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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 781 / 2014

29/07/2014 - 07:47:00

Penúria de ideias

Cláudio Vieira Advogado e escritor membro da Academia Maceioense de Letras

Li o excelente (segundo minha visão de pai) artigo científico de minha filha Cláudia Maria, publicado pela paranaense Editora Juruá, na obra coletiva FILOSOFIA DO DIREITO NA CONTEMPORANEIDADE, coordenada pelo advogado e professor Adroaldo Catão (e outros). A peça trata do pluralismo democrático segundo teóricos liberais e os comunitários. A leitura fez-me rememorar assunto menor, produzido pelo ministro dos Esportes do Brasil, Aldo Rabelo – alagoano que fez carreira política em São Paulo e, dizem, pretende agora voltar-se para Alagoas – tratando dos percalços da Seleção Brasileira na Copa do Mundo recém-encerrada. 

O leitor agudo há de se perguntar o que têm em comum dois temas tão díspares. Respondo que sim; há uma relação, ao menos periférica, pois, afinal a filosofia é sem dúvidas – ao meu pensar – presente em cada ato ou dizer do homem. Disse o ministro, decepcionado com o desempenho do time brasileiro, que o governo deveria (ou deverá) intervir no futebol, certamente (acrescento) criando alguma agência reguladora. Posteriormente, pensando consertar a infeliz ideia, esclareceu que tal intervenção dar-se-ia por financiamento aos clubes e sugestões de gerenciamento (gestão) dos mesmos. Lembram daquele aforismo, “a emenda foi pior do que o soneto”? Bem, se esta não foi, é do mesmo padrão jejuno de ideias da primeira proposição.

O futebol é uma atividade espontânea e privada, nele o Estado pouco intervindo, a não ser quando absolutamente necessário: segurança, observância dos costumes etc. Só membro do atual governo, no qual se sente, senão certa tendência autoritária, a pretensão de a tudo impor os seus desígnios, por considerá-los certos e inquestionáveis, poderia gestar o absurdo. Não vemos que recentemente criou-se, por decreto executivo, uma tal participação dos movimentos sociais (?) em conselhos deliberativos? Antes não se tentou criar uma agência reguladora da imprensa? A ambos os desatinos o governo da Dra. Dilma.

Como nessa do ministro Rabelo, encontrou justificativa capenga em suposta defesa do interesse público, arvorando-se em único paladino dessa defesa.Novamente a pergunta: qual a relação entre isso e o pluralismo democrático segundo as concepções liberais e comunitárias? Quanto às primeiras (liberais) as diatribes governamentais são simplesmente negativas. Já quanto às segundas (comunitárias), são elas, também meramente, deturpadoras, pois levam ao extremo a intervenção estatal, quando se discute um estado mínimo.Ao eleitor, uma advertência: entre os candidatos a representar-nos, seja no executivo estadual ou no legislativo local e nacional, há grandes apoiadores da senhora Dilma Russeff e, via de consequência, de tamanhas absurdezes. A escolha está em nossas mãos.      

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