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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 786 / 2014

03/09/2014 - 09:15:00

O povo sabe o que quer...

JORGE MORAIS Jornalista

É costume nosso dizer que o povo não gosta das coisas. Não gosta de cinema; não gosta de praia; não gosta mais de futebol; não gosta de certas atrações; não gosta disso; não gosta daquilo; não gosta de nada. Ledo engano.

O povo não gosta mesmo é de coisa ruim, que não traga nenhum atrativo e que não valha à pena sair de casa, enfrentar um transporte ruim, a insegurança das ruas, e certos desconfortos.Em Maceió, antes das salas dos cinemas Kinoplex, Centerplex e Cinesystem, era preciso que o filme em exibição fosse extraordinário, ganhador de vários prêmios do Oscar, para que as pessoas tivessem coragem para sair de casa. Agora, é diferente.

Os cinemas estão sempre lotados, porque oferecem boas acomodações, grandes produções e uma boa concorrência entre eles, de preços até comida em sala VIP.

As praias precisam estar limpas e despoluídas para que os banhistas se arrisquem num final de semana. O futebol precisa ser de boa qualidade para que o torcedor deixe de lado a companhia da família, e outras atrações concorrentes, para ir aos estádios. E muitos outros exemplos poderiam ser dados.

Enquanto isso não for oferecido, o povo não vai chegar junto.O que na verdade o povo quer é ter bons espetáculos, em ambientes agradáveis, com atrativos que motivem o desejo de sair de casa, sem precisar trocar nada por nada. A linha do comentário de hoje é para registrar o evento realizado no período de 18 a 23 do corrente mês, no Centro de Convenções Ruth Cardoso, onde milhares de pessoas tiveram a oportunidade de falar e ouvir sobre “Tecnologias e Educação: Soluções Inovadoras”.

O II Caiite – Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e Tecnologia – ofereceu conferências, palestras, minicursos, lançamentos de livros, apresentações artísticas e mesas-redondas. Todas as salas de palestras e conferências estiveram lotadas. Os corredores do centro de convenções ficaram completamente tomados por pessoas, professores e estudantes universitários em sua maioria, todos os dias.Diante de tudo isso, testemunhamos a satisfação dos palestrantes e a alegria dos participantes que assumiram um papel importante na discussão das novas tecnologias a serviço da educação, em Alagoas.

É fundamental que nesse momento, a academia possa incluir em suas atividades extracurriculares essas ações que mostram, na prática, os exemplos que deverão ser seguidos por esses jovens estudantes, muitos deles já pequenos empreendedores.Independente da programação acadêmica, um detalhe interessante e que chamou a atenção foi o comércio informal que funcionou paralelamente naquele centro.

Pessoas que vivem de vender lanches rápidos, produtos artesanais, livros, revistas, e outras pequenas coisas, se mostraram felizes e realizadas com o resultado das vendas, neste espaço democrático dos pequenos negócios produzidos por eles.De um vendedor ouvi a seguinte colocação: “O que falta mesmo, em Maceió, é esse tipo de evento, onde as oportunidades são dadas para todos.

Os que vêm para as palestras vão embora sabendo mais. Quem vem ganhar a vida, como eu, sai satisfeito com o resultado. Queremos mais momentos como esse”. É uma pura verdade. Esta é uma clara demonstração que, quando o evento é bom e está bem localizado, as pessoas comparecem.

O Caiite está se transformando num dos maiores eventos culturais do nosso estado, reunindo entidades públicas e privadas em sua organização e apoio, a exemplo do Sebrae, Federação das Indústrias, Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia, Prefeitura de Maceió, Ufal, Ifal, Cesmac, Fits, e outras entidades. A todos, os meus parabéns pela estrutura, pelo grande evento, e com certeza, em 2015, com a realização do III Caiite.

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