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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 787 / 2014

10/09/2014 - 09:03:00

Deputado JHC acusa bancada federal alagoana de omissão

Candidato diz que, mesmo eleito para Câmara Federal, continuará fiscalizando a Assembleia

João Mousinho [email protected]

Em seu primeiro mandato como deputado estadual João Henrique Caldas (Solidariedade) colecionou desafetos na Assembleia Legislativa de Alagoas e ganhou notoriedade por denunciar ao Ministério Público Estadual esquemas de corrupção montados pela Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos.  JHC, como é conhecido no meio político, fala em entrevista ao jornal EXTRA sobre seu desejo de ser eleito deputado federal e destaca temas polêmicos como vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado ocupada por deputado afastado pela Justiça por acusações de improbidade administrativa. 


EXTRA - O que motivou a mudança de sua candidatura de deputado estadual para federal?

JHC - Alagoas precisa de uma liderança jovem que tenha autonomia e independência para defender os interesses do Estado. Eu acho que a bancada federal está omissa com o que acontece em Alagoas. O Brasil não sabe efetivamente dos absurdos que acontecem em Alagoas. Eu vou ser um deputado federal com coragem cívica para me manter  incansavelmente vigilante. Todos estados têm parlamentares com destaque, mas infelizmente Alagoas não possui, digo isso sem demérito nenhuma aos que estão lá.

EXTRA - Qual seu grande projeto como deputado federal?

JHC - Muitos enxergam Alagoas como a terra da cana-de-açúcar e do gado, mas Alagoas tem potenciais enormes: turístico, cultural e energético. Alagoas pode ser uma grande produtora de energia renovável e não existe um grande debate sobre isso. Vou trazer essa discussão e fomentar esse debate com os municípios. Temos que nos reinventar e vou lutar para o avanço da ciência e tecnologia em diversos setores em Alagoas. É preciso formar pensadores em Alagoas.Quero travar debates importantes em Alagoas e dizer que precisamos urgente de ajuda em educação e saúde; áreas primordiais para o desenvolvimento do nosso Estado. 

EXTRA- O senhor sofreu algum tipo de pressão, perseguição para não tentar a reeleição?

JHC - De forma alguma. Vou para Brasília para mostrar aos órgãos federais o que estão fazendo com as verbas, com o dinheiro público que é de competência de fiscalização do governo federal. Na Assembleia Legislativa tivermos vários tipos de crimes federais e a gente precisava de um governo federal atuante. Vou buscar auxílio aos órgãos federais como: Polícia Federal e Ministério Público Federal para demonstrar os desmandos na Assembleia.

EXTRA - Mesmo em Brasília, caso eleito, o senhor continuará fiscalizando o Poder Legislativo local?

JHC - Principalmente. A Assembleia Legislativa é o grande problema de Alagoas; ela contamina a política alagoana e seus tentáculos contaminam outros poderes. Enquanto não se estancar essa sangria na ALE não vamos ter equilíbrio nos pleitos para os cargos de Alagoas, vamos ter interferência inclusive em outras instituições como no Tribunal de Contas. 

EXTRA- Como isso funciona?

JHC - O deputado que é denunciado por corrupção ao invés de ser punido rigorosamente, ele ganha um prêmio de virar conselheiro do Tribunal de Contas e fiscalizar os órgãos públicos, prefeituras. 

EXTRA- Fernando Toledo, presidente da ALE, que vai assumir uma vaga de conselheiro no TC é um exemplo?

JHC - Com certeza. Não tenho dúvida disso. Inclusive foi denunciado pelo Ministério Público Estadual, com provas robustas, de envolvimento com corrupção. Onde está sua conduta ilibada para assumir o cargo de conselheiro do TC?

EXTRA - Como o senhor enxerga o atual pleito?

JHC - Muitos políticos aparecem de quatro em quatro anos com suas estruturas efêmeras e despejam dinheiro e são eleitos. A ordem desse pessoal é enganar o povo. O povo carente, sem acesso a informação acaba votando de forma errada. Eu quero chegar em Brasília e mostrar que é possível fazer uma política diferente.

 EXTRA- Rui Palmeira quando foi candidato a deputado federal disse que não pretenderia voltar para ALE. É seu caso?

JHC - Não. Acho que temos que enfrentar os problemas. Estou indo para Brasília, mas minhas prerrogativas só ampliam. Mesmo lá vou continuar fiscalizando a Assembleia. Existem muitos caciques em Brasília, mas não são independentes; comigo será diferente. 

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