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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 788 / 2014

17/09/2014 - 08:23:00

PEDRO OLIVEIRA

Faltam propostas, sobram insultos

Nesta campanha assisti apenas o primeiro dia do Guia Eleitoral. Nenhum dos programas me agradou e decidi daí por diante optar por um bom filme, uma leitura ou mesmo “brincar de vovô” (que para mim hoje é a ocupação mais prazerosa). No entanto, tenho lido diariamente que a cada dia os programas dos candidatos majoritários estão descambando para a agressividade, as acusações escabrosas e as denúncias de mazelas lado a lado. Ouvia esta semana de um qualificado eleitor: “Não tenho candidato a nada e pelo que estou vendo vou chegar ao dia da eleição assim se depender do que estou vendo e assistindo”.

E ouvia também de um eleitor menos esclarecido: “Já vendemos os votos lá de casa a dois candidatos e não vamos votar em nenhum deles, o senhor tem algum de sua preferencia?”. Fiquei a imaginar: como podemos mudar qualquer coisa com essas práticas e esses métodos?  Como mudar com uma Justiça Eleitoral inerte e de olhos vedados aos “cadastros eleitorais de compra”, escancarados em todos os recantos da capital e do interior? É Brasil...é Alagoas infelizmente.

Sei que os principais candidatos ao Governo têm boas propostas para apresentar ao eleitor, até porque tenho publicado aqui na coluna no espaço “A palavra dos candidatos”, textos propositivos de cada um deles nos quais o leitor pode observar as promessas e os planos de cada um.

Por que então deixar de lado um programa que convença o eleitor pelo conteúdo positivo e optar para verdadeiras agressões às famílias que são obrigadas a retirar do recinto seus filhos para que não vejam a reciprocidade de lama e mutuas acusações de corrupção, desvios de conduta e até crimes?

Uma Santa Casa

Alagoas do bem penhoradamente agradece. A Santa Casa de Maceió foi destaque nacional pelo consagrado mérito de estar entre as quatro melhores empresas do país no setor de saúde. O fator auto sustentabilidade foi fundamental para a escolha. Enquanto praticamente todas as Santas Casas do país passam por sérios problemas de gestão, mesmo no Rio de Janeiro e São Paulo, algumas chegando a fechar, aqui a coisa é diferente.

Emissoras de televisão, rádios e várias revistas especializadas deram destaque a situação de gestão competente da Santa Casa de Maceió, que inclusive presta um relevante serviço de atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde, mesmo com uma tabela criminosa mantida pelo governo federal. A gestão eficiente do provedor Humberto Gomes de Melo e sua competente equipe orgulha Alagoas e dá exemplo ao Brasil.

Delação de bandidos

Não tenho a menor intensão de defender ou acusar qualquer dos nomes citados na imprensa nacional por conta do acordo de deleção premiada do diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, mas para mim é um instituto que não merece qualquer credibilidade, principalmente porque o “acordo” é feito com bandidos presos por práticas criminosas em busca da diminuição de suas penas.

É tão vantajoso que agora o doleiro Alberto  Youssef também quer “negociar” sua própria delação. Um Ministério Público à procura de fatos novos e surpreendentes, para investigações inconsistentes dá chance de bandidos presos citarem nomes e suas declarações viram provas reais, o que é um absurdo jurídico. A Polícia Federal e o MP têm que buscar provas, documentos e fatos que possam apontar e condenar os envolvidos. Mas delação premiada de bandidos é muita fantasia.

Faço minhas as palavras do jornalista Alberto Dines, do “Observatório da Imprensa”, sobre o assunto: ”Com o grosseiro compartilhamento de informações desprovido de qualquer complemento investigativo, a fina flor da nossa mídia atrelou-se a um modus operandi que em seminários e ágapes corporativos geralmente desaprova. Nivelou-se por baixo sem constrangimento e sem vacilações. O pool formado a reboque da revista Veja confirma uma vocação concentradora de nossa imprensa incompatível com o conceito de pluralismo e justifica as cruzadas xiitas contra o PIG, Partido da Imprensa Golpista”.

Arnaldo Costa

Nesta quinta feira fui ao Parque das Flores enterrar mais um amigo, desses que estarão sempre guardados no coração. Conheci Arnaldo Costa na década de 70 quando sua talentosa agencia de publicidade “Publicar” estava no topo das poucas que aqui existiam. Estreitamos nosso convívio no governo Guilherme Palmeira, para o qual trabalhou com grande competência.

Era um versátil: locutor esportivo dos melhores, com uma mente criativa privilegiada, moderno empreendedor nas comunicações e um amigo para você contar a qualquer hora. Pai exemplar, marido dedicado e cidadão que deixa como legado a ética profissional e o exemplo de honestidade.

Muitos anos depois o destino me fez encontrar sua filha, a psicóloga Kátia Costa, com a qual trabalho há quatro anos em um vitorioso projeto de capacitação de servidores públicos. Saudades do amigo querido e o prazer em continuar nossa amizade através de sua querida a respeitada filha, uma cópia sua muito bem feita.

A PALAVRA DOS CANDIDATOSBENEDITO DE LIRA

O nome Benedito de Lira está muito associado à mobilidade urbana. Do volume de 1 bilhão e 793 milhões de reais que conseguiu aprovar por meio de emendas parlamentares, a maior parte se destinou às obras de infraestrutura das cidades.Só no  VLT (veículo leve sobre trilhos) foram investidos 200 milhões de reais para restabelecer o trem de passageiros de Maceió para Rio Largo. O VLT transporta cerca de 200 mil pessoas por mês, cobrando tarifa social de 50 centavos.

É preciso investir na mobilidade urbana das grandes cidades. No Governo de Benedito de Lira será duplicada a rodovia Palmeira dos Indios/Arapiraca e de Arapiraca ao entroncamento com a BR-101.Em Maceió será construída a avenida Lagunar desde Bebedouro até o Pontal da Barra. Os veículos que circulam no entorno da lagoa de Mundaú ganharão uma avenida contorno que desafogará bastante o centro de Maceió e o VLT vai se estender ao aeroporto dos Palmares.Benedito de Lira cuidará também da avenida Fernandes Lima, duplicada há 50 anos. É preciso uma nova expansão e o projeto será licitado logo no primeiro ano do governo. 

JÚLIO CEZAR

O que fazer em uma eleição em que você olha para um lado, para o outro, e não vê diferença entre os candidatos? Ou o eleitor compra os sonhos vendidos pelo candidato de rosto novo, mas que representa a velha política ou a opção seria eleger um candidato tradicional, que acumula quase 40 anos no poder, mas ninguém lembra de seus serviços prestados.Eu, Júlio Cezar encarei, em agosto, o desafio proposto pelo PSDB para disputar o governo.

Sem sobrenome político ou importante, me apresento como terceira via de um pleito que estava carente de alternativas, carente de esperança, precisando de alguém que representasse o novo de verdade. Sou mais um Silva, conheço bem as dificuldades que a maioria dos alagoanos enfrentam. Sabe porquê? Sou filho de feirante e um vendedor de cachorro quente. Para vencer e chegar a universidade tive que lutar muito. Só alguém do povo para saber o que nós queremos.Carrego comigo o desejo de trabalhar pelos que precisam, para que os jovens não tenham seus sonhos interrompidos, que os alagoanos tenham mais oportunidade e possam viver com dignidade

RENAN FILHO

“Caro Pedro, volto a falar em pontos sobre a questão social que fazem parte de nosso programa de governo, afinal são alarmantes os números de Alagoas nesse segmento. Não podemos esquecer que nosso Estado tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País, segundo pesquisa das Nações Unidas. Além do programa ‘Alagoas sem Miséria’, que já falamos aqui e volto a reforçar como meta de acabar com a pobreza extrema até 2017 (data na qual Alagoas completa 200 anos de emancipação), proponho também a ‘Agenda Família’, pelo qual nosso governo se propõe a distribuir centenas de agentes por todas as regiões do Estado para realizar o indispensável serviço de cadastramento das famílias que vivem em áreas de risco.

Sem um levantamento detalhado desse universo não teremos como construir programas mais eficazes e definir metas mais precisas, desde o número de residências populares que precisam ser construídas em cada área, como a localização e vagas para novas escolas e até o número mais adequado para novos restaurantes populares, por exemplo. Precisamos planejar mais, detalhar mais, ser muito mais rigoroso na definição e na cobrança das metas e dos objetivos governamentais.”

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