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22 de Novembro de 2018

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Edição nº 789 / 2014

24/09/2014 - 07:52:00

PEDRO OLIVEIRA

Parece muito com a outra

Marina Silva participou esta semana de um jantar com banqueiros e investidores nacionais. Cada participante teve de pagar R$ 100 mil para sentar à mesa com a candidata  do Partido Socialista Brasileiro; oferecido por FlorianBatunek, da empresa de investimentos Constellation, o encontro contou com as presenças de nomes como José Berenguer, do JP Morgan, Luiz Stuhlberger, do CreditSuisse, José Roberto Moraes, do Grupo Votorantim, Ana Maria Diniz, ex-Pão de Açúcar, Andrea Pinheiro, do BR Partners, e Jair Ribeiro, do Indusval; tesoureiro de Marina, Álvaro de Souza (ex-Citibank) justificou o preço de R$ 100 mil alegando ser necessário financiar “a luta de David contra Golias”.

Segundo o colunista Lauro Jardim, “Se o jantar  de Marina Silva com parte do mercado financeiro, na casa de FlorianBatunek, da empresa de investimentos Constellation, em São Paulo, fosse um teste, a candidata teria passado com louvor. Marina convenceu, ao responder perguntas duras sobre os rumos da economia, e garantiu que vai propiciar a retomada do ambiente de negócios no Brasil. Também ironizou a satanização que o PT tem feito de seu nome e suas propostas.”Na verdade Marina Silva está muito parecida com Dilma, que por sua vez está muito parecida com Marina.

Alexandre Lages

Ao final da gestão Teotônio Vilela Filho, o secretário de Gestão Pública, Alexandre Lages, se prepara para entregar o órgão ao seu sucessor em situação algumas vezes melhor do que encontrou. Não apenas organizou internamente a casa investindo na modernização e na maneira moderna de gestão eficiente, como construiu projetos que serviram para agilizar a máquina, e tornar mais eficientes os serviços prestados à comunidade. Alguns desses projetos  foram copiados e servem de modelo para outros estados pelos excelentes resultados apresentados. No quesito valorização do servidor  vai deixar sua gestão capacitando mais de 5 mil servidores públicos, com o maior projeto de aperfeiçoamento e treinamento da história de Alagoas. Sai com a consciência do dever cumprido.


Primeiro sem segundo

Pelo falar das pesquisas e o eco das campanhas nas ruas não deve haver segundo turno para governador em Alagoas. O candidato Renan Filho caminha seguro para construir uma bela vitória ainda no primeiro embate das eleições, no próximo 5 de outubro.Com uma larga vantagem desde o início da campanha sobre seu principal adversário, vem nos últimos dias ampliando essa diferença. Não pode brincar, pois eleição se ganha até no dia, mas aparentemente sua vitória já está assegurada. 

Luiz Otávio

O ex-secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes, para quem deseja saber, vai muito bem obrigado. Tão logo deixou o governo retornou ao comando de sua conceituada empresa de consultoria e estratégia empresarial (de onde nunca deveria ter saído) e com certeza já recuperou o tempo do seu afastamento. Tem hoje uma agenda nacional e internacional projetada e recheada  para doze meses pela frente e uma carteira de influentes e poderosos clientes que buscam em suas lições de competência os caminhos para acertar nos negócios. Quem sabe, sabe.

Besteira alagoana

O suplente de deputado João Caldas, como não poderia deixar de ser, expõe Alagoas ao ridículo na mídia nacional com o único objetivo de “aparecer na fita” e olhe que apareceu. Na Câmara fez a jocosa e ensandecida proposta de mudar o nome do aeroporto Gilberto Freyre em Recife para o de Eduardo Campos, fa-lecido tragicamente em desastre de avião. Com certeza não se informou quem seria Gilberto Freyre, pois nada deve  ler. Certa vez ninguém menos que Monteiro Lobato (o deputado não deve saber também quem é) declarou: “O Brasil do futuro não vai ser o que os velhos historiadores disserem e os de hoje repetem. Vai ser o que Gilberto Freyre disser”. É considerado um dos mais importantes sociólogos do século XX. Recebeu da Rainha Elizabeth II o título de Sir, sendo um dos poucos brasileiros detentores desta alta honraria da coroa britânica. Orgulhou Pernambuco no Brasil e no mundo. Entre outras grandes e consagradas obras é autor do extraordinário “Casa Grande e Senzala”.Gilberto Freyre Neto falando sobre o assuno diz: “Se for o aeroporto, que seja, acho que a família de Gilberto Freyre reconheceria, mas não imagino que dentro da atuação de Eduardo Campos o aeroporto seja suficiente, acho que ele é muito maior do que isso”.Já eu penso completamente diferente: Perto de Gilberto Freyre, quem é Eduardo Campos?


A “gerentona” fracassada 

Opinião do mais antigo jornalista brasileiro em atividade, Hélio Fernandes: ”Uma coisa os mitingueiros oficiais não conseguem emplacar de jeito algum: a eficiência e a competência política e administrativa da presidente. O pró-prio Lula “chora e se lamenta” no Instituto que leva seu nome, e pergunta para ele mesmo e dessa forma, fica sem resposta: “Como é que eu fui me enganar tanto e acreditar que a Dilma fosse tão boa gente”. Lula, como sempre, não sabia de nada.”


A PALAVRA DOS CANDIDATOS

BENEDITO DE LIRA

(Infelizmente a assessoria do candidato não encaminhou para a coluna  a palavra de Benedito de Lira, conforme prévio acordo de tempo e espaço igualmente para os candidatos)

JULIO CEZAR

Minha missão é erradicar o analfabetismo, combatendo desequilíbrios históricos e gerando oportunidades a todos aqueles que batalham diariamente por uma vida melhor. Onde houver um alagoano que não souber ler ou escrever, nós iremos buscá-lo. O papel que a educação vai cumprir em Alagoas é o de instrumento de correção à discriminação imposta aos que tiveram pouco acesso a educação.Não estou aqui hoje, disputando o governo de Alagoas, por outro motivo além da oportunidade que tive de estudar e me preparar para perseguir esse sonho. E é por isso que julgo ter uma dívida com este estado.

Uma dívida com cada alagoano que passou invisível aos olhos de muitos go-vernos. Nasci pobre, filho de uma feirante e de um vendedor de passaporte. A vida não me reservou nenhuma regalia, pelo contrário. Cresci com a promessa da falta de oportunidade que acompanha a vida da maioria dos alagoanos. Mas, como abençoado que sempre fui, encontrei na educação uma ferramenta de transformação. Foi a educação que me permitiu chegar aonde cheguei. Sou a prova de que a educação mudou meu destino e pode mudar a dos 600 mil alagoanos que ainda não sabem ler e escrever.

RENAN FILHO

“Caro Pedro, aproveitando o espaço cedido em sua coluna, volto a tocar no tema Educação, pois essa é uma questão estratégica para Alagoas. Além de mudar radicalmente a forma de enfrentar problemas crônicos como o analfabetismo, o novo governo vai precisar fazer uma verdadeira revolução no Ensino Médio, garantindo a evolução no Ensino Básico – aqui em parceria com as prefeituras, que são as responsáveis por esse setor.Para o ensino básico, em conjunto com as prefeituras, meu compromisso é:

1. Garantir a alfabetização no tempo certo, aos 7 anos de idade.

2. Combater o analfabetismo dentro da escola

3.Combater a evasão escolarQuanto ao Ensino Médio, entendo que a revolução virá com a implantação do ensino em tempo integral e profissionalizante. No horário normal, pela manhã, o aluno terá o ensino acadêmico. Na parte da tarde, depois de almoçar na escola, ele vai ter três atividades: reforço escolar, acesso ao esporte e à cultura e, a cada ano, um curso profissional. Os cursos serão desenvolvidos em parceria com o sistema “S” (Sesc, Senai, Sest...) e com recursos do Pronatec, o programa nacional de ensino e emprego do governo federal. Essas, em resumo, são nossas propostas principais para a Educação.”

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