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Edição nº 782 / 2014

05/08/2014 - 21:28:00

Nove deputados estaduais tiveram seu patrimônio aumentado em quatro anos

Um fato que também chama a atenção é a diminuição da riqueza de oito parlamentares considerados caciques da política alagoana

Carlos Victor Costa [email protected]

Nove dos 20 deputados que vão tentar se reeleger para continuarem ocupando as 27 cadeiras da Assembleia Legislativa de Alagoas aumentaram o patrimônio durante os quatro anos de mandatos, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O salário bruto dos parlamentares chega a R$ 20 mil. O maior aumento percentual de patrimônio foi do deputado João Henrique Caldas, o JHC (SDD): de R$ 1.519.000,00 para R$ 3.129.526, um crescimento de 106%.

Em seguida vem Ricardo Nezinho, do PMDB, que passou de R$ 314.104,00 para R$ 1.434.346 e Marcelo Victor, do PROS que aumentou seu patrimônio de R$ 23.797,54 para R$ 1.047.000,00 nos últimos quatro anos. Edval Gaia Filho (PSDB) e Jota Cavalcante (PDT)  não divulgaram seus bens em 2010, mas em 2006 declararam. O tucano declarou que tinha R$ 285.500,00 e aumentou o patrimônio em oito anos de mandato para R$ 605.500, 00. Já o pedetista em 2006 revelou bens no valor de R$ 70 mil, aumentando em oito anos para R$ 358.948,18. 

Os deputados Judson Cabral, Marquinhos Madeira e Ronaldo Medeiros, todos do PT, tiveram suas variações de renda destacadamente aumentada. Judson subiu seu patrimônio de R$ 379.803,00 em 2010 para R$ 633.571,90 neste ano. Medeiros, de R$ 243 mil em 2010 para R$ 340 mil no ano corrente.

E Madeira, que em 2010 tinha um patrimônio avaliado em R$ 265 mil o aumentou para R$ 373 mil neste ano. O também parlamentar Dudu Holanda (PSD) viu seus bens crescerem de R$ 574.069,20 em 2010 para R$ 748.261,36 em 2014.  Thaise Guedes (PSC) não divulgou seus bens em 2010, o que impede a comparação com os declarados neste ano, no valor de R$ 80 mil.

Marcos Barbosa (PPS) não revelou seu patrimônio atual, o que também inviabilizou a checagem. Já Severino Pessoa (PPS) não divulgou os valores nem de 2010, e nem deste ano.

 Um fato que chama a atenção é o de que oito parlamentares declararam à Justiça Eleitoral terem ficado mais pobres durante o mandato. Quem mais “perdeu” foi Olavo Calheiros, do PMDB, que informou ter reduzido seu patrimônio durante o mandato. Em 2010, disse ter R$ 4.143.165,51 enquanto em 2014 declarou R$ 992.083,53.

Em seguida vêm os deputados Sérgio Toledo (PDT) que em 2010 declarou ter R$ 2.666.105,47 e diminuiu para R$ 750.973,15 neste ano. Luiz Dantas (PMDB) viu seu patrimônio reduzir de R$ 653.855,12 para R$ 267.286,22.

Os deputados Inacio Loiola (PSB), João Beltrão (PRTB) e Antonio Albuquerque (PRTB) também tiveram seus patrimônios reduzidos, mas não destacadamente. Jeferson Morais, do DEM  não declarou os bens em 2010, mas levando em conta sua candidatura a prefeito de Maceió em 2012, ele também teve seu patrimônio reduzido numa variação mediana em comparação com a de seus colegas. Há dois anos, Morais declarou R$ 416.451,32 e neste ano R$ 303.845,70.Isnaldo Bulhões Junior, do PDT, foi o deputado que declarou o menor patrimônio: R$ 45 mil. Em 2010, ele tinha R$ 406.911,16.


SUBSTITUIÇÕES

Não é de hoje que políticos que não podem ou não querem mais sair candidatos usam artifícios para se perpetuar no poder. Na luta para manter a máquina nas mãos, parentes, ex-parentes, amigos, auxiliares ou correligionários de confiança são apenas algumas das possibilidades de serem ossucessores.

 Nas eleições deste ano para deputado estadual, há quatro parlamentares que não disputarão a reeleição e apostarão as fichas em seus parentes. É o caso de Joãozinho Pereira (PSDB) que colocou a irmã Jô Pereira(DEM) na disputa. Segundo os bastidores da política, o deputado tem a pretensão de ser prefeito de São Miguel dos Campos em 2016. 

Já o tucano Fernando Toledo (PSDB) tentará deixar em sua vaga o filho Bruno Toledo (PSDB). Sua pretensão é conseguir uma cadeira cativa no Tribunal de Contas do Estado. Na mesma situação está o deputado Gilvan Barros (PSDB) que colocou na disputa o filho Gilvan Barros Filho (PSDB).

Ele estava na disputa majoritária como vice na chapa tucana, mas com a desistência de Eduardo Tavares, ainda não se sabe se será ele o candidato a governador.O que de fato está circulando nos bastidores é sua vontade de também ser um dos conselheiros do TCE. A deputada Flávia Cavalcante (PMDB) não vai tentar a reeleição e em seu lugar colocou o pai na disputa, Cícero Cavalcante (PMDB), ex-prefeito de São Luiz do Quitunde. 

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