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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 784 / 2014

20/08/2014 - 02:06:00

Crônica da adversidade

Maurício Moreira

Sou ligado ao senador Renan Calheiros por laços de afinidade que o tempo consolidou. Construímos uma longa amizade desde a juventude em que demos os primeiros passos nas lides políticas de nossa geração. Tudo começou em 1978 quando Renan, então líder estudantil, com 22 anos de idade, se candidatou ao primeiro cargo público de deputado estadual.

Mas foi justamente no começo dos anos 80 que estreitei profundamente os laços de amizade e com ele cerrei fileiras nos momentos mais difíceis que enfrentou pessoalmente e contra as tradicionais oligarquias violentas de Murici e cercanias. Na época, eu era vizinho do então juiz de Direito de Murici, o Dr. José Olavo Lopes. E Renan me procurava constantemente para acompanhá-lo até a residência do magistrado, para que ele relatasse a situação de terror e perseguição política. E também na mesma época passou por opressão e aperto financeiro e na ocasião o levei para abrir uma conta no extinto banco Sul Brasileiro, tendo como então Gerente, o nosso amigo Venâncio.

Fui dezenas e dezenas de vezes seu fiel avalista em promissórias e empréstimos. Pouco tempo depois ele comprou, por indicação minha, seu primeiro imóvel, uma casa vizinha da minha, quando na época morava na Ponta Verde na Rua Prefeito Abdon Arroxelas. E mais uma vez fui seu avalista.

No período em que fui vizinho do casal, lembro-me, também, de Verônica, esposa de Renan, de quem testemunhei a vivência exemplar, como esposa dedicada e mãe extremosa. No dia do nascimento do primeiro filho de Renan, o Renanzinho, fomos comemorar em frente à lagoa, no Bar do Alípio, comemoração que varou a madrugada.

Presenciei o Renanzinho engatear pela primeira vez e tomar banho de piscina na minha casa. Sou testemunha da luta titânica de Renan Calheiros e sempre fui solidário.Por circunstâncias da vida, também estabeleci com ele laços familiares. Por capricho do destino fui seu cunhado e tenho uma filha que é sobrinha dele. E na ocasião da minha separação, passei por extremas dificuldades. Renan bem sabe dos problemas que passei e venho passando.

Como sempre nessas ocasiões de adversidades aproximaram-se de mim pessoas oportunistas, frias e calculistas que usavam o nome de Renan, para distorcer a realidade e tirar proveito. Como também inimigos meus que se aproveitaram da situação para cruelmente e covardemente me atacar.

Durante a fase em que fui cunhado de Renan Calheiros, ele ocupou os cargos mais importantes da República, dentre eles Senador e Líder do PMDB, Ministro da Justiça e por duas vezes Presidente do Senado. Nesses períodos ocorreram varias operações capitaneadas pelo Ministério Público Federal, Justiça Federal e Polícia Federal. Operações que foram as maiores que o Estado de Alagoas presenciou e com certeza o Brasil.

E a minha conduta sempre foi de retidão exemplar, enquanto muitos usavam o nome de Renan, sem ele saber, para tirar proveito. Eu sempre mantive a honradez e retidão.

E nunca provoquei nenhuma espécie de embaraço ou situação que colocasse Renan em situação difícil, muito pelo contrário. Quando a Operação Gabiru estourou, o Renan enviou uma pessoa ligada a ele na época, em minha casa, para agradecer, porque sempre tratei no seu nome com zelo, respeito e lealdade. E no passado o ajudei muito.  Hoje em nome deste passado, eu peço publicamente a Renan Calheiros, que não permita que pessoas de má-fé e já conhecidas por práticas de maldades, tirem proveitos da situação para me fazer o mal.

Termino citando o grande pensador espanhol, gênio das letras, escritor e poeta, Miguel de Cervantes, quando afirmou, com muita propriedade: “É de gente bem nascida agradecer os benefícios recebidos e um dos pecados que mais ofendem a Deus é a ingratidão”. 

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