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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 787 / 2014

10/09/2014 - 09:10:00

Disputa para Câmara está se definindo

Odilon Rios Especial para o EXTRA

A disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados está ficando definida. Com as saídas de João Lyra, sem dinheiro, Luciano Barbosa - que aderiu à vaga de vice de Renan Filho - e do próprio Renan, que tenta o governo abriram-se espaços para mais candidatos à Câmara, incluindo alguns estreantes.Nesta situação, os nomes que meses atrás se anunciavam como os mais fortes confirmam o favoritismo. Na coligação do PSDB com o PRB, que deverá fazer um deputado federal, Pedro Vilela é mesmo o mais forte.

É a campanha mais vistosa, mais rica e com mais propaganda em Maceió e no interior. Seu único problema é a votação de Rogério Teófilo, colocado por Téo Vilela para viabilizar o quórum eleitoral da chapa tucana, mas que está com uma campanha sem muita expressão na região de Arapiraca; o ex-prefeito de Maceió, Cícero Almeida, pela frente PMN e PRTB, deverá ser eleito com uma votação consagradora que poderá abrir chances para um segundo nome da lista de federal e abrir uma nova chance para disputar a Prefeitura da capital em 2016; na chapa do PMDB e mais 15 partidos alguns nomes são apontados como favoritos: o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), o deputado federal Givaldo Carimbão (PROS) e o ex-prefeito de Coruripe, Marx Beltrão (PMDB), estariam garantidos e a quarta vaga seria definida numa disputa entre a atual deputada federal Rosinha da Adefal e Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, do PT.

Na coligação de Biu de Lira dois nomes estão na frente: Artur Lira e Maurício Quintella (PR). O atual deputado estadual João Henrique Caldas poderá ser o terceiro nome a depender de sua estrutura de campanha e do desempenho da chapa proporcional. Sem ter o mesmo tratamento dos candidatos mais fortes, JHC, como é mais conhecido, tem feito críticas e revelado insatisfações com a campanha de Biu.

Para a Assembleia Legislativa o meio de campo está embolado, com a frente do PMDB fazendo doze deputados, mais dois do PT; a chapa estadual de Biu de Lira elegendo oito deputados e a coligação encabeçada por Cícero Almeida fazendo de três a quatro estaduais. Nesta disputa, os nanicos não terão chances porque o quociente eleitoral mínimo exigido chega a 50 mil votos, meta impossível para quem não tem estrutura (dinheiro) e um bom tempo gratuito de rádio e televisão. 


A influência das eleições presidenciais 

A morte de Eduardo Campos, com a subida repentina de Marina Silva e o derretimento de Aécio Neves, trouxe problemas para a candidatura de Biu de Lira.  O senador do PP fez um acordo com o PSB e com Téo Vilela para viabilizar o nome de Eduardo Campos em Alagoas. Ninguém esperava ter como candidata a presidente Marina Silva, que declarou não apoiar Biu de Lira.Por isso, Biu sinalizou que desejaria mudar para o palanque de Aécio Neves em troca da retirada de Julio Cézar, do PSDB; proposta recusada por Téo Vilela que precisa de um candidato que faça a propaganda do Governo tucano no horário eleitoral.Renan Filho apoia Dilma Roussef que lidera as pesquisas em Alagoas e consegue somar os dezesseis partidos da frente comandada pelo PMDB.

A entrada de Marina Silva na campanha favorece a Heloísa Helena que, mesmo sendo do PSOL, não faz campanha para a candidata oficial do PSOL, Luciana Genro.“Eu tenho de conversar com as pessoas do meu partido. Todos sabem quanto respeito a Luciana Genro (candidata à Presidência pelo PSOL), a mais importante representante da esquerda socialista, mas o que mais quero é estar envolvida com a candidatura de Marina”, disse Heloísa, em entrevista á revista Época.O apoio público de Marina a Heloísa deverá puxar muitos votos indecisos, brancos e nulos. Terminada as eleições, Heloísa, com ou sem mandato, deverá migrar para a Rede Sustentabilidade onde, com o apoio de Marina Silva, será um nome forte nas eleições municipais de 2016, disputando com Judson Cabral do PT e Rui Palmeira do PSDB, e nas eleições gerais de 2018.


Perspectivas

A campanha de 2014 segue o script desenhado desde o ano passado por Renan Calheiros e Téo Vilela. O PSDB não lançou nenhum candidato competitivo a governador ou ao senado, e o apoio do Palácio dos Martírios a Biu de Lira é limitado para não ameaçar Renan Filho, que tem fortes chances de ganhar a eleição ainda no primeiro turno. Em troca, Renan pai apoia a eleição de Pedro Vilela e ninguém critica ou faz denuncias no horário gratuito diretamente contra Téo Vilela, que deverá ser candidato ao senador em 2018 ou, antes disso, ministro do Tribunal de Contas da União.

O único ponto que foge desse acordo é a eleição para o Senado. Collor não é um aliado confiável para Renan e é o adversário número um de Téo Vilela. O nome viável para derrotar Collor é Heloísa, daí o apoio aberto do Palácio dos Martírios e a discreta distância de Renan Filho em relação a Collor de Mello.

Com uma eleição polarizada no campo majoritário, com os deputados federais sendo definidos mais claramente, resta apenas saber qual será a futura composição da Assembleia Legislativa. Dia cinco de outubro, as urnas deverão confirmar a força que têm os caciques na tribo Caeté. Mas, até lá, como disse um bom observador, “o tempo é uma eternidade”.

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