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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 783 / 2014

13/08/2014 - 15:43:00

Vilela enterra PSDB para ajudar Renan Filho e Benedito de Lira

Governador lança animador da campanha à chefia do Executivo para facilitar ‘aliança branca’

Odilon Rios Repórter

Reunido com os prefeitos, vereadores e deputados do PSDB, o governador aclamou: todos poderiam votar em quem quisessem nas eleições de outubro. Mesmo que o partido lançasse um candidato na disputa à chefia do Executivo. Foi isso o que aconteceu: o vereador, jornalista e ex-animador da campanha de Vilela, Júlio César, assumiu o fardo de entrar na disputa, como última das últimas alternativas do Palácio República dos Palmares em salvar a herança do tucanato local.

Sem chances diante das poderosas campanhas do senador Benedito de Lira (PP) e do deputado federal Renan Filho (PMDB), o PSDB se divide: o presidente da Associação dos Municípios (AMA), Jorge Dantas, confirmou que vota na vereadora Heloísa Helena (PSOL) ao Senado. “Não farei campanha para ela.

Apenas declaro meu voto. Ela já sabe de minha opção”, disse.O prefeito de Palmeira dos Índios, James Ribeiro, fica com o senador Fernando Collor (PTB).Em Maceió, Rui Palmeira declara apoio ao senador Benedito de Lira (PP). Ao Senado, deve ficar com Collor (pelos laços com o pai dele, Guilherme).O ex-vice de Eduardo Tavares, o deputado estadual Gilvan Barros, mantem o filho na disputa à Assembleia Legislativa. E será cabo eleitoral de Renan Filho.

Com um xadrez político extraordinariamente complicado, Alagoas vive uma situação estranha. Desde a redemocratização, em 1985, todos os governadores alagoanos fizeram o sucessor ou apontaram um nome viável para a disputa eleitoral. Desde 1986, quando, para enfrentar Fernando Collor, naquela época no PMDB, Divaldo Suruagy, do então PDS, lançou Guilherme Palmeira; até recentemente, em 2006, o então governador Ronaldo Lessa, do PSB, escolheu o senador Teotonio Vilela Filho (PSDB) para sucedê-lo, derrotando o usineiro João Lyra, então no PTB. Em todas as eleições existia uma candidatura governista. 

Porém, esta é a primeira disputa na qual o Palácio República dos Palmares fica de fora, trabalhando como uma linha auxiliar de uma frente eleitoral que tem o apoio da máquina estadual sem, no entanto, assumir que é a candidatura do governador.ArrumaçãoUma das explicações para esta situação está no próprio governo Téo Vilela, uma arrumação de muitos secretários, mas sem unidade partidária, programa de governo ou comando político. Cada secretário se considerava no cargo em função do apoio político de determinado parlamentar ou de um grupo econômico, como no caso da Secretaria da Fazenda.

E o governo se transformou num condomínio. Na hora em quem foi preciso ter a mínima coerência para apresentar uma proposta de sucessão, cada um saiu para o próprio lado. Biu de Lira era o governador de fato de três secretarias, o deputado federal Givaldo Carimbão (PROS) de duas, o vice-governador José Thomáz Nonô (DEM) e o deputado federal Maurício Quintella (PR)tomavam conta de outras duas, cada um, e a família Toledo de mais duas. 

Cada secretário prestava contas ao chefe político. Em muitos casos, nem o governador sabia, nem mesmo o secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado, acompanhava o que se passava dentro de cada uma delas.Como não havia comando no Governo, os nomes lançados foram sendo desmontados um a um pela própria rivalidade interna.

O primeiro foi Thomaz Nonô, sucessor natural por ser vice-governador por oito anos. Sem apoio e sabotado pelos demais grupos, Nonô terminou protagonizando um fato nacional quando o DEM deixou a coligação com o PSDB local para apoiar o PP.

Terá uma aposentadoria vista como honrosa: levar adiante a campanha do senador Aécio Neves no Nordeste.Dois secretários, Marcos Fireman e Luiz Otávio, também se lançaram e, da mesma forma, foram descartados por Téo Vilela. Hoje, Fireman joga um papel importante na candidatura de Biu (substituindo Napoleão Casado, indicado por Maurício Quintella) e Luiz Otávio está no banco de reservas, olhando os lances da partida. 

Até o deputado federal Alexandre Toledo, que foi para o PSB como uma iniciativa do Palácio para ser o candidato a governador e ajudar  o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), ficou ziguezagueando como postulante a governador, senador, para terminar vice de Biu de Lira. Mal avaliado nas funções mais importantes – saúde, educação e segurança – o Governo também foi reprovado no âmbito político, quando não conseguiu fazer uma chapa minimamente competitiva.

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