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Edição nº 778 / 2014

10/07/2014 - 13:36:00

Assembleia Legislativa arma palanque

Odilon Rios Repórter

Na Assembleia Legislativa, os deputados Gilvan Barros (PSDB) e Val Gaia (PSDB) - este último líder do governador - são calheiristas - “traindo” Eduardo Tavares, decisão articulada entre o governador e o presidente do Senado. Na Associação dos Municípios, o presidente Jorge Dantas é tucano, mas vota, por fidelidade, no candidato indicado pelo deputado federal Alexandre Toledo (PSB). Como Alexandre é vice de Biu, Dantas é lirista, também sob as bençãos de Vilela.Já Biu de Lira, de maneira paciente, conseguiu armar uma frente tão ampla quanto a coligação liderada pelo PMDB. A candidatura do PP tem o apoio de oito partidos, bom tempo de televisão (7 minutos 20 segundos), rádio e uma forte chapa proporcional.Seu ponto frágil é a candidatura ao Senado, que veio apenas para adicionar o tempo de rádio e TV do DEM.

 

Apoiado pelo Palácio dos Martírios, também por cerca de 20 prefeitos e boa  parte dos deputados estaduais e federais, a chapa do PP polariza com o candidato do PMDB numa eleição sem terceira via.Como é uma candidatura governista, conta, neste momento com maioria dos “cargos comissionados”, ou seja, os milhares de cabos eleitorais nomeados pelos partidos políticos que oficialmente estão na administração estadual. O senador do PP é, também, o candidato da ainda influente (financeiramente) Cooperativa dos Usineiros, interessada que está na eleição de Biu de Lira, que abriria vaga no senado para o usineiro Givago Tenório, seu primeiro suplente.Biu de Lira será apoiado pelo governo Téo Vilela, mas não precisará defendê-lo. Essa missão será do candidato Eduardo Tavares. Terá duas linhas: a primeira inclui “carimbar” as obras federais do Governo Dilma Rousseff/Lula, entre elas o Canal do Sertão, a maior obra hídrica de Alagoas, toda construída com recursos federais.

 

ET, porém, contará com a astúcia de Biu de Lira: o senador mostrará, na TV, as emendas para a obra e os investimentos da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) via Ministério das Cidades (quase R$ 10 bilhões).A segunda linha inclui uma tarefa considerada difícil até mesmo por um dos ex-secretários, que tentou ser o candidato tucano a governador, e hoje concorda com o balanço negativo da administração do PSDB. A falta de objetivos do Governo foi tanta que fez com que sua única tentativa de ter um programa, o “Alagoas Tem Pressa”, virasse pó pelas mãos dos assessores da Frente de Oposição.Para o ex-secretário, Téo Vilela será lembrado pelos resultados negativos na educação, saúde e segurança.

 

Outro ex-aliado comentou que a velocidade do governo Vilela  pode ser ilustrada pela sede do Detran, Biblioteca Pública, Hospital Geral do Estado, reforma das escolas e do II Centro de Saúde, que não conseguiram sair do campo das promessas.Simbolicamente, no dia da escolha “definitiva” da secretária de Educação, Laudirege Fernandes - nome apoiado pelo ex-deputado Rogério Teófilo - apenas seis meses do final de um governo de oito anos, o próprio governador lamentou não ter feito um programa para combater o analfabetismo no Estado, o mais alto do país.

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