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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 780 / 2014

22/07/2014 - 10:18:00

Gabriel Mousinho

Independência nos Tribunais

A interferência da classe política para indicar juízes em tribunais federais, é, sem sombra de dúvidas, método arcaico e que precisa ser revista pelo Congresso Nacional. Isso tem sido tema de grandes discussões nos próprios tribunais, que às vezes ficam expostos em decisões julgadas e com feridas que demoram muito a cicatrizar.

É comum, principalmente próximo a embates políticos, ouvir cobras e lagartos de decisões liminares e até colegiadas nos tribunais locais e que terminam, quase sempre, em pendengas que forçosamente chegarão à mais alta Corte do país. Esta prática não deixa de ser nociva a todos e também aos advogados brasileiros, que dependem de julgamento justo e independente.

Não se quer dizer aqui que possa existir parcialidade nas decisões, mas se deixa no ar, principalmente pela parte que não obteve êxito na ação, de que teria havido influência externa exatamente por aqueles que foram indicados de uma forma ou de outra. As indicações de juízes com absoluta segurança e todos sabem disso, é feita por pedidos políticos e naturalmente por quem tem grande acesso no Palácio do Planalto, a quem compete nomeá-los.

Estamos cansados de ver a peregrinação de candidatos nas residências e escritórios de políticos influentes, o único método de chegar lá. É preciso acabar com isso, encontrar alternativas que os juízes sejam nomeados não por apadrinhamentos, mas participando e se submetendo a concursos públicos e que mostrem assim o seu grau de independência e de amplo conhecimento jurídico. Pelo menos é o que espera o povo para o bem e felicidade geral da Nação.

E pode?

O candidato tucano ao governo do Estado, Eduardo Tavares, almoçou semana passada com lideranças de pescadores e marisqueiros de Alagoas. Até aí, nada demais. O problema é que o almoço foi no Museu Palácio Floriano Peixoto e pago com dinheiro público. Lá estavam, além do candidato e convidados, o Ministro da Pesca, Eduardo Lopes (do PRB), o próprio governador Téo Vilela, anfitrião do evento, Galba Novais, candidato a deputado estadual e secretários de Estado. 


Votos comprados

Ninguém há de estranhar que os votos, como das outras vezes, são comprados nas caladas da noite em Maceió e no interior. E nesta eleição não será diferente. Diferente, apenas, é o preço que se diz cobrado no varejo: 200 reais. 100 para o eleitor corrupto e 100 para o atravessador.


Os prefeitos e a campanha

Muitos prefeitos deixaram de fazer o dever de casa para mergu-lhar na campanha política. Parecem que não têm muito que fazer em seus municípios. A maioria deles está atolada em dívidas, sem pagar os funcionários, com uma saúde de fazer inveja aos piores países do mundo, educação debilitada, mas mesmo assim se entregam de corpo e alma à campanha de seus preferidos.

Curiosidade

Parte da população de Arapiraca está sem entender porque muitos aliados da prefeita Célia Rocha somente têm utilizado adesivos do senador Fernando Collor. O que será que está acontecendo no segundo maior colégio eleitoral de Alagoas?


Investigação

Ninguém sabe dizer ao certo, mas com certeza a Polícia Federal deverá estar de olho em grandes transações financeiras que foram feitas nos últimos meses, para abarrotar cofres de dinheiro, na sua maioria sujo, para utilizá-lo nesta campanha eleitoral.


Guerra de impugnações

Os últimos dias foram de guerra entre os lados mais fortes que disputam o governo do Estado. As impugnações de candidaturas tomaram conta do calendário do Tribunal Regional Eleitoral, que deve decidir nos próximos dias.


Sujeira na campanha

A baixaria nas eleições vai começar bem antes do que se imaginava. Os podres de muitos candidatos irão à tona logo, logo e nem será preciso esperar pelo Guia Eleitoral. Os dossiês aumentam de volume a cada dia e novos fatos estão sendo rebuscados em baús onde são guardados documentos importantes para serem apresentados ao eleitorado. Até mesmo de cheques sem fundos emitidos por gente grande da política alagoana.


Parte do leão

O Chapão priorizou, nesta campanha, alguns candidatos a deputado federal. Paulão do PT, por exemplo, teve espaço aberto em vários municípios. Já Ronaldo Lessa considerado o deputado que será mais votado no dia 5 de outubro, ganhou a benção dos líderes do bloco de oposição. Além de um forte reduto em Arapiraca, migrou para outros municípios, sendo o último o de Pilar, pertinho de Maceió.


Rosinha em alerta

Se Paulão, Ronaldo Lessa, Marx Beltrão, Givaldo Carimbão e outros bigs da política foram agraciados com novos redutos, Ro-sinha da Adefal deve se prevenir para não perder o mandato, já que o Chapão contabiliza quatro vagas de deputados federais. A coligação de Biu de Lira deve fazer três, o PRTB um e o governo, outra vaga.

Rejeição

Nem todos os prefeitos dos municípios estão com a bola toda nessas eleições. O de União dos Palmares, Beto Baía, por exemplo, tem uma rejeição astronômica no município e seu apoio a candidatos não será o mesmo de antigamente. Em muitos municípios, dizem alguns candidatos, é melhor ficar do lado da oposição. O custo é menor e o desgaste, também.


CirculandoO Google é um dos instrumentos que mais estão sendo acessados pela classe política e inclusive jornalistas. Ali se vê de tudo, da menor a mais alta denúncia contra candidatos. Os dossiês vêm sendo montados com carinho por pessoas contratadas exatamente para isso e utilizá-los no momento adequado no horário eleitoral.


Vendendo tudo

Circula a informação de que esta é a hora de adquirir fazendas em Alagoas e outros Estados. Para fazer dinheiro e garantir um mandato, tem gente fazendo de tudo. Um candidato que ficou fora do processo na eleição passada, teria vendido uma fazenda por 3 milhões e 500 mil reais e pode torrar outra logo, logo se vê a coisa preta.


Campo minado

O deputado Arthur Lira tem sido o alvo preferido do Chapão, mas tem reagido à altura. O pedido de impugnação de sua candidatura é vista por ele como um desespero dos adversários, pelo fato de ter praticamente garantida sua reeleição para a Câmara Federal.


Lei do retorno

De um conhecido marketeiro sobre as denúncias que estão aparecendo até agora: “se vier chumbo grosso de lá, espere que irá o dobro de cá”.


A festa do Biu

O senador Biu de Lira lança oficialmente sua campanha política num encontro marcado para amanhã, sábado, no Iate Clube Pajuçara. Vai mostrar a força política que tem na capital e no interior, dando partida ao projeto de governar Alagoas. No encontro, lideranças políticas de todo o Estado, prefeitos e principalmente os amigos do Biu. A festa tem início marcado para às 9 horas.


 Apreensão

Algumas pesquisas políticas que estão circulando na cidade têm deixado muita gente de cabelo em pé e acendido uma luz amarela em alguns comitês políticos já montados. Diferente das que encomendaram meses atrás. 

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