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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 786 / 2014

03/09/2014 - 10:18:00

Estado não paga empréstimo consignado e servidores têm nomes no SPC e Serasa

Responsabilidade é da Expressocard, empresa que substituiu a Elógica na gestão desses empréstimos

DA REDAÇÃO

Centenas de servidores estaduais estão com seus nomes inscritos na lista negra do SPC e do Serasa por falta de pagamento de parcelas de empréstimo consignado junto a vários bancos.  

Além da perda do crédito, esses funcionários são submetidos a constantes constrangimentos com cobranças indevidas efetivadas via telefone, cartas e outros meios, por órgãos de proteção ao crédito.Dezenas de servidores procuram o jornal EXTRA toda semana para denunciar o descaso do governo tucano, mas temem se identificar com medo de represália.

Não se tem o número exato de vítimas, estimado em pelo menos 500 funcionários entre os milhares de servidores ativos e inativos que fizeram empréstimos consignados.  Mesmo sem acesso oficial aos processos que tramitam na Secretaria de Gestão Pública, o jornal investigou o caso e descobriu que o imbróglio é da responsabilidade de uma empresa do Pará contratada pelo Estado para gerir os empréstimos consignados, até então administrados pela empresa Elógica, de Pernambuco.

E mais: não se trata de calote, mas de pura falta de estrutura da nova empresa, identificada como Expressocard, com sede em Belém.  Contratada em regime de comodato no final de 2013, a empresa passou a operar a partir de janeiro de 2014 sem nenhum suporte técnico, usando a base de dados da própria Secretaria de Gestão Pública, a antiga Secretaria de Administração.

As conseqüências dessa falta de estrutura surgiram logo no primeiro mês de atuação, quando a Expressocard – Administradora de Cartões Ltda – não efetuou o desconto da parcela de janeiro/2014 e por isso não fez o repasse devido aos bancos.  

A parcela em atraso foi deixada para trás somando-se a outros repasses não realizados nos meses seguintes, culminando com o desespero de cerca de 500 servidores que estão com seus nomes sujos junto aos órgãos de proteção ao crédito.Vale lembrar que até dezembro de 2012 o repasse dos empréstimos consignados era honrado sem problemas. Com a chegada da Expressocard a coisa degringolou e o governo não sabe como resolver o imbróglio.  

A irregularidade atinge empréstimos feitos junto à Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco e BMG. Outro detalhe: até a contratação da empresa paraense, os bancos pagavam R$ 1 para cada empréstimo realizado. Esse dinheiro era depositado em um fundo para investimentos em projetos de qualificação de recursos humanos da própria Secretaria de Gestão Pública.  Com a chegada da Expressocard, os bancos foram obrigados a pagar R$ 4 por empréstimo consignado.

E não se sabe a destinação desses recursos.Vale acrescentar que toda vez que a Secretaria de Gestão Pública mexe com o programa de gestão dos empréstimos consignados, até então incluído nos serviços da Elógica, gera esse tipo de problema, a exemplo da empresa do Paraná que foi contratada no início do primeiro mandato do Téo Vilela com o Adriano Soares, e já na gestão do Alexandre Lages o contrato foi desfeito e a Elógica recontratada. Com a palavra o secretário Estadual da Gestão Pública.

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