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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 780 / 2014

23/07/2014 - 10:13:00

Mais médicos

JORGE MORAIS Jornalista

A partir da próxima segunda-feira (21), o Estado de Alagoas sai da incômoda situação de ser o único do Nordeste a não contar com um curso de Medicina em uma instituição privada de educação superior. Nesta data, começam as aulas do Centro Universitário CESMAC que ofertou o seu primeiro vestibular, em Maceió. Foram mais de três mil candidatos inscritos para as primeiras 100 vagas. E o melhor: dos aprovados, 64 são alunos do próprio estado, numa comprovação do interesse e da importância do novo curso de Medicina para esses estudantes.  

A montagem do curso começou há três anos com a instalação de laboratórios; aquisição de livros; sala de aula; biotério; centro cirúrgico para aulas práticas; convênios para estágios com as secretarias de Saúde da Capital e do Estado; estágios e residência médica, que nesse caso, foi assinado com a Santa Casa de Misericórdia, um hospital-escola que atendia as exigências do MEC; contratação de professores e da coordenação do curso, com o professor doutor Carlos Henrique Tavares.Para a aprovação do curso, o CESMAC recebeu a visita dos avaliadores do MEC, que no resultado final deram a nota 4, numa progressão de 1 a 5.

O documento com o resultado dessa avaliação foi encaminhado ao Conselho Nacional de Educação e também ao de Saúde, recebendo aprovação, sem restrição, para instalação do curso de Medicina, do Centro Universitário CESMAC, que passará a ser uma referência.Permita-me neste espaço, escrever sobre uma situação que eu conheço.

Fiz esse histórico para dizer que, a sociedade alagoana clamava por esse momento, e, ele, finalmente chegou. Independente da necessidade gritante da falta de médicos; da exportação de médicos cubanos para o Brasil; o Estado de Alagoas possui um déficit muito grande em relação à sua população.

Provavelmente, o estado tem o menor número de médicos no atendimento proporcional ao seu número de habitantes, do país.Em Alagoas, o Programa Mais Médicos já recebeu quase 150 profissionais cubanos, distribuídos em 54 municípios, para atender a uma população estimada em 451.950 habitantes. O resultado disso é que, cada médico contratado, vai atender a 3.476 pessoa/mês. Em 2013, o estado tinha um médico para cada mil habitantes.

Em Alagoas, são 2.848 médicos pelo CNES/SUS para uma população de 3.165.472 pessoas.Diante desses números impressionantes, o curso de Medicina que se inicia na próxima semana no CESMAC, e que poderia ser em qualquer outra entidade de educação superior, e o acréscimo no número de vagas para o curso da Universidade Federal de Alagoas, só vem reforçar o interesse, o desejo e a necessidade de um sonho da sociedade alagoana em querer mais vagas para Alagoas.

Mas, a ansiedade é muito grande, traduzida nos altos custos do curso. Você sabe quanto representa colocar um filho (a) para fazer Medicina fora do Estado de Alagoas? Além da mensalidade com a duração do curso, é necessário manter o aluno com hospedagem, alimentação, transporte e as necessidades do dia a dia. Segundo informações de quem passa por essa realidade, o investimento é algo em torno de 10 mil reais.

Por isso, essa euforia da sociedade alagoana em poder contar com a possibilidade de mais um curso de Medicina – com 100 vagas anualmente pelo CESMAC – e as novas vagas na instituição federal, em Alagoas.A responsabilidade que tem o CESMAC daqui para frente é muito grande. Seus dirigentes, comandados pelo reitor João Sampaio e pelo vice-reitor Douglas Apratto Tenório, sabem disso. Permita-me mais uma vez afirmar que a marca CESMAC, é a mais conhecida e conceituada no Estado de Alagoas.

Sua história na educação superior se confunde com a própria história do estado, e os alagoanos já fazem parte dela, que durante esses 41 anos, contaram com uma formação acadêmica qualificada e uma especialização profissional a altura de seus desejos. Por isso, está credenciado a alcançar esse novo objetivo com o curso de Medicina.

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