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Edição nº 785 / 2014

27/08/2014 - 19:52:00

Silvânio Barbosa é condenado por danos morais contra major da Polícia Militar

Vereador terá que indenizar militar ao qual acusou de ser o mandante da “Chacina do Benedito Bentes”

João Mousinho [email protected]

O vereador de Maceió Silvânio Barbosa (PSB) teve recurso apreciado e negado pelo Tribunal de Júri da 3ª Câmara Cível da Capital na segunda-feira (18). O recurso impetrado pelo vereador pedia o não pagamento de indenização por danos morais ao major Paulo Eugênio da Silva Freitas.

Por maioria de votos, Silvânio Barbosa será obrigado a pagar indenização de R$ 20 mil ao oficial da Polícia Militar de Alagoas.“A justiça está sendo feita; meu cliente é inocente nas acusações infundadas de envolvimento na chacina do Benedito Bentes em 13 de agosto de 2010. As acusações contra ele caíram por terra, são fruto apenas do desejo irresponsável  de denegrir a honra de um homem de bem e de um profissional responsável e que honra sua farda”, ressaltou Fernando Ribeiro, advogado do oficial.

Condenado pela 6ª Vara Cível da capital, Silvânio Barbosa foi investigado por denunciação caluniosa em bilhete anônimo encaminhado ao Conselho Estadual de Segurança, no qual o major Paulo Eugênio é acusado de ser o mandante da chacina que vitimou quatro adolescentes no Benedito Bentes, em agosto de 2010. 

O major destacou que  arbitrariedades e irresponsabilidades de um inquérito vazio levaram à sua prisão no dia 23 de setembro de 2010, em cuja condição ele permaneceu por 45 dias sem nenhuma prova legal. “Um bilhete de 10 linhas de denúncias mentirosas encaminhado para o Conselho de Segurança, Ministério Público e para polícia foi fruto de toda motivação da minha prisão. Quem fez isso agiu de má fé e será responsabilizado criminalmente”. Eugênio disse que após um mês da saída da prisão, o Comando da PM na época o colocou preso por mais seis dias de forma equivocada.

 
PROJETO QUE INCOMODOU 
No ano de 2008, Eugênio criou o projeto social denominado “Pró Paz”, no bairro do Benedito Bentes, que desempenhava trabalhos comunitários em escolas, creches e promovia palestras sobre o perigo das drogas e o que a vida do crime acarreta.

Pessoas da comunidade que conheceram o projeto disseram que isso acarretou em ciumeira de líderes políticos da região e a partir de então perseguições de todas as espécies foram realizadas contra o militar. Na época da chacina, familiares do major disseram acreditar que o envolvimento do nome dele no no caso foi motivado por “pura perseguição”, já que o trabalho desenvolvido no bairro ganhou grandes proporções e notoriedade em toda a capital alagoana.

 Major desabafou durante entrevista ao jornal EXTRA: “Sempre busquei atrelar segurança pública às questões sociais. Esse é o meu legado. Infelizmente isso gerou ciúme de uma pessoa que achava que eu tinha interesse político no Benedito Bentes. Jamais me envolvi em política. Isso gerou um transtorno irreparável na minha vida e na da minha família. Foram anos de humilhações”. 


O CRIME
Os corpos dos quatro jovens assassinados foram encontrados na manhã do dia 14 de agosto de 2010 em uma mata fechada, dentro de uma grota, próximo ao Conjunto Cidade Sorriso II, na parte alta da cidade de Maceió.Os jovens residiam no Conjunto Cidade Sorriso e haviam saído de casa no dia anterior para pegar lenha dentro do matagal e desapareceram.

As vítimas eram um adulto, José Ricardo da Silva, 24 anos, e mais três menores, identificados como Bruno e Diego – ambos de 15 anos – e Lucas Barbosa da Silva, de 14. Os jovens foram executados, sem qualquer tipo de chance de reação, como informou a perícia técnica na época das investigações. 

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