Acompanhe nas redes sociais:

22 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 781 / 2014

30/07/2014 - 07:55:00

Presidenciáveis inflam palanques locais

Odilon Rios Repórter

A campanha presidencial deverá influenciar um pouco os resultados locais, principalmente no campo majoritário. O candidato tucano apoiará abertamente e terá o apoio direto de Aécio Neves; uma situação que é melhor para o nome que substituir o procurador de Justiça Eduardo Tavares, que renunciou à candidatura.Renan Filho terá um palanque privilegiado que será o do ex-presidente Lula, o maior cabo eleitoral nordestino, e da presidente Dilma, que continua liderando todas as pesquisas nacionais. Problemática é a frente de Biu de Lira. O candidato escolhido, Eduardo Campos, não sobe nas pesquisas e sua vice Marina Silva faz questão de hostilizar essa candidatura, declarando voto a Heloísa Helena. 

Por precaução, Biu de Lira diz que vota em Dilma, de quem recebeu todo apoio, e que não permite “oposição à Lula na sua campanha” e que ele é unicamente “por Alagoas”.Nesta eleição, como nas anteriores, os vereadores e prefeitos atuais, assim como aquelas lideranças que sonham com a disputa municipal de 2016, têm um papel fundamental nos resultados das urnas.

São eles que mobilizam os eleitores em suas localidades e bairros, e que garantem, segundo especialistas, pelo menos um terço dos votos em Alagoas. A briga entre o deputado federal João Caldas, pai do candidato JHC, com Cícero Amélio, presidente do Tribunal de Contas do Estado e pai do candidato Val Amélio, ilustra a presença das lideranças locais nas eleições gerais. Caldas acusou, em discurso na Câmara federal, Cícero Amélio de fazer pressão e intimidar prefeitos para que votem em seu filho.

As eleições de Alagoas caminham rapidamente para ampliar a polarização entre Renan Filho e Biu de Lira, decorrente das alianças destes candidatos, com força eleitoral bem distante dos demais.No âmbito do Senado, o ex- presidente Collor parte como favorito por duas razões: ele tem um eleitorado cativo de um terço dos votos e vem ampliando com uma presença constante no interior, o que não fazia em outras campanhas. Sua única adversária real é Heloísa, único nome capaz de criar algum problema, mas que vai precisar de muitos apoios para enfrentar o favorito.

As entradas de Omar Coelho e Eduardo Magalhães na disputa facilitam a vida de Collor, porque dividem o eleitorado de Heloísa. No plano proporcional, o eleitorado alagoano não deverá apresentar surpresas, continuando a representação alagoana em Brasília com uma bancada na Câmara dos Deputados muito semelhante à atual e, na Assembleia Legislativa, as mesmas bancadas de deputados, que, com raras exceções, agem mais como vereadores de localidades como a imaginária Sucupira, aquela da novela Bem Amado de Dias Gomes. É o que temos em Alagoas.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia