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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 787 / 2014

10/09/2014 - 09:17:00

A 30 dias da eleição, disputa está polarizada entre principais caciques

PSTU rompe com Heloísa, Collor enfrenta rejeição na capital, Biu não agrada no guia eleitoral e Renan-pai some da TV para atrair votos a Renan Filho

Odilon Rios Especial para o EXTRA

A última semana do mês de agosto teve como fatos novos o anúncio do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e de seu candidato, o vereador de Palmeira dos Índios, Júlio Cézar (PSDB) apoiando a vereadora Heloísa Helena (PSOL) e a pressão do senador Benedito de Lira (PP) para retirar a candidatura tucana a governador em troca de um palanque mais amplo para o senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB) em Alagoas.

São dois movimentos muito próximos, que mexem com a posição política do PSDB local e de seu governo em final de mandato. No final do mês de agosto, com a entrada do programa gratuito da rádio e TV, a campanha eleitoral esquentou e está com três frentes políticas distintas em plena agitação, refletindo as disputas para o Governo, Senado Federal e Câmara dos Deputados.


Disputa para o Governo

As pesquisas mais recentes apontam a polarização entre o deputado federal Renan Filho (PMDB) e Biu de Lira, com possibilidade de vitória de Renan Filho ainda no primeiro turno.As pesquisas do Ibope e do Instituto Exatta apresentaram números que dão clara vantagem ao candidato do PMDB. Biu, com uma campanha morna, concentrada em alguns municípios, ainda não deu o arranque para poder enfrentar Renan Filho.

O senador do PP deverá apostar nas caminhadas e comícios, na medida em que sua participação nos debates deixa a desejar; suas intervenções na rádio CBN ou na Associação dos Municípios de Alagoas (AMA) foram criticadas pela falta de ideias claras sobre que irá fazer se for eleito.

A intervenção de Biu de Lira na Federação das Indústrias foi dedicada à defesa do setor sucroalcooleiro, ou seja, dos usineiros, como para lembrar seu compromisso com o empresário do setor, Givago Tenório, suplente dele.Muitos esperavam - e apostavam - que o programa de televisão e rádio de Biu fosse mais ofensivo e original.

Mas os seus marqueteiros estão com problemas para repetir 2010, quando o candidato do PP alavancou sua popularidade com uma dosagem de humor e irreverência que impulsionaram seus índices de aprovação, derrotando Heloísa Helena, a então favorita, e tendo mais votos que o hoje presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB).

Desta vez, o programa de Biu está muito parecido com os tradicionais, sem conseguir atingir o objetivo, que é a “desconstrução” da imagem do adversário. Por sua vez, Renan Filho tem apresentado um discurso mais articulado e aproveitado melhor o tempo gratuito de rádio e TV. Nem mesmo os apoios importantes estão resultando em dividendos para o PP. A entrada de Rui Palmeira, prefeito de Maceió, na campanha de Biu também não foi bem a esperada.Renan Filho continua na dianteira no interior do Estado, mas sem o mesmo desempenho em Maceió, onde a rejeição a Renan-pai ainda é muito alta.

Sabedor disso, o presidente do Senado, seguindo a orientação dos marqueteiros, não aparece no horário gratuito para pedir votos para o filho e herdeiro político.Já os candidatos de partidos menores estão com dificuldades de crescer. O engenheiro-agrônomo Mário Agra (PSOL) tem participado dos debates, mas não consegue vincular seu nome ao de Heloísa e atrair os votos que poderiam alavancar sua candidatura. Nem ela vincula sua imagem à do seu candidato.

A campanha de Júlio Cézar, do PSDB, não ajuda a eleição a ir para o segundo turno. No debate promovido pela CBN se apresentou como uma figura que tenta projetar sua eleição para 2016, à Prefeitura de Palmeira dos Índios. Claro, ajudando a eleger o sobrinho do governador, Pedro Vilela 

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