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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 780 / 2014

22/07/2014 - 10:12:00

JORGE OLIVEIRA

Eduardo ainda patina

Brasília – Eduardo Campos está indo para o altar sem a noiva. Gostaria que ela chegasse à igreja vestida de vermelho, mas o pai da moça, o carrancudo Lula, não permitiu. Agora, na dissidência, candidato a presidente, ele tentar reatar os laços com o Lula, elogiando o seu governo e descascando a administração da Dilma que considera corrupta e desastrada, como se pudesse desassociar um do outro.

Durante os quase oito anos no governo de Pernambuco apoiando os petistas só agora Campos descobre que o governo da Dilma é corrupto: “As raposas” que já roubaram o país estão nos ministérios e nas agências reguladoras”, acusou ele num debate da Folha de S. Paulo. 

O ex-governador de Pernambuco, com pouco menos de dois minutos de programa, acha que pode ir para o segundo turno das eleições. E se chegar lá, pela sua estratégia, quer contar com o apoio do amigo Lula. Considera, portanto, que a Dilma estaria fora do páreo e que seu adversário seria Aécio Neves.

Em eleição tudo é possível, uma escorregadela é o suficiente para tirar o favoritismo de qualquer candidato. Mas a julgar pelos últimos pronunciamentos de Eduardo Campos, o candidato ainda não encontrou o mote da campanha, está vazio de discurso e de proposta. Faz uma campanha arrastada e, como uma metralhadora giratória, aponta para todos os lados: tenta alvejar o Aécio e a Dilma, mas livra a cara de Lula procurando atrair os eleitores simpatizantes do ex-presidente que desaprovam a administração da sua companheira, campeã em rejeição. Engana-se.

O PT não quer entregar o poder e o Lula, para permanecer mandando, vai arregaçar as mangas e caminhar junto com a presidente na reeleição. Eduardo Campos, como já disse aqui, comeu mosca na arrumação da sua candidatura a presidente. Preocupou-se demais em trazer Marina Silva para o seu lado e deixou as alianças que viabilizariam seus programas na TV e no rádio.

Marina não deslanchou, virou um estorvo, prejudicou as coalizões no país e agora tenta suavizar a campanha nas caminhadas com o candidato mostrando-se simpática e risonha. Além disso, a companhia de Marina tira o apoio da igreja católica do candidato que não gostaria de ver subir ao altar um representante dos evangélicos que disputam palmo a palmo os cordeiros de Deus. 

A cúpula evangélica considera Marina uma ovelha desgarrada. Não à toa, eles escolheram o pastor Everaldo, do Partido Social Cristão (PSC), para representá-los. Na última semana vários segmentos dos crentes fizeram uma reunião para fechar em bloco o apoio a Everaldo. Com isso, eles decidem que Marina Silva não os representam, recado que será repassado nos cultos de todas os templos evangélicos do país. Eduardo Campos perde, assim, o apoio dos católicos e dos evangélicos. E em um país, onde os mais pobres ainda vivem da fé, doutrinados por padres e pastores, o efeito dessas mensagens é devastador.

Na Folha

Aécio não quer partir pra briga para não ter que responder aos adversários. Pelo menos foi essa a imagem que ficou  no segundo dia de debate com os candidatos na Folha de S. Paulo, quando ele não provocou nenhum dos seus adversários. O presidenciável respondeu a todas as perguntas com muita segurança.


Médicos

Aécio disse que no seu governo, os médicos cubanos serão respeitados e receberão os mesmos salários dos brasileiros. Segundo ele, Cuba não pode contrariar as leis brasileiras e, portanto, terá que se adaptar a nossa legislação. “É o Brasil que vai ditar as regras do jogo”, afirmou.


Confirmação

Os organizadores dos debates com os presidenciáveis ainda não têm a confirmação da Dilma para o encontro. O convite foi feito mas até agora o Planalto não respondeu ao pedido. A ideia dos marqueteiros é preservar a presidente de debates para evitar que ela fale bobagens, como vem fazendo pelo país afora.


Vitória

No Espírito Santo, o candidato Paulo Hartung, do PMDB, está rindo à toa. As pesquisas mostram que ele tem mais de 20% das intenções de votos na frente do atual governador Renato Casagrande, candidato a reeleição. Há quem aposte na vitória de Hartung já no primeiro turno. Qualquer prognóstico agora, sem os programas eleitorais, é chute.DianteiraO filho do senador Jader Barbalho assumiu a dian-teira na eleição de governador do Pará. Pelo andar da carruagem, o PMDB caminha para quebrar a hegemonia dos tucanos no estado. A diferença ainda é pouca: menos de 10%. É um eleição trabalhosa para os candidatos já que a Região Metropolitana concentra apenas 23% do eleitorado. O restante está espalhado pelo estado, maior do que a Venezuela territorialmente.


Susto

O Palácio do Planalto fez as contas e tomou um susto. Dilma perde em quase todos estados da região Sudeste onde se concentra a maioria dos eleitores. Pelo menos em três, Aécio Neves aproxima-se rapidamente dela: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Rio, por exemplo, a candidatura do petista Lindbergh desestabilizou a campanha da presidente. Os prefeitos do peemedebistas em peso já declararam apoio a Aécio, cujo tio Dornelles, é senador pelo PTB e está garimpando votos para o sobrinho.


Infeliz

Dilma lamenta até hoje a frase estabanada de que o seu governo tinha a marca “Felipão”. Tomou de 7 a 1.


A conta

Pelo menos três estádio em Manaus, Natal e Brasília caminha para virar elefantes brancos. Não existe futebol que justifique o dinheiro gasto nessas arenas para a Copa do Mundo. O de Brasília, por exemplo, beirou os quase 1 bilhão e 500 milhões de reais com as obras superfaturadas. Se virar casa de show certamente seria a mais cara do mundo.


Esquecimento

E o Pelé, hein? Pouco foi lembrado na Copa do Mundo realizada no seu reino. Comenta-se que o ex-jogador estava pedindo muito dinheiro pelas suas aparições. As agências boicotaram a sua imagem nos comerciais das grandes empresas de futebol.


Asas

Foi só o avião descer em Berlim que os alemães botaram as asas de fora. Durante as homenagens alguns deles imitiram a dança dos macacos numa clara referencia ao país que tão bem os acolheram. O constrangimento foi desfeito com uma nota oficial da federação de futebol da Alemanha pedindo desculpas pelos gestos dos jogadores.

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