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15 de Dezembro de 2018

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Edição nº 788 / 2014

17/09/2014 - 09:00:00

Jairzinho Lira é acusado pelo MCCE por compra de votos

Ex-prefeito de Lagoa da Canoa tenta uma vaga na Assembleia Legislativa

João Mousinho [email protected]

O candidato a deputado estadual Jairzinho Lira (PRTB) da coligação “Caminhando com o Povo” é acusado pela coordenação estadual do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) de compra de votos. O documento encaminhado ao Ministério Público Eleitoral aponta para o uso da máquina pública para beneficiar sua candidatura à Assembleia. 

“O ex-prefeito de Lagoa da Canoa e hoje candidato a deputado estadual, Jair Lira Soares, está fazendo acordos financeiros exorbitantes com lideranças, vereadores, ex-prefeitos e prefeitos de outros municípios para ser eleito”, afirma  o documento que está de posse do Ministério Público e ainda segundo o qual Jairzinho  já está sendo chamado de “furacão do agreste”,  devido a sua capacidade financeira de comprar votos.

 O MCCE ainda cita: “o mais interessante é que ele (Jair Lira Soares) não tem emprego, não tem empresa, não tem nada que justifique tanto dinheiro, apenas uma coisa pode fazer isso, os cofres das prefeituras de Lagoa da Canoa e Feira Grande, municípios administrados por um tio e um irmão (Álvaro Melo) do candidato”. O uso da estrutura municipal foi denunciado de forma detalhada.

Mais um esquema apontado pelo MCCE é a manutenção de 500 contratos na prefeitura de Lagoa da Canoa, na maioria das vezes, pagos com dinheiro do Fundef.

Há informações de que esses funcionários não cumprem suas atividades funcionais. Por fim, a denuncia contém informações de que “existe na prefeitura de Lagoa da Canoa duas empresas fantasmas para justificar o dinheiro que está saindo dos cofres públicos para bancar campanha de Jairzinho Lira.

Mais detalhes que foram revelados ao Ministério Público  dão conta de que essas empresas são ligadas ao ex-prefeito de Traipu, Marcos Santos, que faz  parte do bloco de apoio  político do candidato a deputado estadual.


Operações da PF 

A Operação da Polícia Federal intitulada ‘Mascotch’ investigou em 2011 o desvio de recursos federais destinados à merenda escolar para pagamento de compras pessoais. Polícia Federal cumpriu na época mandados de prisão e busca e apreensão em 13 cidades alagoanas entre elas Lagoa da Canoa; que era administrada por Jairzinho Lira. 

Segundo a PF, as investigações apontam a compra de uísque 12 anos, ração para cães e caixas de vinho com o dinheiro público. A operação Mascotch foi fruto de um desdobramento da Operação Caetés, executada em outubro de 2010, que investigou esquema de desvio de recursos de alimentação escolar. Vale lembrar que a mãe, a irmã a esposa do então prefeito de Lagoa da Canoa, todas secretárias do município, foram presas na Operação Mascoth, da Polícia Federal acusadas de desviar dinheiro público.

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