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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 783 / 2014

13/08/2014 - 09:29:00

SURURU

Final melancólico

DA REDAÇÃO

Duas semanas após passar por uma cirurgia para retirada de um tumor maligno no intestino, o ex-governador Divaldo Suruagy recebeu uma sentença do TRE que o coloca na lista dos políticos fichas-sujas, com a suspensão de seus direitos políticos. Para quem foi tudo em Alagoas: prefeito da capital, secretário de Estado, deputado, senador e governador por três mandatos, a nova decisão judicial vem colocar um final melancólico na carreira política do ex-governador.  Como todo político clientelista, Suruagy foi omisso e até conivente com a violência e a corrupção praticadas pelos “amigos do poder”. Governou o Estado com os cofres cheios por dois mandatos sem ter realizado grandes obras. Sem visão de futuro, perdeu-se no seu tempo. 

No terceiro mandato, com os cofres vazios e as despesas sem controle, caiu na armadilha de arranjar dinheiro fácil com uma fraudulenta emissão e venda de títulos públicos orientado pelo “amigo” e braço direito José Pereira, então secretário da Fazenda.  Sem dinheiro para pagar o funcionalismo, foi forçado a renunciar ao cargo e deixar o palácio pela porta dos fundos.

Mais do que uma sentença penal e a perda dos seus direitos políticos, a fraude das “letras podres” quintuplicou a dívida pública de Alagoas, chegando à cifra impagável de R$ 8,5 bilhões, que engessou a economia estadual até os dias de hoje. Abandonado pelos “amigos do poder” passou a viver no ostracismo político. Mas, justiça seja feita. O ex-governador nunca foi flagrado com a mão nos cofres públicos, e pela vida simples que leva junto com sua família, é lícito afirmar que Suruagy é um homem honesto, um exemplo a ser seguido.  

No país das Alagoas

Antônio Albuquerque, João Beltrão, Cícero Ferro e outros taturanas disputarão as eleições deste ano na condição de candidatos fichas limpas. Já o ex-governador Divaldo Suruagy foi considerado ficha-suja pelo TRE e proibido de se candidatar a cargo eletivo. E viva Alagoas!

Canal de problemas

As obras do Canal do Sertão estão prestes a ser paralisadas por falta de dinheiro e prestação de contas ao governo federal. Com isso, cerca de 3.800 trabalhadores  perderão seus empregos.

Cadê o prefeito?

De tanto se preocupar com os outros municípios, o presidente da Ama, Jorge Dantas esqueceu a cidade que ele próprio administra.  Pão de Açúcar está entregue à própria sorte enquanto o prefeito vive embrenhado no Sertão caçando votos para seu candidato Biu de Lira. 


Deu na Folha SP

Uma das noras de Lula (R$ 13, 5 mil por mês), a mulher do mensaleiro João Paulo Cunha (R$ 22 mil por mês) e três outros petistas de carteirinha (mais de R$ 30 mil cada um) foram contratados pelo Sesi depois de 2003, já no governo Lula, não necessariamente para trabalhar.   
Preocupação 

A crise no setor sucroalcooleiro não deixa ninguém de fora. Se não bastasse uma campanha dura pela frente, o candidato a vice-governador na chapa do Biu, o deputado Alexandre Toledo precisa reverter a situação de sua joia e fonte de votos em Penedo. A usina Paisa está em crise, com atrasos de salários e servidores eleitores insatisfeitos. Na semana passada, os funcionários paralisaram os trabalhos durante o turno da manhã, para reivindicar seus direitos. Em plena campanha, Toledo ganhou um grande problemão que pode lhe tirar os poucos votos que ainda restam na ‘Cidade dos Sobrados’.


Pesquisa imóvel
A Prefeitura de Maceió insiste em alegar que depende dos resultados de uma pesquisa de mobilidade urbana, feita pelo governo do Estado, para só então elaborar o edital de licitação do transporte urbano da capital. O problema é que encontrar um só maceionse que tenha sido ouvido na tal pesquisa está mais difícil do que encontrar “agulha num palheiro”. 

Omar abandonado 1
Circula nos bastidores da política que o deputado Arthur Lira (PP), filho de Biu  de Lira, candidato a governador, estaria pedindo votos para o senador Fernando Collor de Mello. A questão que fica é que Omar Coelho (DEM) senador da chapa de Biu está praticamente abandonado. 


Omar abandonado 2
Outro informação da Rádio Corredor diz que Eudócia Caldas, candidata até então a 1ª suplente de Omar Coelho (DEM) na chapa de Biu de Lira (PP) desistiu da candidatura e com isso seu filho JHC (SDD), que está concorrendo a uma vaga na bancada federal teria declarado apoio a Heloisa Helena do PSOL. Tudo isso seria para atrapalhar a reeleição de Collor? Fica a pergunta. 


Pregação
Em Penedo, no jogo político tudo é possível. Na histórica cidade é assim: cada um em seu púlpito, ou melhor, microfone. Na Rádio Farol Melodia, emissora comunitária comandada por João Henrique Caldas (JHC), vários programas evangélicos foram tirados do ar. O motivo seria devido seus âncoras (pastores), se afinarem com a pregação política de Jota Cavalcante.


Mosca ou mosquito?
Tal qual seus antecessores, o prefeito Rui Palmeira parece também ter sido mordido pela “mosca azul” que emperra há mais de uma década a licitação do transporte urbano de Maceió, uma obrigação moral e uma dívida social para com a população. Mas afinal, a culpa é da mosca ou do mosquito, este último mais famoso por sugar o sangue dos pobres viventes?


Biu na moita
Informações chegadas à coluna dão conta de que o senador Biu de Lira - que andou sumido no último fim de semana - estaria escondido em seu apartamento  por não cumprir compromissos financeiros com aliados e cabos eleitorais. Esses compromissos teriam sido assumido antes mesmo da consolidação da chapa de Biu ao governo. Biu - segundo assessores - acreditava que  sua candidatura ganharia o apoio do governador Téo Vilela e por tabela, ajuda financeira para a campanha. 

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