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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 785 / 2014

26/08/2014 - 08:17:00

Gabriel Mousinho

Um mal necessário

Muita gente esperneia, reclama, chama palavrões, mas, no fundo, fica curiosa no que vai acontecer no Guia Eleitoral. É coisa chata?, é. Mas com certeza ninguém, pelo menos nos programas mais quentes, àqueles que denunciam adversários, deixa de ver a televisão no horário eleitoral.Todo mundo sabe que o programa eleitoral é fabricado pelas coligações, em especial pelos marketeiros, para fazer chegar ao eleitorado um candidato sério, de propostas, disposto a realizar tudo pelo Estado.

Entra eleição e sai eleição e tudo que acontece é a mesma coisa. No início do Guia as propostas, mesmo que não sejam cumpridas futuramente, afloram de uma maneira insistente, até quando pesquisas eleitorais não apontem o crescimento de um e a descida do outro.

O Guia Eleitoral vai começar a esquentar quando as mazelas dos candidatos vierem à tona, embora o Tribunal Regional Eleitoral esteja atento aos exageros. Os marketeiros estão prontos para o ataque e a defesa. Afinal de contas, estão em jogo mandatos que são perseguidos obstinadamente pelos candidatos.O Guia, embora chato, ainda diverte muita gente. É um mal necessário.

Quem ganhou e quem perdeu

Os dois candidatos com melhor desempenho nas pesquisas eleitorais foram sabatinados na segunda e na terça-feira pela TV Gazeta. Renan Filho, diga-se de passagem, ficou acuado com a história de Murici, de números do IDH e, naturalmente, não foi bem na entrevista. Já Biu de Lira teve como alvo principal a participação de prefeitos do PP em alguns municípios que teriam tido desvio de conduta. Experiente, saiu-se bem na fita, numa demonstração de que está preparado para futuros debates no rádio e na televisão.


Em maus lençóis

 A Limpel, empresa que cuida do lixo em Arapiraca, está prestes a parar com suas atividades. Com mais de 3 milhões de reais para receber, não tem esperança de quando isso pode acontecer. Logo agora, com a campanha em plena efervescência.


Em maus lençóis 2

Um ex-prefeito do sertão quase enfartou quando soube que a única esperança de receber 700 mil reais da prefeitura de Arapiraca por ter alugado máquinas pesadas ao município, era dividir em dez módicas prestações mensais . Reza para que o compromisso seja cumprido. 

Susto do PT

A simulação feita pelo DataFolha no início da semana entre candidaturas de Marina Silva, Dilma Rousseff e Aécio Neves, deixou o Partido dos Trabalhadores de orelha em pé. Num eventual segundo turno, de acordo com a simulação feita, Marina bateria Dilma e seria a presidente do Brasil.


Reforço

O prefeito Rui Palmeira começou a caminhar pela periferia de Maceió pedindo votos para Biu de Lira. Tem feito caminhada, mantido contatos com lideranças e reafirmado o desejo de que Biu seja o governador. Já Cícero Almeida aposta que Renan Filho terá maior votação na capital. Está feita a aposta.


Decepção

Uma pesquisa para saber do poder de fogo de candidatos a deputado federal com relação à candidatura majoritária para o governo deixou uma coligação com orelha em pé. Influência zero. Ou seja, recebeu incentivo, ajuda logística, mas não tem ajudado na performance do candidato.


Hora de chiar

Como estamos em campanha eleitoral, vai ser muito comum sindicatos e associações fazerem zoadas neste período. Irão reclamar de salários atrasados, acordos não cumpridos e descaso com a administração pública.


Briga no Senado

Mesmo com Fernando Collor na frente das pesquisas, Heloísa Helena e Omar Coelho de Mello não ficam para trás. Heloísa aumenta o volume de campanha e Omar vibra com a subida nas pesquisas.

Dúvida com pesquisas

Mesmo com o anúncio de pesquisas feitas no Estado por institutos de credibilidade, muita gente põe em dúvida certos números divulgados.

 João Lyra é candidato

O deputado federal João Lyra disse que sua candidatura à reeleição é irreversível e demonstrou está pronto para entrar pra valer na campanha. Lyra revelou que não mistura política com seus negócios pessoais e que vai entrar com toda força na campanha que já começou há meses para outros candidatos. Da coligação de Renan Filho, JL vai começar a visitar bases e fechar alianças.


Dificuldades

As coligações têm enfrentado grandes dificuldades para cumprir os compromissos de campanha. Ninguém joga folgado, revelou um experiente político que participa ativamente do desenrolar da campanha.


Briga de bastidores

Para o público os candidatos se derretem em elogios, mas por baixo dos panos a situação é bem oposta. As brigas são cons-antes em todas as coligações, principalmente pela cobrança de compromissos.


No calo

A vereadora Heloísa Helena apareceu na televisão com o mesmo tom de campanhas anteriores. Faz alusão aos poderosos, mas diz que o povo compreende quem é melhor para Alagoas. Ela deve melhorar sua posição nas pesquisas, principalmente porque só agora começa a aparecer no Guia Eleitoral.


Subindo

O candidato Omar Coelho, da coligação de Biu de Lira, ficou entusiasmado com a subida que deu nas pesquisas e aumenta sua caminhada pelos municípios do interior. Omar quer beliscar votos tanto de Heloísa Helena como de Fernando Collor.


Comércio de votos

A coisa está mesmo escancarada. Negociam-se votos no centro de Maceió, nos bairros e naturalmente no interior do Estado. Os recursos estão abastecendo a economia local, mas parece que a grana vem de longe. Os candidatos não querem saber de movimentações financeiras bancárias além da conta.


Meia volta

Já teve cheque na praça que bateu e voltou.  Dezenas de carros de som foram devolvidas e uma banda de colaboradores, pagos, naturalmente, foi demitida. É a crise batendo na porta de todos.

Insatisfeito

Um forte candidato a deputado federal não está gostando nem um pouco do rumo dos acontecimentos. Recebeu o primeiro compromisso, mas o segundo parece que é para perder de vista. E as cobranças chegando.

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