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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 781 / 2014

29/07/2014 - 07:45:00

A política

JORGE MORAIS Jornalista

O comentário de hoje é sobre um assunto que eu gosto demais, mas que entendo muito pouco: política. Segundo o radialista França Moura, o último que se meteu a entendido, está até hoje no hospício. Há pelo menos 30 dias, o que se dizia ou escrevia, na verdade, não modificaria a realidade de hoje do quadro político alagoano, mesmo que as atenções estivessem voltadas para as convenções partidárias, o período junino e a realização da Copa do mundo.

Como mais nada disso está na mídia, o eleitor alagoano só tem agora a eleição para falar e discutir.Independente se o cidadão gosta ou não de política, no fim das contas, direta ou indiretamente, o tema será esse até o dia 05 de outubro. Se ele gosta do assunto, discute fervorosamente, defende seu ponto de vista, escolhe cedo seus candidatos, pede voto, aposta naquilo que está fazendo.

Se por outro lado ele não gosta, reclama dos candidatos, diz que não vai votar, muda de ideia e, na sua maioria, termina cedendo ao comparecer as urnas para exercer o seu direito de cidadão. Nem sempre a abstenção alta, significa o voto da revolta do eleitor. Muitos outros motivos podem ser relacionados nessa hora.

Até esse revoltado eleitor, ao não querer conversar sobre política, mostrar-se contra tudo, que não confia mais em ninguém, também está fazendo política ao seu modo, e não deixa de estar envolvido com o processo, por meio de um discurso inverso ao do tradicional jeitinho dos nossos eleitores. Dito isto, como anda o quadro político alagoano para as eleições que se aproximam? Talvez, não muito diferente de antes.

Se observarmos os candidatos ao governo, chegaremos à conclusão que haverá uma polarização entre duas candidaturas; um terceiro nome se posicionará numa faixa intermediária e os demais terminarão na parte de baixo da tabela, se fizermos essa comparação a uma competição esportiva. Ou seja: serão rebaixados e só estão no processo para ocupar espaço na mídia paga com o dinheiro do contribuinte ou servirem de “laranjas” para as lideranças dessa disputa.Nas pesquisas internas, todos estão eleitos.

Benedito de Lira garante que será o governador e disse isso na convenção do partido e em recente encontro das siglas aliadas. Renan Filho acha que o maior número de prefeitos que lhe apóia e o dobro do tempo no Guia Eleitoral do rádio e da televisão em relação a Biu, garantem a vantagem que precisa para vencer e, por isso, confia nas pesquisas que tem em mãos.

Por outro lado, Eduardo Tavares – o candidato do governador Teotônio Vilela – não desanima com os números das pesquisas, espera, mesmo sendo quase impossível, reverter um quadro que poucos acreditam, onde para o Palácio do Governo conseguir que ele leve a eleição para o 2º turno, já é um grande negócio.E em relação ao Senado da República? Quase nenhuma diferença do anunciado anteriormente.

Fernando Collor de Mello continua liderando, tem mais tempo no Guia Eleitoral – mais de 4 minutos -, e uma equipe competente trabalhando no seu projeto. No seu retrovisor aparece a vereadora Heloisa Helena; e, por fim, o candidato que se intitula o novo na política alagoana, que é Omar Coelho, ex-presidente da OAB/AL.

Para o senado, Collor continuará defendendo a sua liderança; HH será o discurso que vai atirar para todos os lados; e Omar vai tentar ganhar tempo correndo pelo acostamento, sabendo que nem sempre isso é possível e permitido.Portanto, se você tentar entender política vai ficar é doido.

O melhor mesmo é conhecer as propostas de seus candidatos; apostar numa realidade possível; torcer por dias melhores; cobrar sempre dos seus governantes mais educação, saúde, segurança, oportunidade de emprego; e, principalmente, não trocar o seu voto por uma cesta básica, um botijão de gás ou uma nota de cinquenta ou cem reais na hora de votar. Talvez, assim, a gente possa ser um dia um estado melhor.

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