Acompanhe nas redes sociais:

25 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 781 / 2014

30/07/2014 - 07:43:00

Vice-governador é acusado de atropelar mototaxista na Barra e negar assistência

Trabalhador sofreu fraturas na perna; associação da categoria cobra amparo de José Thomaz Nonô à vítima

João Mousinho [email protected]

Associação dos Mototaxistas Autônomos da Barra de São Miguel cobra auxílio a um membro da categoria, José Roberto dos Santos, vítima de acidente de trânsito envolvendo o vice-governador de Alagoas, José Thomaz Nonô (DEM). Segundo integrantes da categoria, Nonô deu uma ré em seu veículo de forma brusca e atingiu em cheio o motociclista e a moto que dirigia. 

Após o acidente, José Thomaz teria ido embora do local sem prestar qualquer tipo de assistência à vítima. “Todos viram que a culpa foi do vice-governador. Nós só queríamos que ele arcasse com as despesas hospitalares e médicas do rapaz acidentado”, expôs José Cícero, presidente da Associação dos Mototaxistas. 

O jornal EXTRA ouviu na tarde de terça-feira, 22/07, José Roberto Santos, por telefone. A vítima disse que foi levada para o HGE pela unidade do SAMU e lá não teve a devida assistência médica. “Só enfaixaram a minha perna e me mandaram de volta para casa”, contou. José Roberto acrescentou que as dores eram insuportáveis e sua perna estava ficando roxa. “Vinte e dois dias depois do acidente tive ajuda do vereador Chiquinho para conseguir uma cirurgia. Hoje estou me recuperando, mas não sei quando volto a trabalhar.

Tive fraturas, colocaram pinos e platina na minha perna”. A vítima foi questionada sobre a sua condição financeira, já que está sem trabalhar desde o último dia 31 de maio, data do acidente. “Estou com três meses de aluguel atrasado. E os amigos mototaxistas estão me ajudando com algumas coisas para eu não passar necessidade”, revelou. 


In loco A reportagem do EXTRA  foi até a Barra de São Miguel, na quarta-feira, 23/07, para ver de perto o estado de saúde de José Roberto dos Santos e colher depoimentos de outros mototaxistas que presenciaram o fato ou que desejassem se posicionar sobre o caso. Na sede da Associação, o mototaxista Josimar Elias da Silva, conhecido como Baiano relatou que esteve na residência do vice-governador, na Barra de São Miguel, junto com outro mototaxista, identificado como Júnior, para solicitar a Nonô ajuda para os medicamentos e conserto da moto. “Ele (Nonô) mandou a gente procurar nosso direitos, pois ele não tinha nada a ver com isso. Ele deu 93 reais para consertar a moto e pagou alguns remédios e depois disso não fez mais nada para ajudar”, afirmou Baiano. 


Medo, intimidação?

Ao deixar a sede da associação, um amigo de José Roberto, que se identificou como Tiago, pegou carona com a reportagem do EXTRA para localizar a residência da vítima. Foi questionado a José Roberto se ele confirmava as informações de “atropelamento” da sua moto e se os relatos feitos por telefone eram para ser acrescidos de mais alguma informação.  Visivelmente nervoso, o mototaxista, que se encontra com a perna ainda engessada resumiu: “Não vou falar disso mais não.

Uma pessoa veio falar comigo ontem à tarde (22/07) e hoje (23/07) vai voltar à tarde pra resolver tudo isso”. Após a negativa de falar com a imprensa, o amigo de José Roberto foi taxativo: “A hora de falar a verdade é agora, dizer o que tá acontecendo”. Mesmo após o conselho, José Roberto apenas confirmou o que tinha dito no dia anterior por telefone ao EXTRA e a um site local; e preferiu permanecer em silêncio. 

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia