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Edição nº 783 / 2014

13/08/2014 - 10:31:00

As coisas do Brasil

JORGE MORAIS Jornalista

Fico bastante animado quando ouço e acompanho as coisas que acontecem no cotidiano do Brasil, verdadeiramente no seu dia-a-dia. Claro que essa quase curiosidade manifestada envolve todas as áreas e segmentos da sociedade, como política, saúde, educação, segurança, esporte, e por ai vai. Nesse período, então, o que mais você ouve falar é que teremos todos os problemas resolvidos, e que o país será outro, a partir de 2015.           

Nesse contexto, também nos estados não será diferente, onde as idéias e os programas dos candidatos não fogem a essa regra geral. Se você tiver a oportunidade de resgatar em documento ou da sua memória as promessas feitas há quatro, oito ou mais anos, vai comprovar que tudo o que foi dito nessa época, pelo menos a metade, estar por fazer. Sempre foi assim e sempre será.Rebuscando a campanha para a Presidência da República, em 2010, conseguimos encontrar algumas promessas feitas pela candidata Dilma Rousseff, e vamos trazer como exemplo neste artigo, já que ela é candidata novamente.“Não podemos ficar só com o BNDES.

Vamos ter que mobilizar todos os recursos financeiros que nós dispomos. Não se faz política de infraestrutura baseado no Orçamento da União, dos Estados e Municípios. Tem que completar com financiamentos de longo prazo”. Isso foi dito por Dilma em encontro com empresários e investidores, em 10.05.2010, quando prometeu aumentar a captação de recursos para projetos de infraestrutura. Pergunto: Foi isso o que você viu nesse tempo, ou o País sofreu uma queda economicamente em seu crescimento, caindo dos 14% do governo Lula para 5% do Governo Dilma? ‘’É preciso dar suporte as pequenas, médias e micro empresas.

Eu quero criar um ministério específico para elas. O fortalecimento dessas empresas dará mais robustez, não só ao tecido econômico, mas também ao tecido social brasileiro’’. Isso foi dito na sabatina da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Disse ainda que: “Do ponto de vista do projeto que represento, achamos que acabamos com a miséria na próxima década”.

Outra promessa da candidata Dilma Rousseff: ‘’Nos remédios é um absurdo a tributação. É uma questão até de justiça social, de sobrevivência da população, reduzir a tributação sobre o remédio e assegurar que haja uma redução no preço. Muitas vezes você tira o imposto e não diminui o preço. Então, temos que fazer as duas coisas: tirar o imposto e garantir que se reduza o preço do remédio’’. Isso foi dito em uma entrevista à Rádio Tupi, 26.05.2010.

E ai, os remédios tiveram seus preços reduzidos, como prometeu a candidata? Vocês devem estar lembrados também que, quando a FIFA escolheu o Brasil para sediar a Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff, já não mais em campanha, prometeu que seria construído um sistema de transporte ferroviário – uma espécie de VLT ou TGV, como existe na Europa – ligando as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Como todo mundo sabe a copa já acabou e o trem rápido não saiu da promessa.Mas, só foi à candidata Dilma Rousseff quem prometeu e não cumpriu o prometido? Claro que não. Como ela, muitos outros fizeram o mesmo espalhados pelo Brasil. Com certeza, se fizermos um levantamento no Estado de Alagoas não será muito diferente dos demais. Promessas e mais promessas foram feitas nesses anos todos e a população carente continua sofrendo com os desmandos administrativos, improbidades, sem escolas, sem médicos, sem postos de saúde e sem remédios.

Então, o que nos resta? Continuar votando, acreditando e apostando que, um dia, isso tudo vai mudar. É como diz o Martinho da Vila: “A vida vai melhorar, a vida vai melhorar”.

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