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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 781 / 2014

30/07/2014 - 07:41:00

Nonô culpa mototaxista pelo acidente e diz que auxílio financeiro foi ‘mera caridade’

“É apenas mais um caso infeliz provocado pela velocidade, irresponsabilidade que parece ser uma tônica de boa parte das pessoas que se dedicam a isso (mototaxista)”

João Mousinho [email protected]

O vice-governador José Thomaz Nonô concedeu entrevista ao jornal EXTRA para narrar os fatos do acidente na Barra de São Miguel segundo sua ótica.

“No dia 31 de maio fui com minha mulher fazer compras num supermercado, na Barra de São Miguel. Depois de fazer as minhas compras dei ré no carro, por quase toda extensão, quando fui surpreendido por uma pancada na traseira do meu carro, na pontinha do meu para-choque e vi passar já deitado no asfalto uma moto e uma pessoa que foi parar pelo menos uns 10 metros embaixo de outro veículo; depois vim a saber que esse veículo que o motociclista estava embaixo era do juiz de direito Sóstenes Alex”.

Nonô comentou detalhes do socorro: “Como tudo ocorreu diz bem a velocidade que esse cidadão vinha. Preocupado, desci do carro e telefonei para o meu assessor militar e pedi para que ele providenciasse uma ambulância do SAMU em Maceió. Fiquei aguardando no local mais de 30 minutos até que o SAMU viesse e prestasse o socorro.

Depois de prestado o socorro, voltei para minha casa”.O vice-governador revelou que na mesma noite do incidente foi procurado por duas pessoas (que ele não sabe os nomes) e que diziam ser parentes ou amigos do motoqueiro. “Eles me disseram que o motoqueiro acidentado estava com muitas dores e não podia pagar os remédios; eu disse: ‘Me traga a receita e eu pago’. Embora, nessa ocasião, eu deixo bem claro, estava pagando por humanidade e não por nenhum tipo de dívida.

Até porque dívida eu não tenho com ninguém, porque eu não bati em ninguém”.Nonô acrescentou que os mesmos rapazes pediram, também, uma ajuda para reparar a motocicleta, que não era nem do rapaz que se acidentou, já era de terceiros. “Me lembro que paguei 90 e poucos reais da avaria da moto e os remédios”, disse.   José Thomaz também fez uma análise das fotos tiradas por ele do acidente: “As pessoas podem observar pelas fotos a distância absurda que está a moto e o corpo do rapaz do meu automóvel. O que por si só já é um testemunho eloquente.

Na foto também pode ser percebido que a moto já bate no meu carro caindo; tanto que quebra o farol do meu para-choque traseiro, o que presumo ter sido com punho e a própria direção da moto. Depois do acontecido é que vim a saber que o rapaz tinha quebrado o pé ou alguma coisa por aí e pronto”.

“Depois de algum tempo fui procurado aqui (sede da vice-governadoria) pela minha amiga Mana Soriano que me disse que o rapaz estava passando fome, que era um rapaz modesto e que eles estavam fazendo uma “vaquinha” na Barra para poder sustentar o rapaz e eu ainda dei um auxílio financeiro para ela entregar, mas como um mero gesto de caridade. Eu não me sinto, em absoluto, responsável por nada.”   

Por fim, o vice-governador colocou: “Lamento tudo isso, pois sei que essas histórias podem ser vendidas como o rico contra o pobre. É apenas mais um caso infeliz provocada pela velocidade, irresponsabilidade, que parece ser uma tônica de boa parte das pessoas que se dedicam a isso (mototaxista). Essa não é uma versão; é realmente o que aconteceu”. 

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