Acompanhe nas redes sociais:

21 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 779 / 2014

16/07/2014 - 08:39:00

SURURU

Entre a lei e a pressão

DA REDAÇÃO

Fruto da omissão e da incompetência de dois governos, o imbróglio jurídico que envolve a área B do pólo industrial de Marechal Deodoro só será resolvido no dia que o juiz Léo Denisson julgar uma ação de usucapião que há quatro anos tramita na Comarca de Marechal. A ação beneficia um cidadão que está na posse legítima do imóvel há 25 anos, mas o governo não reconhece esse direito. Enganado por assessores desonestos, que só querem tirar vantagem do imbróglio, o Estado tenta passar por cima da lei na vã tentativa de se redimir da incompetência e da irresponsabilidade da burocracia oficial. Forçado a decidir entre a legalidade e a pressão do governo, o magistrado preferiu “engavetar” o processo, que inclusive andou sumido da sua comarca por alguns anos.  A ação do juiz já foi motivo de uma sindicância por parte da Corregedoria do TJ, que nada resolveu. O processo tem tudo para acabar no CNJ. 

Quem quer dinheiro? 

Membros do governo tucano tentaram usurpar os direitos do posseiro de uma grande área no pólo de Marechal Deodoro. Em 2010 o imóvel foi arrematado em leilão por um graduado servidor do Estado, que pagou na época R$ 1.240.000,00. O leilão foi embargado, mas até hoje ninguém apareceu na 5ª Vara da Justiça Federal para pegar o dinheiro de volta.

 
Super enrolado

O ex-supersecretário tucano Luis Otávio Gomes é um dos responsáveis pelo rolo nas terras do pólo industrial. LOG, como é conhecida a figura, meteu as mãos pelos pés, atropelou a lei e caiu fora, deixando a confusão no colo do governador. Vilela fez muito bem em despachar o assessor para bem longe de seu palácio. Com a palavra, o TJ. 

Carroças caras 

A Anfavea culpa a “sazonalidade” pela queda na venda de veículos. Não menciona má qualidade e os preços indecentes de suas carroças. É mais cômodo a indústria chantagear com o fantasma das demissões e ganhar do governo a renúncia fiscal, em prejuízo do País. (Coluna do Cláudio Humberto) 

Jovem milionário 

Entre os novatos da política alagoana o mais rico é o deputado João Henrique Caldas, o JHC, com patrimônio declarado de R$ 3.129.526,00. É o menino prodígio da família Caldas, cujo chefe - João Caldas - nada declarou de patrimônio. Deve ser pobre de marré deci.

 
Terra barata 

A julgar pela declaração de bens dos nossos políticos, Alagoas é um dos estados onde o preço da terra é dos mais baratos do país.  Senão vejamos: O senador Biu de Lira declarou à justiça eleitoral ser dono de uma fazenda com 300 hectares em Quipapá (PE), no valor de R$ 300 mil. Ao preço de mercado não vale menos de R$ 3 milhões. Biu também declarou dois lotes urbanos em área nobre na Barra de São Miguel por R$ 15 mil. Tem jeito? 


Só isso? 

O deputado federal Arthur Lira (PP) sócio do pai em vários negócios, apresentou como patrimônio bens no valor de R$ 1.168.156,0. Detalhe: o preço de suas terras deve seguir a mesma tabela de valores do pai-senador. 


Senador pobre, senador rico 

Dos candidatos ao Senado, o advogado Elias Barros Dias (PTC) é o mais pobre, com patrimônio zero.  Mas pretende gastar R$ 10 milhões na campanha.  O dobro de Collor, que tem patrimônio declarado de R$ 20 milhões e gastos de campanha estimados em R$ 5 milhões. 


Nada a declarar

O mais coerente dos candidatos a governador é Luciano Balbino dos Santos (PTN), que declarou não ter nenhum patrimônio. Não tem nada a declarar nem gastará um centavo na campanha.

Homem de negócios

 O deputado estadual Gilvan Barros, vice de Eduardo Tavares, é o mais rico entre os candidatos a vice-governador. Gebezinho, como é conhecido, declarou um patrimônio de R$ 8.440.902,57, maior parte em gado e fazendas no centro oeste do país. Em segundo lugar – muito distante – vem o usineiro Alexandre Toledo, vice de Biu de Lira, com patrimônio de R$ 1.358.863,37. Luciano Barbosa, vice de Renan Filho, é o terceiro candidato mais rico, com um patrimônio declarado de R$ 409.274,44. 


O rico mais rico

Apontado em 2010 como o parlamentar mais rico do país, o deputado federal João Lyra (PSD), ao quer tudo indica, e se for reeleito como pretende, deve manter a coroa. Em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, este ano, JL declarou um patrimônio pessoal de R$ 246.639.420,23, contra os R$ 240.395.155,75 de quatro anos atrás.


Milagre?

Não é todo mundo que consegue, em quatro anos, aumentar a fortuna em R$ 6 milhões, ou no caso de JL, exatos R$ 6.244.264,48, sobretudo em se tratando de quem teve decretada a falência e perdeu o controle administrativo de seu conglomerado de usinas, a Laginha Agro Industrial S/A. Então a pergunta que fica é: milagre?


E os trabalhadores...

Para quem não sabe, JL está inscrito como pessoa física no BNDT- Banco Nacional de Devedores Trabalhistas. Até quarta,9, eram 114 reclamações trabalhistas já transitadas em julgado nas quais ele figura como devedor, a maioria – 106 – oriundas do Tribunal Regional do Trabalho de Alagoas (TRT-19). As outras são dos TRTs de MG, , MA, PI, DF e TO. 


Novo desembargador

O advogado Marcelo Vieira tomou posse no cargo de desembargador do TRT/AL nesta quinta-feira (10/7). Nomeado pela presidente Dilma Rousseff, o novo integrante da Corte trabalhista ocupa a vaga do Quinto Constitucional da OAB. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União da quarta-feira (9). 

Fichas-sujas do TC

Os  ex-prefeitos José Tenório (Boca da Mata), Geraldo Novaes (Carneiros), Marcelo Lima (Delmiro) e Benedito Pontes (Joaquim Gomes) compõem a lista de fichas-sujas  do Tribunal de Contas do Estado. Ímprobos, estão fora do pleito de 2014. 

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia