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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 786 / 2014

03/09/2014 - 09:54:00

Biu e Renan seguem script programado por Téo Vilela

Odilon Rios Repórter

Sem grandes surpresas, a campanha polarizada de Renan Filho e Biu de Lira segue o script programado pelo governador Téo Vilela. Biu quer se eleger para ajudar a subir, ao Senado Federal, seu suplente, Givago Tenório, sócio do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), na TV Pajuçara. O tucano está com Biu.

Além disso, o senador quer dar folga, nas urnas, ao filho, o deputado federal Arthur Lira (PP), enrolado em processos judiciais por lavagem de dinheiro e indiciado, pela Polícia Federal, na organização criminosa descoberta na Assembleia Legislativa, na Operação Taturana, e o desvio de R$ 300 milhões dos cofres da Casa de Tavares Bastos.

O mandato lhe garantiria a imunidade parlamentar.Para isso, Biu prepara os guias mostrando os números (negativos) de Murici e o inquérito, na Polícia Federal, que apura fraudes na licitação da merenda escolar da cidade quando Renan Filho era o prefeito de Murici. Já Renan Filho busca mostrar os números (os piores do Brasil) na educação, quando as indicações eram de Biu de Lira na Secretaria Estadual de Educação e Esportes.

O senador prepara a defesa, que inclui a incômoda tarefa de dar brilho à herança do Governo Téo Vilela.Julio Cézar também segue o roteiro palacista: defesa da era Vilela, sem a aparição do próprio governador, que abandonou a campanha do tucano. Júlio é candidato a prefeito de Palmeira dos Índios em 2016. 

Esquerda tenta atrair apoios

No guia eleitoral dos candidatos da esquerda, há mudanças. O engenheiro-agrônomo Mário Agra (PSOL) mudou o tom para derrubar os índices de rejeição- contra ele- mostrados nas pesquisas Ibope realizadas no Estado.Investe na auditoria da dívida pública e questiona os juros, além dos valores repassados para a União. No primeiro debate realizado pela rádio CBN, sobressaiu-se ao aprofundar estes dados e mostrar que os outros candidatos evitam incluir o tema em seus guias eleitorais.

Já o historiador Golbery Lessa (PCB) defende alternativas para além do setor sucroalcooleiro: economias solidária, camponesa, democratizando o uso da terra.

Ganha apoios de setores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac) e alguns formadores de opinião.A campanha tem roteiros aparentes mas os números das pesquisas definem quem é quem nos vários cenários montados. A 40 dias das eleições, Alagoas observa seus candidatos tentando crescer. E convencer.

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