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Edição nº 788 / 2014

17/09/2014 - 08:18:00

Os indecisos e as pesquisas...

JORGE MORAIS Jornalista

Restando pouco mais de duas semanas para o término do horário político gratuito no rádio e na televisão, muito ou pouco ainda poderá ser dito em relação a cooptação dos votos para as eleições de 5 de outubro. Quem apostava claramente que os programas ajudariam na conquista dos eleitores indecisos, acho que ainda não conseguiu se convencer disso.Esta semana fiz questão de assistir atentamente o que os candidatos ou programas traziam de promessas, propostas e projetos.

Em relação ao que eles dizem, todos prometem muita coisa, falam de propostas interessantes e, às vezes, mirabolantes, repetindo o que já prometeram no passado, e, em relação aos projetos, alguns não saem do papel, e quando são colocados em prática, normalmente deixam dúvidas quanto a sua origem ou originalidade.

Não estou entre os indecisos, mas assistindo ao Guia Eleitoral, observei que, em alguns momentos, os programas dos candidatos poderiam ser mais explícitos quanto ao que precisa chegar à população. Quero deixar bem claro que os profissionais responsáveis pelos mesmos são bastante competentes, sabem disso, mas acredito que encontram ainda uma barreira muito grande entre o que já foi dito no passado e o que é preciso dizer e fazer em relação ao futuro.

E nesse capítulo, todos fazem a mesma coisa.Como os candidatos Júlio César e Mário Agra, a luz dos números, não decolam, e a polarização entre Renan Filho e Biu de Lira ainda não saiu definitivamente do campo das suposições e agressões, acho que o eleitor indeciso que esperou tanto tempo para se decidir, ainda continua indeciso. Os números apresentados até agora nas pesquisas, ainda representam uma soma de votos, percentualmente pequeno.Acredito piamente que os indecisos não são, verdadeiramente, naqueles percentuais divulgados nas pesquisas. Não discuto aqui se candidato A ou B está melhor ou se vai ganhar.

Não é essa a questão principal. O questionamento está relacionado ao número de eleitores ouvidos ou o número de cidades pesquisadas que acredito ainda ser pequeno, diante de um mapa geográfico mais amplo que se apresenta.Como em toda pesquisa, a eleitoral também gera muitos questionamentos.

Mesmo sabendo das suas limitações de tempo, por exemplo, e da falta de um apoio político mais amplo e decidido, a partir do principal mentor da sua candidatura que é o governador Teotônio Vilela Filho, o candidato Júlio Cezar (PSDB), ideia reforçada por sua equipe de marketing, acha que nada ainda pode ser dado como definitivo ou sacramentado.Ele, Júlio, se baseia exatamente nos números que tem em mãos e, por isso, alimenta o pensamento de que esses indecisos e o universo ainda não pesquisado deverão fazer a diferença no resultado final da eleição no primeiro turno.

Quanto às candidaturas, onde está em disputa à liderança, do lado de Renan Filho os números são reais e que a tendência é de crescimento até o dia da eleição, com o processo eleitoral se encerrando no primeiro turno; e do lado de Biu de Lira, os números não são reais e que eles garantem uma disputa ainda mais acirrada, onde o governador eleito sairá no segundo turno.Continuo afirmando que não entro em detalhes, nem me interessa discutir os números divulgados.

Gostaria apenas de saber como os Institutos de Pesquisa Eleitoral traçam o mapa da pesquisa e divulgam os seus resultados. Acho que poderiam ser mais esclarecedores usando a mídia ou até mesmo os programas políticos, se fosse do interesse dos candidatos. Finalizo perguntado: Por que não esmiuçar o resultado por região? Por que na pesquisa tem que ser dito para o grande público que apenas um determinado número de eleitor foi ouvido, e um determinado número de cidade pesquisada? Essa é a minha dúvida e de muitos outros eleitores.

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