Acompanhe nas redes sociais:

22 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 788 / 2014

16/09/2014 - 17:13:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

A crise é séria!

Nada pode mudar na economia brasileira, a partir de janeiro de 2015. Seja quem for presidente da República, vai continuar enfrentando a política externa, aumentando os juros, controlando a inflação, reduzindo gastos públicos, mantendo a política cambial. Promessas de candidatos sobre mudanças, “é conversa fiada” de campanha. O Produto Interno Bruto (tudo que o país produz durante o ano) contunuará registrando um crescimento pífio, semelhante até mesmo aos países ricos da Europa e os EUA. Portanto, só resta mesmo ao consumidor, “apertar o cinto”, procurando reduzir seus gastos e manter uma reserva financeira para qualquer emergência. Quando a crise econômica mundial de 2008 se iniciou nos EUA, e atingiu em cheio a Europa, o Brasil cantava vitória, com o então presidente Lula, dizendo que ela não chegou por aqui. Pura balela! Qualquer país, no mundo globalizado em que vivemos, é atingido quando um entra em crise, principalmente se for rico, exportador e importador. Lá, a quebradeira dos bancos e de muitas indústrias, foi gerada exatamente pelo mercado imobiliário. Como são ricos, estão se recuperando, mas perdendo o poder de compra, o emprego e os próprios imóveis. 

Lá e cá

Há exatamente seis anos, o Brasil vem sentindo os efeitos dessa crise, com a queda do PIB, a valorização do dólar, os juros altos e a inadimplência. Pode não chegar ao estágio do Primeiro Mundo, mas claro que é urgente a necessidade da economia crescer e reduzir o consumo. Crescer para exportar mais produtos e criar novos empregos. 

Mudando os hábitos

Os consumidores devem mudar seus hábitos e só consumir o estritamente necessário, pesquisando preços, manter uma reserva financeira e pensar a longo prazo: ter sua casa própria, pagar suas contas em dia e jamais se endividar. Ninguém pode viver gastando mais de 30% com prestações, seja através de financiamentos ou mesmo com carnê de lojas. As despesas fixas, também devem ser pagas rigorosamente em dia, para evitar mais juros e multas. 

Energia

Agora, mais do que nunca, é necessário economizar energia. A próxima conta, já vem com um reajuste de 30%, o que exige “economia de guerra” nesse ítem de consumo, não usando chuveiro elétrico, reduzindo o consumo de ar condicionado, ferro de engomar, que são os que mais consomem energia.

Cartão

O cartão de crédito usado com disciplina, pagando o total da fatura no prazo certo, é uma boa maneira de cumprir o orçamento doméstico. Jamais deve amortizar o débito, com o pagamento mínimo e deixando a dívida crescer, com juros sobre juros, multas, etc. Fuja disso. Melhor mesmo é só usar o cartão de débito, que é o mesmo que di-nheiro em espécie.  

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia