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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 780 / 2014

23/07/2014 - 10:41:00

Credores cobram celeridade no processo de falência do Grupo JL

Receio é de que as usinas acabem virando sucata e percam seus valores de mercado

Carlos Victor Costa [email protected]

Suspensa há cerca de um mês a pedido de um dos credores majoritários, que alegou necessidade de apresentação de um plano de gestão, a Assembleia de Credores da Massa Falida da Laginha Agroindustrial S/A teve continuidade na quinta-feira (17), no Clube do Povo, em Coruripe. A pauta do dia foi ratificar a gestão e eleger um novo gestor para um grupo de três que estão responsáveis por gerir a falência do Grupo JL. 

Mas o que predominou foi a cobrança dos credores ao administrador da Massa Falida, Carlos Franco. Houve até um início de discussão entre ele e um dos credores, o advogado do prefeito de Coruripe, Valério Beltrão, que acusou a administração da Massa Falida de não apresentar de forma transparente as prestações de contas para os interessados, leia- se credores. 

O EXTRA conversou com Carlos Franco que negou irregularidades. “Isso não existe, todas as prestações de contas estão nos autos, tenho inclusive o protocolo deles para apresentar para os credores”. A cobrança foi motivada  pela notícia, em um site de notícias local, de que o administrador Carlos Franco e o gestor Felipe Olegário não teriam prestado contas, desde maio, de R$ 20 milhões e 520 mil provenientes de subvenção econômica do governo federal repassada pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

 Franco também negou  uma possível pretensão do Grupo JL de substituição da gestão, afirmando que na verdade o que há é uma determinação do Tribunal de Justiça. “O TJ determinou que fosse feito essa assembleia para definir se havia alguns nomes para, juntamente comigo, ficar à frente da gestão.

Sou nomeado pelo juiz e hoje (ontem) discutiremos os dois outros nomes que estarão compondo a gestão.  Não há nenhum pedido de destituição”. Questionado quanto às perspectivas de quitação dos débitos com os credores, o administrador ressaltou que a liquidação do passivo depende da venda de um ativo de grande porte, uma usina, mas isso vai depender do mercado. Hoje o caixa da Laginha é  totalmente relacionado com o dinheiro da Conab. Já em relação ao maquinário das usinas que estão paradas, Franco disse que ele vem sendo preservado. “Temos 80 funcionários  por usina mantendo o funcionamento” . 


DESVIO DE RECURSOS 

Na edição 778 o EXTRA trouxe à tona a denúncia de que o empresário e deputado federal João Lyra, proprietário do Grupo JL, teria desviado recursos da Massa Falida para contas no exterior. Ontem, a reportagem procurou o juiz da Comarca de Coruripe, onde tramita o processo de falência das usinas, Mauro Baldini, que frisou não ter sido comunicado oficialmente da denúncia e que apenas tinha lido a matéria produzida pelo jornal. “Não chegou ao meu conhecimento, portanto não posso falar nada sobre esse fato, mas se chegar algo tomaremos as atitudes pertinentes”. 

No início de julho, a Procuradoria Regional do Trabalho em Alagoas (PRT-19), um dos órgãos que recebeu a denúncia, informou ao EXTRA tê-la encaminhado oficialmente no dia 1º deste mês à Comarca de Coruripe.Baldini falou também sobre a possibilidade de João Lyra reverter a falência junto a instâncias superiores. “Possibilidade existe. Se o processo subir para o STJ (Superior Tribunal de Justiça) não caberá mais à Comarca daqui, caberá ao STJ apreciar ou não”. 

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