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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 782 / 2014

05/08/2014 - 20:27:00

Eleição fria

JORGE MORAIS Jornalista

Restando dois meses de campanha, a eleição em Alagoas, como de certo no resto do país, ainda é muito fria. Andando por algumas cidades, como Arapiraca, por exemplo, não vejo o eleitor empolgado, discutindo candidaturas ou preocupado com quem está na frente ou vai ganhar a eleição. Poucos candidatos se arriscam a colocar o bloco na rua, com seus carros de som potentes, suas bandeiras tremulando e na distribuição dos “famosos santinhos”.Pergunto: O que está faltando para que tudo isso ocorra? Antes da resposta que busco, quero dizer que nada disso me faz falta, até porque em alguns casos esses movimentos ou campanhas irritam, sujam a cidade e trazem até alguns problemas. No entanto, algumas pessoas dizem que sem essas coisas, a eleição passa a ser uma coisa fria, não empolga.Acho que algumas indefinições no processo eleitoral, ainda estão atrapalhando esse movimento todo que se espera.

A polarização da campanha entre duas candidaturas – Benedito de Lira (PP) e Renan Filho (PMDB) – contribui com esse esfriamento, onde os principais candidatos ainda fazem seus acertos finais, por meio de suas alianças, principalmente no interior do estado, onde nem sempre está se observando a fidelidade partidária.

Agora, para qualquer dúvida, só nos resta o Guia Eleitoral.Oficialmente, a ausência de uma definição da candidatura de um nome pelo Governo do Estado na eleição majoritária, com a renúncia de Eduardo Tavares, o alheamento do governador Teotônio Vilela na campanha, e a dúvida que deixa no ar a quem vai apoiar se Biu ou Renanzinho, boa parte dos aliados do Palácio do Governo, inclusive do próprio partido do governador – o PSDB – entre eles alguns prefeitos, resolveram fazer carreira isolada no processo e se dividem entre as duas candidaturas principais.

Há quem diga também que a falta de dinheiro para bancar uma candidatura, inclusive proporcionalmente a de Alagoas é uma das mais caras do Brasil, favorece esse clima de gelo. Candidatos proporcionais, que na sua maioria depende da ajuda dos partidos e dos majoritários, ficam no compasso de espera e não conseguem colocar a tropa de choque em ação.Se a eleição em Alagoas é uma das mais caras do Brasil, pelo menos no momento não é isso que se comprova.

A idéia que se tem, pelo menos no visual, é que a campanha é quase franciscana. Pergunta-se: Onde está sendo usado o dinheiro declarado a justiça eleitoral para gasto de campanha? Será que o anunciado vai ser arrecadado? Quais são os grupos interessados em investir numa campanha eleitoral? Quem vai querer tirar proveito disso depois do seu candidato eleito? O que foi prometido pelos candidatos aos investidores no processo?O que se sabe é que Benedito de Lira e Renan Filho não mediram esforços na contratação das suas equipes de marketing.

Biu, com um grupo mais caseiro, composto por excelentes profissionais, devidamente preparados para esse tipo de produção e execução de campanhas eleitorais, devem cumprir perfeitamente o seu papel. Do outro lado, Renan apostou em profissionais importados, alimentados pela estrutura do trabalho de comunicação do candidato, não menos profissional do que o de seu adversário. Nesse momento, a diferença vai ser no tempo que cada um terá pela frente.

O que sei mesmo de verdade até agora é que Benedito de Lira e Renan Filho estão apostando todas as suas fichas, ou dinheiro arrecadado, no marketing da campanha, na elaboração de seus programas para o Guia Eleitoral, onde pretendem com a imagem e o discurso convencer o eleitorado. Renan Filho, com 8 minutos de programa, e Benedito de Lira, com 4 minutos, entendem que estão com uma boa parte dos seus problemas resolvidos em relação ao voto. Agora, para os indecisos, só resta o Guia Eleitoral.

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