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Edição nº 785 / 2014

27/08/2014 - 19:35:00

Dilma dá calote em programa de Habitação Rural em Alagoas

DA REDAÇÃO

O que seria um sonho para dezenas de pequenos produtores rurais de Alagoas pode se transformar em pesadelo, devido calote do governo federal que deixou de repassar recursos para o programa nacional de habitação rural – PNHR, integrante do Programa Minha Casa, Minha Vida.

 

Por falta de verba, as obras da construção de moradias de alvenaria, que substituiriam as casas de taipas, foram paralisadas e não há a menor perspectiva de quando a situação será regularizada.As entidades responsáveis pela execução do programa  no Estado começam a agonizar. Projetos em andamento correm o risco de virar elefante branco e outros, já aprovados, sem a menor perspectiva de serem contratados.

 

A informação é de que falta dinheiro para tocar a obra, mas é de conhecimento público que há algumas semanas foram liberados para a Caixa Econômica Federal (CEF) R$120 milhões para atender os projetos em andamento. No entanto, não se sabe onde foram parar os recursos, já que em Alagoas não pingou nenhuma cifra.A frustração não foi apenas das pessoas que acreditaram na promessa de que em até seis meses poderiam ter uma vida mais digna e longe do inseto transmissor da Doença de Chagas.

 

Os trabalhadores da construção civil que tocavam a obra também foram penalizados. Por falta de pagamento, se viram obrigados a abandonar a frente de trabalho.Insatisfeito com o descaso dos órgãos competentes, o presidente do Instituto Atlas de Desenvolvimento Socioambiental, Washington Saleme, que toca dois projetos no Estado e foi obrigado a dispensar trabalhadores por não ter como arcar com as despesas, enviou esta semana carta aberta à presidente Dilma Roussef e a outras entidades.  

 

Intitulado “Insegurança e Decepção na Contemporaneidade Política”, o documento expõe a preocupação com as famílias que confiaram nas promessas e propostas e “puseram abaixo suas casas de taipa e foram morar de favor”, além de cobrar providências para o caos que está prestes a acontecer.

 

A ONG conta com dois projetos em execução que tiveram início em janeiro desse ano e com previsão de entrega para junho passado. No município de Atalaia foram contempladas 44 famílias. Em  Coité do Nóia são 50 casas que há cerca de um mês continuam sem qualquer trabalhador no canteiro de obras.

 

Outros três projetos estão aprovados, mas não foram contratados. Dois em Arapiraca, sendo um com 45 casas e outro com 50, e  em Monteirópolis mais 50 unidades. “Não somos construtores, nossa reserva pessoal acabou e como ONG não podemos contrair empréstimo. Queremos apenas chamar a atenção para o problema e pedir providências antes que a situação chegue ao caos”, justificou Saleme.

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