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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 779 / 2014

16/07/2014 - 08:55:00

Herança maldita

DA REDAÇÃO

Alagoas corre o risco de perder duas grandes indústrias que estão se instalando no pólo de Marechal Deodoro, por incompetência, omissão e má-fé de gestores sem compromisso com a coisa pública. Voltadas para o mercado externo, essas indústrias são Cerâmica Portobello e Cimento Zumbi, que prometem gerar emprego e renda para os alagoanos.  Para atrair as empresas, o Governo concedeu incentivos fiscais e doou terrenos na chamada área B do pólo de Marechal Deodoro.

Descobre-se agora que a área doada não pertence ao Estado, mas a um posseiro legítimo a quem o governo se recusa a indenizar. Mesmo em fase adiantada de construção de suas bases físicas, as indústrias não podem registrar os imóveis por falta de documentos legais. Com os terrenos em litígio, as empresas sequer poderão ser inauguradas enquanto o impasse não for resolvido.   

O imbróglio tem origem na gestão do socialista de botequim Ronaldo Lessa e se estendeu ao governo tucano de Téo Vilela. Com Lessa, sobraram omissão e incompetência. No governo Vilela, faltou honestidade em seus assessores para resolver a questão. Na ânsia de se locupletarem, convenceram Vilela a assinar um decreto de desapropriação da área em litígio, que compromete todo o seu governo. 

 Envolvido em mentiras a serviço de interesses escusos de seus assessores, o governador acabou como protagonista de uma lambança jurídica digna do um Odorico Paraguaçu.  O Tribunal de Justiça do Estado tem conhecimento do aleijão jurídico e pode ser envolvido no mesmo lamaçal pela ação maléfica de magistrados que não costumam honrar a toga que vestem.  

A bem da verdade, registre-se que o governador foi enganado por assessores desonestos que usaram seu governo para enriquecimento ilícito. O patrimonialismo sempre foi a prática desses tucanos de pouca plumagem, que prometeram implantar aqui um pólo industrial de primeiro mundo, mas vão deixar Alagoas em estado de coma. 

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