Acompanhe nas redes sociais:

17 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 782 / 2014

05/08/2014 - 20:04:00

Gabriel Mousinho

O destino dos tucanos

A renúncia de Eduardo Tavares de sua candidatura ao governo do Estado, não esteve tão somente atrelada à falta de estrutura e de condições plenas para disputar o embate com a participação de Renan Filho e de Biu de Lira. Teve mais alguma coisa no ar do que os aviões de carreira.Em primeiro lugar foi questionada a inelegibilidade de Tavares sobre prazo legal em tempo hábil do registro da candidatura. Em segundo já estava aparecendo outras ações que poderiam deixar Eduardo Tavares em situação política delicada. E ele optou por cair fora da disputa, mesmo porque é um neófito no ramo e evidentemente que não acompanharia o jogo dos profissionais.

Pesado, diga-se de passagem.Não sendo da área e sem o apoio necessário para tocar uma candidatura majoritária, além de ficar exposto aos holofotes, tanto para o bem como para o mal, o ex-candidato tucano tomou uma decisão amadurecida, séria e pertinente na sua situação política do momento. Preferiu assistir de camarote a contenda envolvendo o Biu e o Renan Filho, que devem decidir a parada ainda no primeiro turno.O legado do PSDB deve migrar em maior parte para Biu de Lira, que acelera os passos em encontros políticos, reuniões de lideranças e caminhadas em Maceió e no interior.

Salada verde

Ninguém vai ligar pra nada sobre infidelidade partidária nessa eleição, mesmo porque existem interesses os mais diversos. O Partido Verde, por exemplo, está apoiando Renan Filho e Fernando Collor na majoritária. Na proporcional o PV está dividido. Sandra Menezes, a presidente, apóia o atual deputado federal que disputará um mandato de estadual, Francisco Tenório, do PMN. Já Eduardo Canuto apóia Maurício Quintella, do PR para federal e Olavo Calheiros, do PMDB, para estadual. Já o vereador Sílvio Camelo já anunciou apoio a Leonardo Loureiro, do PPL, para estadual. Não dá para se reclamar de ninguém.


Adversária T

hereza Collor pode anunciar a qualquer momento sua candidatura ao Senado da República, pelo PSDB para enfrentar o ex-cunhado Fernando Collor de Mello. Detalhes foram tratados na quarta e na quinta-feira em São Paulo. Ela viajou com o governador Téo Vilela para manter um contato com Aécio Neves, candidato à presidente e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, objetivando viabilizar estrutura de campanha.


Adversária 2

Decidida, Thereza com certeza vai dividir o apoio da família entre ela própria e Fernando Collor. A estratégia do governador Téo Vilela é dá um troco a Collor, que tem batido insistentemente no governo tucano. Seria a vingança de Teotônio.

Ganho de Heloísa

Para observadores políticos, a entrada de Thereza Collor no processo eleitoral somente irá enfraquecer a candidatura de Collor e, no caso, beneficiaria Heloísa Helena, que aumenta a cada dia seu poder de fogo. A campanha, se for oficializada a candidatura de Thereza, com certeza terá lances nunca visto em Alagoas.


Castigando

As redes sociais continuam castigando os candidatos majoritários numa briga que parece não vão ter fim. As acusações, de todos os lados, têm movimentado as assessorias de todos os candidatos e os dossiês aos pouco começam a ser do conhecimento do eleitorado.

Desconhecimento

Por incrível que pareça a maioria das comunidades de Maceió não conhece os candidatos ao governo de Alagoas. Vai ser preciso ser feito um trabalho de fôlego se chegar até ao eleitorado. No interior pode ser até mais fácil, já que são pequenos municípios com o controle de grupos políticos.


Crise no PMDB

Por mais que tentem dissimular, as informações de que o PT estaria colaborando com algumas candidaturas ao governo do PMDB com cerca de 35 milhões, 8 deles para Renan Filho, abriu uma crise sem precedentes entre os filiados do partido no Brasil inteiro. Agora, todo mundo quer a sua parte.


Realidade

De uma conhecida raposa política sobre as assessorias na campanha majoritária: ´´no dia a dia tem mais cacique do que índio´´.
Apelo ambientalDo candidato ao Senado pela coligação do PP, Omar Coelho de Melo, nos discursos feitos no interior de Alagoas: ´´Ó terra, ó céu, ó mar´´.


Desconforto

O vice-governador José Thomaz Nono, coordenador da campanha de Aécio Neves no Nordeste, não está conseguindo entender à postura política de Teotônio Vilela. Ultimamente o governador chamou os prefeitos do PSDB para pedir apoio para Neves, missão que estaria confiada ao presidente do Democratas no Estado.


Sinal de alerta

O senador Renan Calheiros, velha raposa política e de uma habilidade sem tamanho, já olha com desconfiança alguns aliados em encontros na capital e no interior. A sua presença em atos políticos é uma coisa. Sem sua presença, é outra.


É o cara

O ex-vereador por Maceió, Marcus Vasconcelos, é um dos homens fortes da campanha de Renan Filho.  E isso tem trazido algunsdesconfortos. Pessoas muito ligadas a Renan reclamam que agora têm que se dirigir a Marcus, o cara da campanha.

Baixaria

O que a coluna tinha alertado há algumas semanas, o Tribunal Regional Eleitoral já entendeu que terá de agir com mão de ferro para impedir, ou pelo menos amenizar, as agressões que irão estourar no Guia Eleitoral. As redes sociais, principalmente o face-book, mostram como será o tom da campanha.


Decisão no dia 5

Com a renúncia de Eduardo Tavares a eleição para governador deve ser decidida logo no primeiro turno. E as assessorias dos candidatos correm agora contra o tempo, enquanto os candidatos aceleram na capital e no interior.


Disputa nas ruas

O ex-prefeito Cícero Almeida tem a missão importante do Chapão de atrair o eleitorado da capital para Renan Filho, mas, do outro lado, o prefeito Rui Palmeira vai começar a andar pela cidade pedindo votos para o senador Biu de Lira. No dia 5 de outubro Maceió vai conhecer politicamente quem tem mais bala na agulha.


Indiferença

Mesmo com a expulsão do PRTB da coligação comandada pelo Chapão, o ex-prefeito Cícero Almeida vai se manter fiel a Renan Filho. Já começou a campanha fazendo críticas fortes ao governador Téo Vilela, a quem tem dito que foi traído nas eleições de 2010. Já Antônio Albuquerque, do mesmo partido, marcha com Biu de Lira.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia