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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 780 / 2014

22/07/2014 - 10:10:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Comida, vilã da inflação!

Desde que começou a vigorar, há exatos 20 anos, o Plano Real não vem conseguindo domar o ítem mais importante do consumo: a comida nossa de cada dia. O pão, por exemplo, bateu recorde pulando de R$ 0,76 para mais de R$ 7,00, o quilo atualmente. Problemas climáticos, a subida constante do dólar (tem sua matéria prima importada) e a própria ganância do produtor e vendedor. Outros alimentos também aumentam quase nesse porcentual, ou seja mais de 1.000% em 20 anos, infinitamente superior a inflação do período. Os últimos resultados da economia brasileira, comprovam que ela vem seguindo ladeira abaixo. O Produto Interno Bruto (mede tudo que o país produzidiu durante o ano), também vem caindo a cada mês, o mesmo ocorrendo com a balança comercial, que é tudo que o  Brasil exporta e importa, apresenta déficit, ou seja, compra mais do exterior do que vende. Aumenta também o endividamento da população, com as facilidades do crédito consignado, incentivando o assalariado a tomar empréstimos para pagar a longo prazo, com o desconto no salário. O que fazer, num momento desse, depois da euforia da Copa do Mundo, quando muitos brasileiros gastaram dinheiro exageradamente?


Mudando

A primeira dica é mudar os hábitos de consumo. Pesquisar muito os preços em vários locais; comprar produtos no atacado (em grande quantidade), estocar ou até mesmo, comprar em grupo (familiares, amigos): também pode comprar  em feira livre, onde existe a vantagem de pechinchar e pagar à vista, com bom desconto. Enfim, viver de acordo com o que ganha e seguir um orçamento doméstico à risca. 


Dívidas

Para quem se encontra com dívidas e com dificuldade de pagar, tendo o nome incluído na lista de maus pagadores e sem crédito na praça, o correto mesmo, é negociar esse débito, tentando até mesmo dispensa de juros e multas, jurando nunca mais se endividar. Mas “deixar pra lá” e seguir aquele velho adágio popular: “devo não nego, só pago quando puder”, é típico de vigarista.

 Cartão

O cartão de ´crédito existe para quem realmente sabe utilizar com responsabilidade, comprando apenas o que vai consumir e pagando o valor da fatura em sua totalidade, jamais amortizando, ou seja, pagando o mínimo a cada mês. Isso é um verdadeiro “suicídio financeiro”, pois os juros pagos são altíssimos e no final, paga mais do triplo da dívida. É o mesmo que pedir dinheiro a um agiota e ficar pagando apenas os juros que chegam nos dois casos, a mais de 10% ao mês. Evite isso. 


Poupança

Apesar de seu rendimento pífio (pouco mais de 0,5%), a caderneta de poupança, ainda rende mais que a inflação, e tem mais: segurança, liquidez imediata, ou seja, mesmo que o banco vá a falência, o dinheiro é garantido pelo governo federal (Banco Central) e pode ser sacada a qualquer dia, enquanto os demais investimentos do mercado financeiro, possuem prazo fixo para saques. Portanto, separe qualquer valor mesnal de sua renda e coloque na sua poupança. É uma reserva financeira, para qualquer emergência. 

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