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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 784 / 2014

20/08/2014 - 02:00:00

Promessas e nada mais...

JORGE MORAIS Jornalista

O artigo de hoje não é dirigido, especialmente, a ninguém. Mas, ao mesmo tempo ele atinge aos candidatos em geral, alguns com mais culpa, outros menos, e uma boa parte não se enquadra em nenhuma das situações, porque não sabe nem o que está fazendo nesse processo todo.

Tem uma música do Márcio Greyck, chamada Aparências, que um trecho de sua letra diz assim: “aparências e nada mais, sustentar as nossas vidas”, mas, nesse caso, poderia ser promessas e nada mais, que daria no mesmo.E é exatamente de promessas que vamos viver nos próximos dias. Quando o eleitor tem a oportunidade de se reunir, conversar com o candidato, ele ouve muita coisa em relação ao futuro do seu estado ou da sua nação.

Ao mesmo tempo, promessas e mais promessas vão ser expostas ao eleitor, a partir do dia 19, no Guia Eleitoral pelo rádio e televisão, será o grande aliado dos candidatos majoritários e proporcionais.Não vamos radicalizar. Claro que algumas das promessas feitas por candidatos até hoje, em todos os tempos, foram cumpridas, mas certeza absoluta que a maior parte delas não saiu do papel.

Se assim o fosse, não teríamos um caos na saúde pública nacional, exemplo visto na matéria do Fantástico, domingo, 10, em relação às Santas Casas de todo o País, onde apenas a de Maceió foi destacada como bem administrada, numa avaliação dada como positiva.

No restante do País, são instituições filantrópicas sucateadas, principalmente nas grandes cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, com um prejuízo anual em suas contas de 10 milhões de reais, e culpam os recursos mínimos que são repassados pelo SUS, em 50% do que é gasto com os pacientes. A Santa Casa de Misericórdia de Manaus, inclusive, fechou as suas portas e muitas outras estão no mesmo caminho.O cumprimento dessas propostas, não exigiria do povo nenhum sacrifício diário.

Sacrifício de acordar cedo ou dormir nas portas dos postos de saúde e hospitais, para conseguir uma ficha de atendimento médico ou tentar despachar uma receita dos medicamentos. Não passaria pelo sacrifício de passar dias em filas gigantescas para conseguir uma vaga para seus filhos em escolas públicas.

Não passaria pelo sofrimento com a perda de amigos e familiares, vítimas da violência nossa de cada dia.Poderia, aqui, relacionar muito mais, como as indústrias geradoras dos milhares de empregos prometidos em palanques; o fim da miséria; o combate a corrupção, com administrações transparentes; cadeia para bandidos ricos e pobres; enfim, o que os eleitores pedem, exigem até, mas que não são sempre cumpridas pelos candidatos em seus governos.Não chegaria a ser leviano em afirmar que não tivemos avanços.

Claro que sim. No entanto, as coisas relacionadas acima ainda superam em muito os benefícios que poderiam ser levados ao povo. O retorno até agora é pequeno diante de tanta gente que precisa desse atendimento. Reconhecemos, também, o gigantismo do Brasil e seus problemas localizados, não sendo de fácil solução, mas já faz muito tempo que é assim.

Finalizando este artigo e, retornando a letra de Márcio Greyck, ele complementa: “Que apesar de mal vividas têm ainda/Uma esperança de poder viver/Quem sabe rebuscando essas mentiras/E vendo onde a verdade se escondeu/Se encontre ainda alguma chance de juntar/Você, o amor e eu”.

Final de letra que poderia muito bem se encaixar nesse momento de campanha: “promessas feitas e cumpridas para com uma esperança de poder viver, sem mentiras e com uma chance de dias melhores para você e eu”.Apesar de tudo, como no artigo anterior, continuo afirmando: vou continuar votando e acreditando.

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