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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 779 / 2014

16/07/2014 - 09:16:00

PEDRO OLIVEIRA

O pesadelo do marginal José Dirceu

Lia por esses dias um texto publicado na Tribuna de Imprensa, de autoria do jornalista Carlos Newton e o seu conteúdo me chamou a atenção. É o relato de uma história que mudou seu rumo e transformou o seu protagonista de herói em vilão, sujou uma biografia e sepultou definitivamente a vida política de um “quase cidadão”. 

A fisionomia de José Dirceu ao sair da cadeia para trabalhar não era esperada pelos repórteres, fotógrafos e cinegrafistas. Não havia nada daquela alegria demonstrada por Delúbio Soares, que está sempre com o sorriso estampado no rosto, o que até indica um determinado grau de alienação.Dirceu mandava e desmandava no governo.

O presidente Lula o obedecia cegamente, até que foi aprendendo as manhas e passou a dividir o poder, digamos assim. Veio então o escândalo do mensalão, e Lula deu a sorte de ter sido poupado por Roberto Jefferson e pela própria oposição, que ingenuamente achava que o presidente iria cair de podre. “Vamos deixá-los sangrar”, diziam os oposicionistas, festejando antes da hora.

Dirceu demonstrou uma invulgar capacidade de operar o chamado tráfico de influência e ficou rico numa velocidade impressionante. Sua desenvoltura era tamanha que montou um escritório num hotel de Brasília, onde foi flagrado “despachando” com o então presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, e outras autoridades federais, inclusive ministros. Nessa incessante e proveitosa atividade, o ex-chefe da Casa Civil fez escola no governo, porque outros influentes petistas também abriram “consultorias” e passaram a faturar no estilo Dirceu. Entre outros, Antônio Palocci, Fernando Pimentel, Erenice Guerra e até Delúbio Soares se tornaram “consultores” bem sucedidos.

Mas o final da história é triste. Dirceu ganhou muito dinheiro, mas perdeu todo o resto: a dignidade, a honradez, o futuro político e própria biografia. Até a mulher que ele amava foi embora. Sua fisionomia abatida e desanimada mostra uma transformação brutal. Como ensinava Miguel de Cervantes e o poeta Ascenso Ferreira repetia, pode-se dizer que Dirceu também levou a vida em grande disparada. Para quê? Para nada. Se tivesse feito a coisa certa, estaria hoje no eixo Planalto-Alvorada tentando a reeleição. Seria o presidente José Dirceu e nem saberia onde fica a Penitenciária da Papuda.


O jogo sujo da política

Na política podre e sem princípios é assim: tenta se ganhar no voto e também no “tapetão”. São muitos os que fazem da política um verdadeiro “balcão de negócios”, vendendo legendas, alugando partidos e negociando a própria honra. Percebi esta semana que essa turma de trapaceiros eleitorais começou cedo a agir, sempre em busca de se beneficiar direta ou indiretamente. A ação marginal visando impugnar a candidatura do jovem Pedro Vilela (PSDB) à Câmara Federal dá uma mostra de como deve ser o tom da disputa que apenas está começando. Conversei com um integrante do plenário do TRE que me assegurava: “vamos estar atentos também contra os que querem apenas tumultuar o processo eleitoral”.


Nada a declarar

Os nossos três principais candidatos ao governo iniciam oficialmente suas campanhas sem que o eleitorado possa identificar suas marcas registradas. Dão a impressão de estar cumprindo sem entusiasmo  uma obrigação  burocrática  incapaz de empolgar quem quer que seja. Quem sabe com o final desastroso da Copa do Mundo para os brasileirosse disponham os nossos candidatos  a apresentar-se aos alagoanos, ainda que muita gente imagine que só o farão em agosto, quando começar o horário de propaganda eleitoral obrigatória. Por enquanto, nada.O singular nessa pasmaceira é que o povão não está nem aí. Pouco se interessa pela movimentação desses três pretendentes  ao trono. Muito menos dos demais de menor importância, dos “laranjas” e dos “bananas”. Há na verdade um desinteresse que impressiona do eleitorado em votar. Muitos querem mudanças, mas nem sabe para que. 


A guerreira em ação

Tem sido impressionante a receptividade à candidaturade Heloisa Helena em praticamente todos  os municípios que tem percorrido em busca do resgate de seu mandato no Senado Federal. São manifestações espontâneas , vindas de grande número  de pessoas que não apenas lhe garantem o voto, mas também o engajamento em sua campanha.Será uma luta contra gigantes e poderosos, mas com certeza dará muito trabalho a seus adversários e tem tudo para voltar a Brasília por oito anos.


Tem que pagar

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou em caráter conclusivo, proposta que permite a cobrança, pelas associações de moradores, da taxa de condomínio dos imóveis localizados em vilas ou ruas públicas de acesso fechado.Originalmente, a proposta proibia essa cobrança. A matéria seguirá agora para análise do Senado, exceto se houver recurso para que seja examinada antes pelo Plenário da Câmara.De acordo com o substitutivo, será adotado coeficiente para participação contributiva de cada usuário do lote com acesso controlado no custeio das despesas de manutenção do loteamento. Esse coeficiente será expresso sob a forma decimal, ordinária ou percentual, conforme dispuser o estatuto ou ato constitutivo da entidade civil responsável. Por aqui a questão tem gerado muitas ações e confusões, o que podeacabar com a lei em vigor.

A palavra dos candidatos

Benedito de Lira

O plano de Governo de Benedito de Lira prevê a melhoria da gestão dos serviços públicos como saúde, educação e segurança com mais investimento nos três setores por meio da contratação de mais servidores e flexibilização. Cada unidade regional terá total autonomia.  “Cuidar da saúde, educação e segurança é o dever de casa”, afirma ele.

O que preocupa Benedito de verdade é o desenvolvimento econômico e social. Alagoas está muito atrasada e é preciso investir na infraestrutura para que aconteçam as necessárias transformações.Os dois maiores investimentos são a ampliação do canal do sertão de forma a abranger os 16 municípios do agreste e a construção do ramal do VLT até o Aeroporto dos Palmares (o projeto alcança bairros importantes como o Poço, Jacintinho, Benedito Bentes, etc).

Se for eleito governador, Benedito vai lutar pela federalização da AL-101 norte, que trará benefícios para cerca de 10 municípios do litoral norte.O setor primário receberá muita atenção, com apoio para a agricultura, pecuária e piscicultura. 

Eduardo Tavares

Vou governar Alagoas com a dedicação, a paixão e a esperança com que enfrentamos outras missões.  Trabalhar os interesses sociais sem descurar os avanços na economia é nosso principal desafio. E vamos superá-lo com um novo jeito de fazer, fundado nos compromissos de melhorar a vida da população, de considerar que o dinheiro público tem o povo como único dono e que o governante precisa ser honesto, transparente e usar o dinheiro público com responsabilidade, seriedade e lisura.

Saúde, educação, segurança, turismo, agricultura mantêm-se como grandes prioridades. Vamos sequenciar as boas e efetivas medidas que vêm sendo empreendidas e vamos fazer mais, pois queremos e precisamos fazer mais. Vamos buscar mais recursos e parcerias.Vamos buscar um tratamento diferenciado para Alagoas junto ao Governo Federal. Um novo jeito de fazer será pautado por posturas vigorosas e firmes, mas buscará incansavelmente a união das diferentes forças e setores

Renan Filho

“A saúde pública é um dos pontos centrais do projeto de governo da nossa coligação. Estamos ouvindo a população e consultando profissionais do setor. A realidade é preocupante, e já esperávamos por isso. Temos muito trabalho pela frente, mas há soluções possíveis para melhorar o sistema.   

Visitei, nos últimos dias, três importantes unidades privadas de saúde em Maceió – a Santa Casa, o Hospital Sanatório e o Hospital do Açúcar. As três possuem leitos para o SUS. Pude confirmar o que todos sabem e a população mais carente sente na pele: o sistema está estrangulado e a crise na saúde pública em Alagoas alcançou a rede privada, ameaçando os serviços prestados por essas instituições não governamentais à população mais carente.

Por exemplo, entendo como indispensável estabelecermos em Alagoas um novo modo de distribuição dos recursos do Sistema Único de Saúde. O governo estadual tem de levar em consideração o grande e insubstituível papel desempenhado por estabelecimentos hospitalares como a Santa Casa, o Sanatório e o Hospital do Açúcar, e de todas as demais instituições não governamentais, sejam beneficentes ou privadas, no atendimento à população alagoana”.  

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