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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 784 / 2014

20/08/2014 - 02:25:00

Cícero Almeida pode ajudar filho de desafeto a se eleger deputado federal

Com grandes chances de ser eleito, segundo bastidores da política, ex-prefeito de Maceió pode “puxar” Val Amélio, filho do presidente do TC, Cícero Amélio

Carlos Victor Costa [email protected]

Para ser eleito deputado federal ou estadual em 5 de outubro deste ano, além de obter votos para si, o candidato também depende dos votos que serão dados ao partido ou à coligação a que pertence.

Outro fato que o eleitor deve saber é que ao receber muitos votos, o candidato a deputado federal, por exemplo, pode levar à Câmara companheiros de legenda com votação inexpressiva. Pode ser o caso do ex-prefeito de Maceió, Cícero Almeida, que está concorrendo a uma vaga na Câmara Federal pelo PRTB, e segundo pesquisas internas dos bastidores da política deve ter uma votação expressiva, podendo assim “puxar” um ou dois deputados. Entre esses que podem ser favorecidos está o filho do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Cícero Amélio, o Val Amélio. 

Em meados de 2009 e 2010, Almeida foi fiscalizado pelo TC, o que gerou uma desavença com o presidente do Tribunal. Na época o ex-prefeito alegou que a fiscalização era pessoal, acusando Amélio de persegui-lo. Um ano depois o conselheiro do TC determinou que  Cícero Almeida pagasse dez multas no valor total de R$ 42.146,00. Motivo: o prefeito deixou de apresentar vários documentos obrigatórios ao TC. Hoje Cícero pode ajudar a levar o filho de seu “desafeto” à Câmara Federal. 

MÁFIA DO LIXO

 O que mais chama atenção em tudo isso é a popularidade de Cícero Almeida na capital alagoana, mesmo com o ex-prefeito carregando acusações de corrupção e desvio de dinheiro enquanto administrou o município por dois mandatos; o povo o idolatra nas ruas. 

Em 2010 o Ministério Público Estadual de Alagoas entrou com ação civil pública, por ato de improbidade administrativa contra Cícero Almeida, ele é acusado de desviar R$ 200 milhões de contratos nos últimos cinco anos. Respondem também os ex-superintendentes de Limpeza Urbana (Slum) João Vilela e Ernande Baracho, e de mais cinco empresas de lixo.

 O MP afirmou que, após começar a prestar serviços em Maceió, a empresa Viva Ambiental virou “uma gigante do trabalho de limpeza”. “Antes ela era uma empresa pequena e atuava em apenas três pequenos municípios [Caucaia (CE), Parnaíba (PI) e Madre de Deus (BA)].”À época das denúncias, o prefeito Cícero Almeida e as duas empresas negaram a existência de um esquema e alegaram que os contratos emergenciais foram fechados, sem qualquer irregularidade, para que a cidade não ficasse sem coleta de lixo, após o abandono da empresa que fazia a coleta de lixo na gestão anterior.

Em 2007, Almeida foi indiciado pela Polícia Federal, por integrar uma organização criminosa que desviou R$ 300 milhões da folha de pagamento da Assembleia Legislativa.

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