Acompanhe nas redes sociais:

14 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 787 / 2014

10/09/2014 - 08:39:00

Coisa de brasileiros e de oportunistas

JORGE MORAIS Jornalista

Normalmente, é costume entre os brasileiros colocar defeito em tudo. É comum também criticar pessoas, tendo ou não culpa no cartório, como se diz na gíria. Na política, principalmente em época de campanha eleitoral, quando o cidadão ou cidadã é gente boa, não se envolveu em problemas, sempre agiu com seriedade, combateu os corruptos e tem a ficha limpa, não vão faltar aqueles de plantão para fazer denúncias custe o que custar, doa a quem doer.Em campanha eleitoral quem não tem defeito, a outra parte sempre procura algo que possa denegrir a imagem do outro.

É aquela velha história: quando não tem a gente arranja, fabrica, faz qualquer coisa; e quando tem, fica mais fácil, a gente multiplica, triplica, quadruplica. Sempre foi assim, e movidos por interesses, isso nunca vai mudar. Na campanha atual, você está observando mais propostas ou mais denúncias entre os candidatos?Diante disso, aproveito para o inseri o assunto na campanha para a Presidência da República, pós-falecimento do candidato Eduardo Campos.  

Se a Marina da Silva achava que ficaria imune a todas essas coisas que relatei no início, acredite: se enganou e caiu num inferno astral. Se antes ela já foi à queridinha do Partido dos Trabalhadores e do ex-presidente Lula, agora ela já não presta mais e, para eles, se eleita, vai ser o pior que pode acontecer para o país.

Discordo e abro um parêntese para declarar o meu voto para Presidência da República: Marina da Silva. E não é voto emocional, porque mesmo antes do acidente que vitimou Eduardo Campos e seis outros companheiros, já não votava em Dilma Rousseff, e Aécio Neves seria uma segunda opção, depois de pensar muito.

 Com essa constatação, não adianta Dilma e Aécio tentarem se passar como as melhores opções, porque o eleitor já entendeu que não pode continuar sendo enganado pela presidenta que se acha à boazinha e o outro fazer um esforço enorme para tentar convencer, sem conseguir alcançar esse objetivo.  

Portanto, se voto em Marina da Silva, o que me interessa saber agora de quem era o avião do desastre de Santos? Se o avião era emprestado, doado, dado, alugado, em que isso interfere na escolha? Nada. Antes do acidente, ninguém queria saber de onde apareceu o avião que rodava o Brasil, levando o candidato Eduardo Campos.

Agora, a Marina da Silva vai ser crucificada, queimada viva, condenada, expurgada, denunciada e sacaneada pela oposição de Dilma e Aécio, desesperados com o crescimento da candidata, que tem chance de se eleger numa disputa direta com quaisquer um dos outros candidatos.

O que é pior: Saber de quem é o avião que caiu em Santos ou os escândalos dos governos Lula e Dilma? O espaço destinado para esse artigo é infinitamente pequeno para que eu pudesse relacionar todos os escândalos dos ministros, diretores e assessores da presidenta Dilma, nos seus diversos Ministérios, diretorias diretamente ligadas à presidência e ao ex-presidente, e empresas como a Petrobras.

O que é pior: Saber de quem é o avião que caiu em Santos ou que os condenados a prisão, eram ex-assessores dos últimos dois governos e dirigentes do Partido dos Trabalhadores ou aliados?Portanto, chega de hipocrisia, de mentiras, de querer se passar por inocentes. Nessa política atual brasileira não tem nenhum “santo”. Como diziam os comunistas no passado, é tudo farinha do mesmo saco ou banana do mesmo cacho.

Até porque, hoje, todos estão quase juntos e misturados, mas ainda conseguimos descobrir que nesse saco e nesse cacho ainda podemos ter esperança de dias melhores para tantos brasileiros que continuam sofrendo, famintos e com a esperança de sobreviver.    

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia