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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 778 / 2014

10/07/2014 - 13:38:00

Acordão entre Vilela, Biu e Renan garante eleição histórica em Alagoas

Tavares vai forçar o 2º turno com Biu e Renan Filho; laranjas querem melar eleição; sobrinho do governador terá apoio do PMDB; esquerda se divide e tenta eleger Heloísa Helena

Odilon Rios Repórter

Esta semana a definição de candidaturas entrou na reta final. Na chapa governista, o esperado acordão – adiantado pelo jornal EXTRA na últimas semanas - aconteceu: o DEM abandonou o procurador Eduardo Tavares (PSDB) e foi para o outro lado; o plano B do Governo Estadual, que é a candidatura do senador Benedito de Lira (PP).Liderado pelo vice-governador José Thomaz Nonô, o DEM foi engrossar as fileiras do candidato do PP. Descartado para assumir o posto de governador este ano, sonho que acalentava, mas que foi abandonado com a decisão do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) em não sair candidato, Nonô também viu negada sua proposta de ser o único candidato governista ao Senado.

O líder do DEM queria disputar as eleições em condições mínimas, quebrando a polarização entre o senador Fernando Collor (PTB) e a vereadora Heloísa Helena (PSOL).Téo Vilela cozinhou o DEM até que partido, pressionado pelos pré-candidatos proporcionais, foi buscar viabilidade na coligação do PP.

O ex-presidente da OAB, Omar Coelho, foi escolhido para cumprir o papel de candidato oficial, e Nonô recebeu um prêmio de consolação, ficando como articulador da campanha do senador Aécio Neves (PSDB/MG) no Nordeste. Téo Vilela foi o principal responsável pela ida do DEM para a coligação de Biu de Lira.A candidatura de Eduardo Tavares é, mais do que antes, apenas para cumprir as tarefas de servir ao PSDB e constituir um palanque para Aécio Neves, viabilizando a candidatura do sobrinho do governador, Pedro Vilela, que disputará uma cadeira na Câmara Federal.

Pedro Vilela busca uma “eleição casada”: um extraordinário acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) para que alguns prefeitos pemedebistas peçam votos para o sobrinho de Vilela, além de uma composição dentro de casa. Nas previsões mais otimistas, Pedro Vilela teria 100 mil votos, não se elegendo a federal. Contaria com a candidatura de Rogério Teófilo, atraindo o palanque de Arapiraca, que garanteria 40 mil votos.  Pedro Vilela teria ainda o apoio de Galba Neto, filho do ex-presidente da Câmara, Galba Novaes (PRB).  Pelo bairro do Tabuleiro dos Martins, pegariam-se 20 mil votos. Apertado, Pedro Vilela passaria pelo gargalo federal, continuando a tradição da família: a terceira geração na política, começando com o avô, Teotônio, líder das Diretas Já e senador.


PRB - Depois de alguns contatos de última hora - mas sem demonstrar muito esforço - Téo Vilela conseguiu atrair o PRB, partido de  Galba Novaes, para compor uma das chapas governistas que, espera, estejam juntas no segundo turno contra o PMDB, mantendo o acordo para eleger Pedro Vilela. O governador vai além e dá uma rasteira também em Collor: o PRB indicou como suplente seu primo, Euclydes Mello.

O senador trabalhista faz então uma mudança em seus suplentes, resposta aos tucanos: coloca dois ex-prefeitos na suplência, com papel de destaque no Sertão (Renilde Bulhões, ex-prefeita de Santana do Ipanema) e Agreste (Severino Leão, ex-prefeito de Arapiraca).No lado tucano, Téo também tentou atair o PSD do deputado federal João Lyra e do deputado estadual Dudu Hollanda - que sonha em ser federal, mas deve ficar na Assembleia Legislativa,  na chapa de ET, provando que não existe “um jeito novo de fazer política”.A candidatura tucana será apenas para constar, sem chances reais de participar da disputa, como previu José Thomaz Nonô. Para valer é a candidatura do PP,  o Plano “B” de Vilela.  

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