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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 782 / 2014

05/08/2014 - 20:29:00

A Assembleia dos meus sonhos

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa.

Quando me aposentei, fiquei alegre e pensei: trabalhei 43 anos de minha vida, agora, vou curtir o tempo que me resta. Triste ilusão! Os problemas foram acontecendo, necessitando soluções urgentes e precisei voltar à vida ativa. Deus não queria que me acomodasse.     

Depois de tantas lutas, vivo sonhando numa Assembleia certinha que nos deixe  descansar em paz.     

A primeira coisa seria o pagamento mensal num dia certo, um calendário anual que permitisse aos servidores da ALE organizar suas vidas financeiras. Nada de incertezas, cortes aleatórios, processos misteriosos. Bastaria que a Mesa Diretora fechasse a folha no dia 20. As vaidades dos deputados desaparecessem e o Departmento de Pessoal funcionasse normalmente sem precisar mexer e remexer na folha mensal da Casa.     

Depois viriam os enquadramentos normais, sem omitir o tempo de serviço e a escolaridade dos companheiros. Nada mais constrangedor do que um colega trabalhar vinte anos e ser enquadrado como se tivesse entrado na ALE ontem. Outro fato deprimente: a criatura estuda, forma-se e é enquadrada no nível médio.   

 Aí o antigo procurador afirmou à imprensa que tudo estaria errado no Legislativo desde 1986. Pergunto eu: quem não organizou o quadro funcional, não ofereceu cursos que proporcionassem acesso a cargos de nível superior e encheu a Casa de milhares de servidores? Fomos nós ou as Mesas Diretoras que passaram pela ALE nos últimos vinte anos?     

Há muito tempo a Assembleia Legislativa de Alagoas virou cabide de empregos e o inchaço contribuiu para o achatamento salarial e para evitar que os funcionários crescessem profissionalmente. Chegamos a 5.000 funcionários. Com o PDV e outras medidas drásticas o quadro foi diminuindo.     

Solução: incentivar aposentadorias, enquadrar corretamente os que ficarem e criar cursos para proporcionar  o crescimento da categoria.     As medidas loucas que a atual Mesa Diretora vem adotando nada resolvem.     

Deslocar servidores que trabalham para o Estado é medida errada. Os cargos na ALE são diferentes do Estado e os salários são pagos pelo Legislativo. Na minha opinião é uma anuência branca, com ônus para a Assembleia!!!     

Querer jogar os aposentados no AL Previdência e não repassar os valores corretos para o pagamento é outra medida escandalosa, irritante e errada. Já existem no AL Previdência várias pensionistas passando fome porque o Legislativo não repassa a quantia certa.   

 Solução: elaborar um convênio legal e repassar  os aposentados para o AL Previdência do Estado, com os valores necessários ao pagamentos mensais.     

Outro fato grave: aCasa de Tavares Bastos precisa de um ¨banho de loja¨. Hoje quase não existe material necessário ao trabalho e à higiene dos servidores. Conversei com pessoas que levam café, açúcar, papel higiênico, copo descartável, etc... para o trabalho, porque a Mesa Diretora não tem um programa de compra de material. Com o alto duodécimo recebido, nada justifica tal atitude.     

Aí vem outro fato gravíssimo: para que os deputados contratam 900 comissionados? São 27 parlamentares; cada gabinete recebe mais de 30 todo dia, além dos funcionários da Casa, é claro. Onde vão ficar tantos comissionados?     Solução: se cada Deputado tivesse direito a 10 comissionados, o total nem chegaria a 300.     

Então, se nós recebessemos o pagamento em dia certo  e agendado; se houvesse incentivo à aposentadoria; se houvesse cursos de treinamentos dos colegas, proporcionando-lhes livre acesso a melhores cargos; se houvesse material de trabalho e material de higiene; se os aposentados fossem colocados na Previdência estadual de acordo com as leis vigentes; se, ao invés de 900 comissionados, a Mesa Diretora nomeasse 300, já teríamos um bom ambiente de trabalho.   

 Aliado a tudo isso, se os dirigentes agissem corretamente; se o dinheiro público fosse administrado com parcimônia e dentro do que manda o figurino, ah...meus amigos, teríamos a Assembleia Legislativa de nossos sonhos.

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