Maceió. A coligação que vai contar com o maior número de eleitos é formada por PDT, PMDB, PSC, PTB e PSD, acredita o analista. De oito a 10 deputados serão eleitos.

Os nomes mais contados no atual cenário são: Sérgio Toledo, Ricardo Nezinho, Olavo Calheiros, Dudu Holanda, Isnaldo Bulhões, Luiz Dantas, Cícero Cavalcante, Wilson Júnior, Cidoca, Jota Cavalcante e Alves Correia. Devem ter uma boa votação nessa coligação, mas não serão eleitos: Thaise Guedes, Tarcizo Freire, Ferreira Hora, Dr. Ronaldo Luz e Kil. O PROS, PT do B, PHS, PC do B e PV conta com Marcelo Victor, deputado de mandato e “puxador de votos”, como os analistas caracterizam políticos com densidade eleitoral.

Brigam pela segunda vaga dessa coligação: Carimbão Júnior, filho do deputado federal Givaldo Carimbão, e Professor Edvaldo. O Partido dos Trabalhadores usou a mesma estratégia do último pleito para deputado estadual: não fez coligação.

 Assim como na última eleição, o PT pode eleger até três deputados. Judson Cabral, Marquinhos Madeira, Ronaldo Medeiros e Pinto de Luna almejam chegar ao legislativo estadual.Por fim, o PSDB em parceria com o PRB, assim como fez para deputado federal, vai tentar eleger de dois a três parlamentares estaduais. São eles: Bruno Toledo, Gilvan Barros Filho, Edval Gaia Filho, Galba e Rodrigo Cunha.

Vale lembrar que o analista Marcelo Bastos acertou, em 2012, o nome dos 21 vereadores eleitos em Maceió, conforme atesta publicação do semanário EXTRA na época e anterior à votação. 

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